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Yes - Close to the Edge [1972]

Artista: Yes
Formação: 1968, London, Greater London, United Kingdom
Lançamento: 08-09-1972
Gravadora: Atlantic Records
Produção: Yes e Eddie Offord
Gêneros: Symphonic Prog., Progressive Rock
Lineup: Jon Anderson (vocal), Steve Howe (guitarra), Rick Wakeman (teclados), Chris Squire (baixo), Bill Bruford (bateria)











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Título - Duração
Compositor [Performance Vocal]

A1 Close to the Edge 18:12
i. The Solid Time of Change
ii. Total Mass Retain
iii. I Get Up I Get Down
iv. Seasons of Man

Jon Anderson / Steve Howe [Jon Anderson]

B1 And You and I 10:40
i. Cord of Life
ii. Eclipse
iii. The Preacher the Teacher
iv. The Apocalypse

Jon Anderson / Bill Bruford / Steve Howe / Chris Squire [Jon Anderson]

B2 Siberian Khatru 9:50
Jon Anderson / Steve Howe / Rick Wakeman [Jon Anderson]











Close to the Edge é o quinto álbum da banda britânica de rock progressivo Yes. Tendo sido lançado em 1972 pela Atlantic Records, é considerado por muitos fãs e críticos a grande obra-prima da banda. O álbum também marca a saída do baterista Bill Bruford, que em junho de 1972, logo após o término das gravações do álbum, deixou a banda para tocar no King Crimson, tendo sido substituído por Alan White.

Entre o final dos anos 60 e início dos anos 70, uma cena alternativa começou a ganhar musculatura em diversos clubes noturnos de Londres. Cansados da fórmula pop de verso-refrão-verso-refrão em pouco mais de 3 minutos, diversos grupos começaram a se permitir a liberação dessas amarras, construindo canções atmosféricas que se estendiam por 10, 20 ou até 40 minutos. Naturalmente, o consumo de substâncias alucinógenas como o LSD – tão em voga na época – circulava com bastante força nesses meios, como uma espécie de suporte para a viagem psicodélica procurada na música. O esgotamento da fórmula pop no final dos anos 60 impulsionou esse movimento para o mainstream, gerando assim os principais nomes do chamado “rock progressivo”.

o estilo atingiu um pico na década de 70, e “Close to The Edge” é um dos principais motivos disso. Embora não seja o maior sucesso comercial da banda (tarefa que cabe à “90125”, lançado nos difíceis anos 80), manteve-se por 32 semanas na parada da Billboard e foi o único álbum da banda a atingir o número 1 na Holanda. Até hoje é constantemente apontado como o primeiro em listas de “melhores álbuns progressivos”.

Close to the Edge iniciou uma tendência da banda em incluir uma canção no modelo épico, significantemente mais longa que as outras, o que foi seguido em álbuns seguintes como Relayer (1974, com a canção "The Gates of Delirium") e Going for the One (1977, com a canção "Awaken"). As influências religiosas introduzidas por Jon Anderson, que posteriormente formariam a base de Tales from Topographic Oceans, já estão evidentes nas composições e letras das três faixas do álbum. Renovação e repetição também são outros temas principais; a faixa título inicia e termina com o mesmo efeito sonoro de água e pássaros e em "Siberian Khatru" existe a repetição de termos de duas sílabas. De acordo com o sítio oficial da banda, a canção título é inspirada pelo livro de Hermann Hesse Sidarta, o que explana várias letras misteriosas.

Em referência à música clássica e seguindo outros artistas do rock progressivo, as duas primeiras canções do álbum são divididas em quatro andamentos.


MÚSICAS

“Close to The Edge” é baseado no livro Hermann Herse “Siddharta”, uma adaptação da história do príncipe indiano que abandona luxo e ostentação atrás da elevação espiritual. As canções revisitam o momento em que o personagem de Hermann acorda próximo ao abismo do rio. A capa do álbum, contudo, parece reproduzir a ideia com um aspecto bem mais sombrio, com sua tonalidade mudando de verde para negro. Elevação espiritual parece contrastar com a escuridão do sentido inverso.

O virtuosismo técnico impressiona. A primeira faixa, um épico de 17 minutos, é toda construída num imenso solo do guitarrista Steve Howe, uma base competente do baixista Chris Squire e o virtuosismo da voz de Jon Anderson, para muitos um dos melhores cantores que já se teve oportunidade de ouvir. Certamente a canção – assim como o resto do álbum – pode ser de difícil ingestão para o público não acostumado, especialmente nos dias de hoje em que o consumo de música parece cada vez mais superficial.

“And You And I”, segunda faixa, é uma balada com cerca de 10 minutos de duração, também baseada na história de Siddharta. Sua base de violão desemboca numa cobertura de teclados, que se desvanece para ser construída novamente. “Siberian Kathu” faz o papel de apagar das luzes do palco, uma melodia construída a partir das linhas de baixo de Squire. Não se sabe ao certo sobre o que a canção fala, mas alguns fãs apontam se basear em um grupo xamanista siberiano.

3 faixas, com uma duração aproximada de 35 minutos. “Close To The Edge” pode assustar e até gerar certa repulsa em um mundo que não tem mais tempo de parar para apreciar discos, mas continua sendo um dos mais finos retratos de um contexto em que entendia-se que, para a música avançar, era necessário aumentar a técnica e fugir das amarras tradicionais do formato pop.


Reconhecimentos

Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.


Fontes
http://jornadadoremifa.wordpress.com
http://pt.wikipedia.org


Vídeos

B1 And You and

B2 Siberian Khatru






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