Artista: Yes
Formação: 1968, London, Greater London, United
Kingdom
Atualmente: Ativa
Página Oficial: www.yesworld.com
Gêneros: Progressive Rock, Symphonic Prog, Pop
Rock, Progressive Pop, AOR, Electronic
Membros: Chris Squire (bass), Jon Anderson
(vocals, 1968-79, 1983-2004), Tony Kaye (keyboards, 1968-71, 1983-95), Bill
Bruford (drums, 1968-72, 1990-92), Peter Banks (guitar, 1968-70), Steve Howe
(guitar, 1970-80, 1990-92, 1996-present), Rick Wakeman (keyboards, 1971-74,
1976-79, 1990-92, 1996, 2002-04), Alan White (drums, 1972-present), Patrick
Moraz (keyboards, 1974-76), Trevor Horn (vocals, 1979-80), Geoffrey Downes
(keyboards, 1979-80, 2011-present), Trevor Rabin (guitar, vocals, 1983-95),
Billy Sherwood (guitar, keyboards, 1994-95, 1997-99), Igor Khoroshev
(keyboards, 1998-2000), Benoît David (vocals, 2008-12), Oliver Wakeman
(keyboards, 2008-11), Jon Davison (vocals, 2012-present)
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| Yes em concerto |
O Yes é uma banda britânica de
rock progressivo formada originalmente por Jon Anderson (vocal), Chris Squire
(baixo), Tony Kaye (teclado), Peter Banks (guitarra) e Bill Bruford (bateria)
em 1968. Apesar das muitas mudanças na formação, separações ocasionais e as
diversas mudanças na música popular, o grupo está na ativa há 45 anos e ainda
detém grande prestígio internacional.
História
Primórdios
O Yes foi formado em 1968 pelo vocalista Jon Anderson e pelo baixista Chris Squire. Jon Anderson já havia gravado um compacto em 1964 como membro do The Warriors, uma banda formada pelo seu irmão, Tony Anderson, e posteriormente gravou alguns compactos pela Parlophone Records sob o pseudônimo Hans Christian Anderson. Durante pouco tempo, Chris Squire foi membro da banda Gun e da The Syn, uma banda de rock psicodélico que gravou alguns compactos para a Deram Records. Após o fim do The Syn, Squire passou um ano dedicando-se a desenvolver sua técnica no baixo, altamente influenciado pelo baixista John Entwistle, do The Who. E então, em maio de 1968, ele conheceu Anderson em um clube noturno em Soho, chamado La Chasse, aonde Anderson estava trabalhando. Os dois possuíam um interesse em comum por harmonias vocais e começaram a trabalhar juntos no dia seguinte.
Squire estava em uma banda
chamada Mabel Greer's Toyshop com Clive Bailey, e Anderson começou a fazer
vocais para a banda. O baterista Bill Bruford foi recrutado, respondendo um
anúncio no Melody Maker, substituindo Bob Hagger. Fã de jazz, Bruford
anteriormente havia tocado em três concertos com o grupo de blues Savoy Brown.
Bailey saiu do grupo, sendo
substituído na função de guitarrista por Peter Banks. Juntou-se ao grupo o
tecladista Tony Kaye, ex-integrante de várias bandas sem sucesso, como Johnny
Taylor's Star Combo, The Federals e Jimmy Winston and His Reflections. Após a
entrada de Kaye, a banda passou a se chamar Yes. O nome foi sugerido por Banks,
com o raciocínio de que a palavra iria se destacar em pôsteres publicitários.
De acordo com Anderson, o nome foi aceito por ser uma palavra positiva.
O primeiro concerto do Yes foi no
East Mersey Youth Camp na Inglaterra no dia 4 de Agosto de 1968. Logo após,
eles abriram para o Cream em seu show de despedida no Royal Albert Hall. No
início, o grupo ganhou notoriedade por fazer versões drasticamente alteradas,
mais extensas, de músicas de outros artistas, de modo similar ao que o Deep
Purple fazia. A banda começou a chamar atenção, chegando a aparecer no programa
de John Peel e tendo sido escolhida por Tony Wilson do Melody Maker como sendo
uma das duas bandas mais "Provaveis a Serem Bem-Sucedidas" - a outra
era o Led Zeppelin.
O primeiro álbum, homônimo, foi
lançado em 25 de Julho de 1969. Desde o início, o Yes já era uma banda de
músicos excelentes com objetivos ambiciosos. Peter Banks imediatamente ganhou a
atenção de fãs e críticos, e os vocais harmoniosos de Anderson e Squire se
tornaram uma imediata marca registrada da sonoridade do Yes. O ponto de vista
otimista e vagamente futurista do mundo contribuía para uma sonoridade
melódica, virtuosa e entusiasmada. Os destaques do álbum de estreia eram a
versão jazzística de "I See You", do The Byrds e a faixa de
encerramento "Survival", que demonstrava uma combinação de harmonias
vocais com uma construção musical complexa.
Em 1970, o grupo levou suas
ambições ao extremo, especialmente para esse período, ao gravar e lançar seu
segundo disco, desta vez acompanhado por uma orquestra de trinta músicos. Time
and a Word apresentava composições originais, com exceção de duas músicas,
"No Opportunity Necessary, No Experience Needed", de Richie Havens e
"Everydays", de Stephen Stills. A releitura épica da canção de Havens
também incluía trechos da música-tema do filme The Big Country. Apesar de ser
musicalmente excepcional em termos de melodia e com uma execução potente das
composições, a orquestra (e o tecladista Tony Kaye) ofuscaram Banks e grande
parte do trabalho vocal, deixando Time and a Word como um trabalho de banda
mal-equilibrado. Antes do lançamento do disco, Peter Banks foi demitido, sendo
substituído por Steve Howe, ex-integrante das bandas Tomorrow, The Syndicats e
The In Crowd. A capa da versão americana do disco mostrava uma foto da banda
com Howe, como se o recém-chegado guitarrista tivesse tocado no disco.
A formação "clássica"
As gravações do Yes durante a
década de 1970 ainda hoje são consideradas por muitos fãs como sendo o som
clássico do Yes. Esses discos apresentam arranjos complexos com orientação de
música erudita, marcações de tempo incomuns, musicalidade virtuosa, mudanças
métricas dramáticas, dinâmicas e letras surrealistas de significados obscuros.
O repertório comumente excedia a estrutura padrão das canções pop de duração
média de três minutos com suítes longas, algumas vezes com vinte minutos ou
mais, fazendo da banda um dos carros-chefe do emergente rock progressivo.
Versos com vocais alternavam-se com interlúdios instrumentais atmosféricos,
passagens frenéticas e improvisos longos de guitarra, teclado e baixo. As
marcas registradas deste período clássico são os vocais agudos e melódicos de
Jon Anderson, os solos de guitarra e teclado de Steve Howe e Rick Wakeman,
respectivamente, a bateria polirítmica de Bill Bruford (e, posteriormente, Alan
White) e o baixo altamente melódico e ao mesmo tempo agressivo de Chris Squire,
destacado pelo som de seu Rickenbacker RM1999.
Chris Squire foi um dos primeiros
baixistas de rock a adaptar de forma bem-sucedida efeitos de guitarra para seu
baixo, tais como tremolo, phasers e pedal wah-wah. A seção rítmica de
Squire/Bruford e Squire/White é considerada por muitos como uma das melhores do
rock daquele tempo.
Os dois primeiros discos do Yes
uniam material original com covers de suas principais influências, incluindo
Beatles, The Byrds e Simon & Garfunkel. A saída de Peter Banks em 1970 e a
chegada de Steve Howe levou o Yes à novos pontos. O novo estilo emergente do
grupo gerou seu próximo álbum, o bem recebido pela crítica The Yes Album, que
pela primeira vez consistia inteiramente de composições originais. Também foi o
disco que iniciou a parceria com o produtor e engenheiro de som Eddie Offord,
cuja habilidade com estúdio foi um elemento-chave na criação do som do Yes.
Em 1971, o tecladista Tony Kaye
foi demitido, vindo a formar depois sua própria banda, Badger. Apesar de ser um
tecladista talentoso que contribuía com passagens memoráveis em seu órgão
Hammond (particularmente nas clássicas "Everydays" e "Yours is
No Disgrace"), Kaye não conseguia se equiparar à guitarra de Howe no que
diz respeito aos improvisos. Ele foi substituído por Rick Wakeman, de treinamento
clássico, que havia acabado de sair do The Strawbs e era um músico de estúdio
notável, tendo tocado com David Bowie e Lou Reed. Wakeman trouxe os teclados a
um nível tão alto quanto o da guitarra, uma situação rara para um grupo de
rock.
Como um solista, Wakeman
provou-se um perfeito colega para Howe. Ele também trouxe duas adições vitais
para a instrumentação do grupo - o Mellotron (que Kaye se mostrava pouco à
vontade em usar) e o sintetizador Minimoog. Seu visual no palco também era
marcante: Wakeman era rodeado por vários teclados, e possuía um cabelo loiro
longo e uma capa brilhante, ganhando ares de mago. Apesar do grande impacto
visual, sua aparência se tornou objeto de ridículo para alguns.
A primeira gravação dessa nova
formação (Anderson, Bruford, Howe, Squire e Wakeman) foi uma interpretação
dinâmica de dez minutos de duração de "America" de Paul Simon,
originalmente do disco The Age of Atlantic, uma compilação de várias bandas da
Atlantic Records. O excelente trabalho de órgão na música na verdade foi tocado
por Bruford. Foi simultaneamente o fim de uma era - foi a última faixa
não original que a banda gravou - e o início de outra, demonstrando todos os
elementos do novo Yes.
Com Wakeman à bordo, o Yes entrou
naquele que muitos consideram como sendo seu período mais fértil e bem-sucedido,
gravando dois discos muito bem recebidos. Fragile (1971) constou no Top 10 na
América, assim como Close to the Edge (1972). O Yes gozou de enorme sucesso
comercial e de crítica por todo o mundo e passou a possuir um dos shows mais
populares da época. Eles também se valeram dos tremendos avanços na tecnologia
para som ao vivo que surgiam na época, e eles eram renomados pela alta
qualidade de som e iluminação no palco. Os dois discos se tornaram grandes
marcos na história do rock progressivo. Inclusive, muitos consideram o álbum
Close to the Edge como sendo o ponto máximo de todo o gênero.
Fragile apresentava as
capacidades individuais da banda apresentando uma composição individual de cada
um: "We Have Heaven" de Anderson, "Mood for a Day" de Howe,
"Cans and Brahms" de Wakeman, "Five per Cent for Nothing"
de Bruford e "The Fish" de Squire. As outras quatro faixas do disco
eram composições de toda a banda (destaque para a excelente "Roundabout").
Fragile também marcou o início de uma longa parceria com o artista Roger Dean,
que desenvolveu o logotipo do grupo e as capas de seus álbuns, bem como os
cenários de palco. Dean também trabalharia para outras bandas do gênero,
tornando suas ilustrações psicodélicas e ricas de detalhes uma característica
marcante do rock progressivo.
Antes do lançamento de Close to
the Edge, durante o auge do sucesso da banda, Bill Bruford anunciou que estava
saindo da banda para se unir ao King Crimson. A atitude de Bruford causou
espanto geral, pois Bruford estava deixando uma banda de grande sucesso
comercial para se unir a uma banda de potencial comercial tão fraco - devido ao
alto teor experimental da musicalidade do King Crimson. Ele foi substituído
pelo ex-baterista da Plastic Ono Band, Alan White, um baterista de rock mais
convencional e dono de um estilo contrastante com a sonoridade imaginativa e
jazzistíca de Bruford. White, amigo de Anderson e Offord, já vinha sendo
sondado pela banda semanas antes da saída de Bruford. Chris Squire ameaçou
jogá-lo pela janela caso ele não aceitasse entrar na banda. Ele aceitou,
permanecendo na banda por mais de trinta anos, contribuindo com mudanças de
tempo ambiciosas e uma capacidade colaborativa muito proveitosa para o Yes.
White conseguiu aprender o repertório altamente ambicioso da banda em apenas
três dias antes de iniciar a turnê, que teve início logo após o lançamento de
Close to the Edge, em Setembro de 1972. A turnê rendeu o álbum ao vivo triplo
Yessongs'. O disco inclui duas faixas gravadas com Bruford: "Perpetual
Change", com um solo de bateria de Bruford, e "The Fish".
Yessongs foi um projeto ambicioso
e sem dúvidas uma aposta arriscada da gravadora Atlantic Records. Foi um dos
primeiros discos triplos da história do rock, apresentando versões ao vivo de
todo o material original dos três discos anteriores. Apresentada em uma das
embalagens mais luxuosas da época, a arte de Roger Dean se espalhava através
das dobras e dava continuidade aos conceitos orgânico-cósmicos dos dois discos
anteriores. O disco foi outro sucesso de vendas e foi recentemente votado como
um dos vinte melhores álbuns ao vivo de todos os tempos. Um vídeo da turnê,
lançado sob o mesmo nome, apresentando filmagens (com Howe ganhando grande
destaque por ser cunhado do editor) misturadas com efeitos visuais
psicodélicos.
O próximo disco de estúdio, Tales
from Topographic Oceans, marcou uma mudança drástica na sorte da banda,
dividindo fãs e críticos. Apesar de composições longas do Yes já serem comuns
nesse ponto - a faixa-título de Close to the Edge ocupava todo um lado do LP -
as quatro faixas de duração média de vinte minutos que constituíam o disco
duplo Tales from Topographic Oceans receberam opiniões mistas e deixou a
sensação de que a banda estava começando a exagerar. Gravado após uma longa
turnê, o disco foi descrito por Jon Anderson como sendo "o ponto de
encontro de grandes ideias e pouca energia". Rick Wakeman, em particular,
desaprovou o disco, e até hoje fala mal dele. É dito que o filme This is Spinal
Tap tirou inspiração deste disco e da sua respectiva turnê. Por outro lado,
fanáticos por rock progressivo o consideram um dos melhores discos de rock
progressivo de todos os tempos. Não importa que opiniões receba, a única coisa
certa é que o disco deixa uma impressão extrema, seja ela positiva ou negativa.
Tensões internas entre Wakeman e
o resto da banda, bem como a cada vez mais bem-sucedida carreira solo do
tecladista, o levaram a sair da banda após a turnê de Tales em 1974.
Dedicando-se por completo à sua carreira solo, ele obteve grande sucesso.
Mudanças
Wakeman foi substituído pelo
suíço Patrick Moraz para gravar Relayer em 1974. A vasta diferença entre as
contribuições de Moraz para o Yes entre as de Wakeman foi mais uma novidade do
que um desapontamento, sendo Moraz um músico de electric-jazz, mais voltado
para experimentações e improvisos. Mais uma vez, o disco apresentava uma faixa
que tomava um lado inteiro do vinil, "The Gates of Delirium", cuja
seção "Soon" foi lançada como compacto, obtendo grande sucesso
comercial no mundo todo, alcançando a primeira posição nas paradas espanholas e
se tornando uma das primeiras músicas representativas do Yes perante o grande
público no Brasil. Após um longa turnê entre 1975 e 1976, cada membro lançou um
álbum solo. Na mesma época, foi lançada a coletânea Yesterdays, contendo faixas
dos dois primeiros discos e abrindo com "America".
O grupo deu início a sessões para
um novo disco. Os eventos nesse período têm relatos incertos, mas é fato que
após negociações, Rick Wakeman voltou para a banda como músico de estúdio. A
confusão vêm de Moraz estando ou não no disco, afirmando que merecia crédito
por grande parte da música presente no álbum resultante. Howe inclusive afirmou
que a banda "tentou remover o máximo do Patrick das canções o tanto quanto
era possível", o que dá a entender que ele de fato contribuiu para as
sessões iniciais. Todo o crédito dado à Moraz se resume a estar no topo da
ambígua lista de agradecimento presente no encarte. Em todo caso, após ficar
impressionado com o novo material Wakeman resolveu voltar como membro
permanente. Apesar da faixa "Awaken", de quinze minutos, o álbum
resultante, Going for the One, é basicamente composto por músicas curtas,
incluindo "Wonderous Stories", lançada como single em 1977. Este
disco e o próximo, Tormato (1978), feito com a mesma formação, obtiveram
sucesso na árdua tarefa de passarem com alguma notoriedade durante o auge do
movimento punk rock na Inglaterra, quando o Yes era muito criticado pela
imprensa musical por ser um dos maiores expoentes dos excessos do rock
progressivo feitos no início da década de 1970. Ironicamente, o Yes foi o que
talvez melhor atravessou esse período, entre todas as bandas daquela época.
Enquanto Going for the One obteve
sucesso favorável, Tormato foi outro disco que gerou discordância entre os fãs,
com muitos acreditando que metade do disco é simplesmente para ocupar espaço,
enquanto outros afirmam que isso foi uma progressão lógica a partir de Going
for the One, que iniciava uma sonoridade mais pop, menos sofisticada. Fãs do
som clássico do Yes ficaram mais contentes em relação à última faixa, a
sinfônica e jazzistíca "On the Silent Wings of Freedom", guiada pela
batida energética de White e o baixo harmonioso de Squire. Os membros da banda
afirmam que eles não estavam exatamente certos em relação ao material presente
no disco, e, virtualmente, ninguém gostou da arte da capa. No entanto, apesar
das críticas internas ou externas em relação a esse disco, a banda obteve
sucesso com turnês entre 1978 e 1979.
Em Outubro de 1979, o Yes foi a
Paris com o produtor Roy Thomas Baker, que ainda tinha prestígio devido ao seu
trabalho com o disco de estreia do The Cars. Existem várias afirmações dos
integrantes e rumores em relação ao fato de que as sessões não serviram para
produzir nenhum álbum. Howe, Squire e White disseram em 1980 que nenhum deles
gostaram das músicas que Anderson apresentou para a banda, afirmando que elas
eram muito leves, sem o peso que o trio sentia que estava gerando durante seu
tempo juntos. Gravações clandestinas dessas sessões sugerem que essas
afirmações estavam corretas, sendo que algumas apareceram em um disco solo de
Anderson Song of Seven. Em Dezembro, as sessões se encerraram quando Alan White
quebrou o pé. Existe fortes especulações que afirmam que Anderson e os membros
remanescentes da banda tiveram uma discussão sobre problemas financeiros, com
argumentos sobre gastos individuais excessivos de fundos da banda como um todo.
Por volta de Maio de 1980, a situação chegou a tal ponto que fez com que
Anderson deixasse o grupo, já que não houve nenhum entendimento sobre a direção
musical e remunerações financeiras. Após a saída de Anderson, Wakeman também
deixou o grupo, acreditando que o Yes não poderia continuar sem a voz de
Anderson, um dos elementos-chave da sonoridade do Yes.
O empresário Brian Lane sugeriu
que Squire convidasse os dois integrantes que compunham o The Buggles, Geoffrey
Downes (teclados) e Trevor Horn (vocal) - que vinham tendo grande sucesso
comercial com seu disco The Age of Plastic, impulsionado pelo single
"Video Killed Radio Star" - para ajudar o Yes a gravar um novo disco.
Inicialmente, a ideia era que Downes e Horn ajudassem a compor novo material -
eles já tinham uma música chamada "We Can Fly from Here", escrita já
tendo o Yes em mente. Logo, Howe, Squire e White confessaram que estavam sem
vocalista e tecladista. Para surpresa de Downes e Horn, eles foram convidados
para se unir ao Yes como membros fixos. Eles aceitaram, e gravaram o álbum
Drama, em 1980. Drama possuía um som mais pesado do que o que era feito pelo
Yes anteriormente, começando com "Machine Messiah", uma das primeiras
músicas a demonstrar uma sonoridade que mais tarde seria definida como metal
progressivo. O disco foi muito bem recebido pelos fãs, mas muitos sentiram a
falta das letras e vocais de Anderson. A capa interna do disco mostrava um
estilo casa-do-horror na capa e no design, uma anomalia que deixou alguns fãs
perplexos. O álbum em si foi bem aceito, recuperando o peso que não constava em
uma gravação do Yes desde The Yes Album. A banda saiu em turnê pela América em
Setembro de 1980. O consenso geral era de que Horn cantava muito bem o novo
material (mesmo não tendo nenhuma experiência em cantar diante de uma plateia
das proporções que assistiam um show do Yes) mas decepcionava ao tentar
reproduzir os clássicos do Yes. Quando a banda voltou à Inglaterra no final de
1980, a imprensa inglesa disparou grandes críticas sobre Horn e Yes.
Depois da turnê de Drama, o Yes
deu uma pausa para repensar seu futuro. Trevor Horn deixou a banda para se
dedicar à produção. Alan White e Chris Squire deixaram o Yes, mas continuaram
trabalhando juntos começando uma série de sessões com o ex-guitarrista do Led
Zeppelin Jimmy Page. O trio se juntou como XYZ, uma referência a
"ex-Yes-e-Zeppelin", mas nada saiu dessas sessões quando o
ex-vocalista do Zeppelin Robert Plant não demonstrou interesse pelo projeto. O
XYZ produziu algumas fitas demo, e alguns elementos das músicas criadas nessa
produção apareceram em músicas posteriores do Yes (mais notavelmente "Mind
Drive" de Keys to Ascension 2 e "Can You Imagine" de
Magnification). Em 1981, Squire e White lançaram uma parceira na forma de
single, "Run With The Fox". Downes e Howe, que eram os únicos membros
dispostos à continuar no Yes na época, optaram por não continuar com a banda.
Ao invés disso, eles formaram a banda Asia, junto com John Wetton (ex-King
Crimson) no baixo e no vocal e Carl Palmer, do Emerson, Lake & Palmer na
bateria.
O retorno acidental
Em 1982, passado mais de um ano
depois do fim do Yes, Chris Squire e Alan White formaram um novo grupo, chamado
Cinema, junto com o guitarrista Trevor Rabin (do Rabbit). O primeiro tecladista
do Yes, Tony Kaye, foi chamado de volta para participar, já que Squire acreditava
que a técnica mais direta de Kaye iria cair bem para a banda. Rabin, que já era
um artista solo com três discos lançados, ajudou a compor "Owner of a
Lonely Heart". Seu direcionamento pop deu a música um apelo comercial o
suficiente para fazê-la ter destaque na era MTV, mas ainda assim, ela trazia
alguns aspectos do estilo original do Yes - em especial, as harmonias vocais.
Originalmente, os vocais seriam de Rabin e Squire, mas no começo de 1983, Chris
Squire tocou para Jon Anderson algumas das músicas do Cinema em uma festa em
Los Angeles. Impressionado por músicas como "Leave It", Anderson
aceitou o convite de Squire de cantar nesse novo projeto, resultando numa
reformulação "acidental" do Yes. Muitos fãs chamam essa formação de "Yes
do Oeste", devido à residência da banda em Los Angeles e sua nova
sonoridade, tipíca de bandas pop americanas. Essa versão do Yes também é
chamada de "Generators", originado do nome do segundo disco dessa
formação, Big Generator. A nova sonoridade desagradou muitos fãs, por abrir mão
de suas características originais para se valer de músicas próprias para se
tocarem em rádios. No entanto, deve ser notado que muitos fãs do Yes gostam dos
dois períodos.
O primeiro disco da banda desde a
reunião, 90125 (produzido pelo ex-vocalista Trevor Horn), apresentou uma
mudança radical em relação a seu som original. Era mais visceral, com efeitos
eletrônicos modernos. 90125 foi o disco do Yes mais bem-sucedido, eventualmente
vendendo mais de seis milhões de cópias e assegurando um longo tempo de
durabilidade para o Yes, com uma turnê que durou mais de um ano. A música
"Owner of a Lonely Heart" foi um sucesso em várias paradas (e
sampleada inúmeras vezes desde então), inclusive no Brasil, onde até hoje é
talvez uma das músicas mais famosas da banda. O tecladista que aparece no
videoclipe da música é Eddie Jobson. Yes também obteve sucesso com "Leave
It" e "It Can Happen", e ganhou um Grammy por Melhor
Instrumental de Rock ("Cinema", uma jam-session curta e complexa),
sugerindo que o grupo não abandonou por completo sua musicalidade em troca de
sucesso comercial, como alguns fãs alegam. O álbum de sucesso também gerou um
vídeo (9012Live) e um disco ao vivo (9012Live: The Solos) que incluía peças
solo de Anderson, Rabin, Squire e Kaye, além de uma jam entre Squire e White.
Em 1986, o Yes começou a gravar
Big Generator. Infelizmente, problemas internos (principalmente entre Squire e
Anderson) ameaçavam o encerramento do processo de gravação, e Trevor Rabin
acabou finalizando sua produção. Apesar de Big Generator (1987) não ter sido
tão bem-sucedido quanto 90125, ainda assim conseguiu vender dois milhões de
cópias. Alguns fãs do Yes consideram Big Generator como sendo mais fiel ao som
original do Yes do que seu predecessor, graças a um esforço concentrado em
gravar músicas mais longas como "I'm Running" do que as faixas mais
pop. "Love Will Find a Way" se saiu moderadamente bem nas paradas,
juntamente com "Rhythm of Love", quase passando do Top 40. A turnê de
1988 terminou com um show no Madison Square Garden, como parte das comemorações
de quarenta anos da Atlantic Records, mas deixou os membros do Yes exaustos e
frustrados uns com os outros.
União e Reunião
Jon Anderson começou a demonstrar
sinais de cansaço do direcionamento do novo Yes. Ele queria que a banda
voltasse a seu som clássico. Após a turnê de 1988, Anderson, assegurando que
jamais ficaria na banda pelo dinheiro, começou a trabalhar com os ex-membros do
Yes Rick Wakeman, Steve Howe e Bill Bruford. Alguns na banda (em particular, Bill
Bruford) queriam se distanciar do nome "Yes". Além disso, os
ex-membros do Yes não poderiam usar o nome da banda, já que Squire, White,
Kaye, Rabin e, ironicamente, Anderson, estavam mantendo os direitos sobre ele,
desde o contrato de 90125. Subsequentemente, o novo grupo se chamou Anderson
Bruford Wakeman Howe, ou simplesmente ABWH. O projeto incluía Tony Levin no
baixo, trazido na banda por Bruford, com quem havia trabalhado no King Crimson.
Com um apelo musical atraente para fãs antigos e novos do Yes, o
álbum-intitulado foi lançado em 1989, com um sucesso moderado que chegou a
render um disco de ouro, impulsionado pelo vídeo de "Brother of
Mine", sucesso na MTV. No entanto, eles não gravaram tudo em conjunto como
faziam nos anos 1970, e, ao invés disso, tiveram suas partes gravadas
individualmente para depois serem organizadas por Anderson. Howe disse à
imprensa que estava descontente com a mixagem de suas guitarras no disco (uma
versão de "Fist of Fire" com maior destaque para as guitarras de Howe
viria a aparecer no box set In a Word, lançado em 2001). De acordo com Bruford,
o crédito de quatro nomes não significava que foi este o modo como o processo
de composição ocorreu. Depois do lançamento do álbum, batalhas legais
(iniciadas pela Atlantic Records) complicaram o uso do título da turnê do ABWH,
An Evening of Yes Music Plus, gravação ao vivo na qual tinha Jeff Berlin
substituindo Levin, forçado a ficar em repouso durante duas semanas devido a
uma doença. Além disso, os shows tinham músicos extras: Julian Colbeck nos
teclados e Milton McDonald nas guitarras. A turnê alternava músicas do ABWH com
clássicos do Yes, e cada noite abria com pequenos solos de cada um dos quatro
membros do Yes.
Enquanto isso, o Yes estava
trabalhando no seu novo trabalho. A banda começou a fazer testes com um novo
vocalista, trabalhando com o ex-Supertramp Roger Hodgson e com o letrista Billy
Sherwood, do World Trade. Hodgson gostou da estadia, mas preferiu não fazer
parte da banda. A gravadora do ABWH, Arista Records, encorajou o quarteto à
procurar compositores, e Trevor Rabin demonstrou interesse, enviando-lhes uma
demo. A Arista percebeu o potencial comercial que teria uma reunião do Yes. No
decorrer do começo do ano 1991, telefonemas foram feitos, advogados empregados,
e propostas feitas, resultando no Yes do Oeste se unindo ao ABWH para fazer o
álbum Union. Cada grupo fez suas próprias canções, com Jon Anderson cantando em
todas as faixas. Chris Squire fez vocais de apoio para algumas das faixas do
ABWH. As partes de baixo de todo o disco foram feitas por Tony Levin. Uma turnê
mundial reuniu todos os oito membros da banda no mesmo palco, em uma formação
"Mega-Yes", de pouca longevidade, que consistia em Anderson, Squire,
Howe, Rabin, Kaye, Wakeman, Bruford e White, mas o disco em si provou-se ser
menos do que a soma das duas partes. Claramente uma combinação de duas
gravações distintas, nenhuma das músicas apresentava os oito membros
simultaneamente. Dois terços eram na verdade composições do ABWH, enquanto
Rabin e Squire contribuíram para quatro músicas (contando com uma colaboração
de Billy Sherwood). Praticamente toda a banda declarou publicamente seu
descontentamento do produto final, graças ao envolvimento secreto do produtor
Jonathan Elias com músicos de estúdio depois das sessões iniciais; Bruford
perdeu praticamente toda sua participação no disco, e Wakeman não foi capaz de
reconhecer nenhuma de suas partes de teclado na edição final. A turnê do
projeto apresentava músicas de toda a carreira da banda, e foi uma das turnês
mais ambiciosas realizadas entre 1991 e 1992.
A década de 1990
Quando a turnê acabou em 1992,
Bill Bruford e Steve Howe gravaram um disco com reinterpretações intrumentais
de músicas do Yes através de uma orquesta, com vocais de Jon Anderson em duas músicas.
Chamado Thy Symphony Music of Yes, o disco oferecia novas versões de clássicos
do Yes e foi produzido pela lenda do rock progressivo Alan Parsons. Depois do
lançamento do álbum, Bruford preferiu se afastar de possíveis novos projetos do
Yes. Jon Anderson começou a escrever com Howe e Rabin, separadamente, mas
eventualmente Howe não foi convidado a participar do próximo disco pela
gravadora Victory records, que propôs à Rabin que a formação de 90125 voltasse.
Rabin propôs que Wakeman estivesse incluído. Em 1993, Wakeman teve que recusar
o convite, tendo mais tarde expressado seu arrependimento de não ter tocado
junto com Rabin (Rabin declarou o mesmo) - exceto sob o projeto Union, apesar
de que Rabin fez uma participação especial em um álbum solo de Wakeman, Return
to the Centre of the Earth (1999). O Yes voltou com sua formação famosa da
década de 1980, contando com Anderson, Squire, Rabin, Kaye e White. Em 1994, o
Yes lançou Talk, um dos discos menos vendidos da banda. Com fraca divulgação
por parte da gravadora e das rádios americanas, "The Calling" passou
quase despercebida, mesmo sendo um dos singles do Yes com mais potencial de
sucesso desde "Owner of a Lonely Heart". David Letterman ouviu a
canção em seu carro e imediatamente pôs-se a procurar essa "nova
banda", com a intenção de chamá-los para seu programa, o que de fato
aconteceu, no dia 20 de Junho de 1994, aonde tocaram "Walls". A
colaboração de Jon Anderson e Trevor Rabin resultou numa fusão memorável do
"novo" e do "velho" Yes. Alguns frutos do trabalho da banda
com Roger Hodgson também apareceram no álbum. Na turnê de 1994, o guitarrista e
vocalista Billy Sherwood, que teve parte na composição de "The More We
Live", do Union, junto com Squire, se uniu à banda. Perto do fim de 1995,
Tony Kaye e Trevor Rabin saíram da banda, com Rabin partindo para uma muito
bem-sucedida carreira compondo trilhas sonoras e Kaye se aposentando da
carreira musical (apesar de ter tocado órgão Hammond em várias faixas do
projeto de Billy Sherwood Return To The Dark Side of the Moon, em 2006).
Provando ser verdadeiro o
provérbio "nunca diga nunca", a banda surpreendeu e emocionou fãs ao
reformar a formação clássica dos anos 1970, composta de Anderson, Squire,
White, Howe e Wakeman para três shows na cidade de San Luis Obispo, na
Califórnia, em 1996. As gravações renderam os discos ao vivo Keys to Ascension
e Keys to Ascension 2. A parte 2, em particular, contava com 48 minutos de
novas músicas. A banda ficou desapontada pelo novo material não ter sido
lançado como um disco de estúdio separado, que teria o título Know. As novas
faixas foram lançadas posteriormente como Keystudio. Wakeman saiu do grupo
antes do lançamento de Keys to Ascension 2 depois que uma turnê do Yes foi
planejada sem sua decisão ser consultada, e também pela sua frustração sobre a
decisão de enterrar as faixas de Keystudio no meio de álbuns ao vivo
redundantes.
Billy Sherwood imediatamente se
uniu ao Yes, na guitarra e nos teclados. Open Your Eyes, lançado em 1997,
originalmente seria um projeto colaborativo do duo Conspiracy, composto por
Sherwood e Squire - ambos são amigos próximos. No entanto, para suprir a
necessidade de um novo disco de estúdio por essa formação, foi decidido que
seria um álbum do Yes. A turnê subseqüente apresentava poucas faixas do novo
disco, e se concentrava mais no material clássico do Yes, como "Siberian
Khatru". O retorno de Steve Howe para o Yes ao vivo, juntamente com uma
maior enfâse no Yes dos anos 1970, foi considerado um projeto empolgante por
muitos fãs. A turnê também contou com os teclados do russo Igor Khoroshev, que
tocou em algumas faixas de Open Your Eyes. Igor foi efetivado como membro fixo
da banda para o próximo disco, The Ladder. Muitos fãs consideram The Ladder
como o retorno definitivo ao som clássico do Yes, principalmente devido aos
teclados de Khoroshev, cujas performances ao vivo conseguiam reproduzir as
partes de teclado de Wakeman com fidelidade maior, talvez, do que o próprio
Wakeman. O trabalho de Sherwood ao vivo se limitava a fazer vocais e guitarras
de apoio, com alguns momentos de destaque reproduzindo solos das músicas da era
de Trevor Rabin. Howe se recusava a tocar os solos de Rabin, alegando que seu
estilo não se encaixava naqueles tipos de solo (Howe nunca demonstrou simpatia
por Rabin como membro do Yes, dizendo que Rabin simplicava suas partes de
guitarra e que foi o responsável por ter "destruído" o som da banda,
principalmente em Talk; Rabin, obviamente, discorda). A turnê de 1999 resultou
em um DVD da performance nos House of Blues de Los Angeles. "Homeworld
(The Ladder)", música de The Ladder, foi escrita para o jogo de computador
de estratégia em tempo real Homeworld, da Relic Entertainment, e foi usado como
tema nos créditos do jogo.
Yes no século 21
Sherwood voltou às suas atividades
originais na banda na turnê Masterworks, em 2000, que apresentava um revival da
canção "The Gates of Delirium" (do disco Relayer). Khoroshev foi
demitido depois da turnê devido várias controvérsiais devido à sua conduta nos
bastidores incluindo uma acusão de abuso sexual, pouco antes do lançamento de
Magnification, em 2001, primeiro disco com orquestra desde Time and a Word.
Esse é o único álbum do Yes a não conter um tecladista fixo. A banda não só foi
auxiliada por uma orquestra de sessenta músicos, como também teve partes
especificas e alguns arranjos escritos pelo compositor de trilhas-sonoras Larry
Groupe para serem tocados pela orquestra, soando como se a orquestra fosse um
membro permanente. Para a turnê foi contratado o tecladista Tom Brislin.
Em 20 de Abril de 2002, Rick
Wakeman voltou para a banda, participando de uma turnê mundial. A formação
clássica teve uma revitalização na sua presença no consciente popular,
especialmente durante a celebração de seu 35º aniversário. Graças a uma votação
online de músicas populares para serem tocadas, a banda adicionou "South
Side of the Sky" em seu set list, um fato surpreendente, já que ela
raramente era tocada, mesmo nas turnês de Fragile.
Essa revitalização mostrou-se
durante um show no Madison Square Garden, em Nova York. Perto do fim da música
"And You And I", aonde Howe termina de tocar sua parte na lap steel
guitar, antes das últimas notas acústicas, a banda foi entusiasticamente
ovacionada por vários minutos. A interrupção foi tamanha que quando findaram,
os roadies já haviam retirado a guitarra de Howe - Wakeman teve então que tocar
a última parte com Anderson cantando.
Foram momentos de muita emoção
que evocaram os áureos anos 1970 onde apresentações desta magnitude eram feitas
diariamente. Mais um record proporcionado pelo MSG ao Yes que, durante a turnê
do disco Drama, nos anos 1980, teve sua capacidade máxima (vinte mil pessoas)
alcançada nas três noites em que ali se apresentou.
Nos últimos shows da turnê, a
banda tocou algumas músicas de forma acústica na última metade do concerto,
depois de fazer uma apresentação ao vivo via satélite como parte da estréia do
documentário Yesspeak.
Em 2005, o DJ Max Graham remixou
"Owner of a Lonely Heart", creditada como Max Graham Vs. Yes. A
música alcançou o Top 10 britânico.
Desde 2005, o Yes esteve em um
hiato indefinido; membros da banda envolveram-se em vários projetos solo. Alan
White formou uma nova banda, White, com Geoff Downes; o disco de estréia,
auto-intitulado, foi lançado no dia 18 de Abril de 2006. Chris Squire se uniu a
uma versão reformulada do The Syn em 2004. Foram feitos planos para uma turnê
reunindo White, The Syn e Steve Howe para tocar músicas do Drama, foi cancelada
devido a problemas com passaporte para os músicos ingleses após os atentados de
Julho de 2005 em Londres. Alan White saiu em turnê em 2006. No dia 16 de Maio
do mesmo ano, Squire anunciou que saiu do The Syn. No mesmo dia, os membros
originais do Asia, incluindo Howe e Downes, anunciaram que se reuniriam para
uma turnê de 25º aniversário, com início em Setembro.
Em Outubro de 2005, Jon Anderson
disse que seria pouco provável que o Yes saísse em turnê em 2006, mas um disco
de estúdio no início de 2007 seria a hipótese mais considerada dentre os
projetos da banda.
Anderson e Wakeman fizeram uma
turnê juntos em Outubro de 2006, e o setlist da maioria dos shows incluía
material do Yes, ao lado de músicas das carreiras solo de ambos, e pelo menos
uma canção da época de Anderson Bruford Wakeman Howe.
Em Fevereiro de 2007, Jon
Anderson concedeu uma entrevista para uma rádio na Filadélfia, dizendo que o
Yes provavelmente iria se reunir em 2008 para uma turnê para comemorar o 40º
aniversário da banda, e que Roger Dean estaria criando as projeções artistícas
para os shows.
Em Março de 2008 o grupo anunciou
para julho o início da turnê mundial "Close to the edge and back",
comemorativa dos quarenta anos (Jon Anderson declarou em recente entrevista que
se trata de 41 anos) com concerto inicial no Canadá, passando a seguir pelos
Estados Unidos. Fariam parte Anderson, Squire, Howe, White e, Oliver Wakeman,
filho de Rick, nos teclados (em seu sítio, Rick Wakeman informou que por
problemas de saúde não está em condições de fazer grandes turnês.) Oliver já
tocou no passado com Howe, nos discos The 3 ages of magick (2001) e Spectrum
(2005), fato este que facilitou sua indicação para os teclados da banda.
Apesar do anúncio, a turnê foi
cancelada no início de Junho de 2008. O motivo seria a saúde frágil do
vocalista Jon Anderson, internado em Maio com problemas respiratórios, o que,
por conselhos médicos deverão manter Anderson em repouso pelos próximos seis
meses sob o risco de agravamento de seu estado. "Gostaria que todos
soubessem que estou muito decepcionado com essa reviravolta", disse o
vocalista em uma mensagem aos fãs e à imprensa. "Eu estava ansioso para
celebrar nossa música com a família incrível que são os fãs do Yes, mas como
todos sabemos a saúde deve vir em primeiro lugar", conclui.
Em 2008, Jon Anderson foi
substituído pelo cantor canadense Benoît David, da banda de rock progressivo
Mistery e de uma banda tributo ao Yes chamada Close to the Edge. Anderson
afirma que se sentiu "desapontado" e "desrespeitado" pela
decisão da banda em prosseguir com uma turnê sem ele e pela falta de contato
com os outros membros desde a sua doença. Jon Anderson atrasou uma turnê
prevista do Yes devido a problemas respiratórios. Em 2008, após quatro anos, o
restante do Yes se cansou de esperar e trouxe David para o lugar de Anderson. A
banda embarcou em sua excursão 2008-2010 In The Present, que contou com Oliver
Wakeman nos teclados. A turnê foi interrompida em fevereiro de 2009 devido a
uma cirurgia de emergência que Squire realizou na perna e demorou mais um mês
para se recuperar. A turnê foi documentado com o álbum ao vivo e um DVD In The
Present - Live from Lyon, lançado em 2011.
Foi anunciado em Agosto de 2010
que novo material tinha sido escrito para o primeiro álbum de estúdio da banda
desde 2001, Fly From Here. Howe desfez rumores de que Anderson foi convidado a
voltar a cantar no disco, afirmando que todos os estúdio de gravação era para
ser realizado pelo "line-up que realmente faz o trabalho ...". A
banda assinou um contrato com a Frontiers Records e começou a gravar em Los
Angeles com Trevor Horn atuando como produtor. Durante as sessões de gravação
Oliver Wakeman foi substituído por Geoff Downes, de volta à banda depois de
trinta anos. Após a conclusão da gravação em março de 2011 e pós-produção um
mês depois, o álbum foi lançado mundialmente em meados de julho de 2011. Fly
from Here atingiu o número 30 em paradas do Reino Unido e 36 na Billboard 200.
Em fevereiro de 2012, depois de
contrair uma doença respiratória, David foi substituído pelo vocalista do Glass
Hammer Jon Davison, que, como David, foi descoberto enquanto vocalista de uma
banda cover do Yes. Squire afirmou que ele está aberto para o retorno de Anderson,
no futuro, mas não vai ser considerado antes de pelo menos um ano de promoção
de Fly from Here. Squire também mencionou a possibilidade de "Yes on
Broadway" em 2013 para comemorar 45 º aniversário da banda. Ele alega que
isso poderia envolver não só Jon Anderson, mas outros ex-membros, como Rick
Wakeman e/ou Patrick Moraz.
Alguns comentários indicavam que o
Yes estava planejando um novo álbum em 2013. Um artigo no 26 de julho de 2012
Filadélfia Metro (p. 8) diz que haverá um álbum novo do Yes em 2013, de acordo
com Alan White. Uma entrevista em junho de 2012, Squire disse o seguinte:
"o Yes tem um novo vocalista, Jon Davison, sendo um momento fantástico.
Então, estamos avaliando a situação para fazer um novo álbum do Yes no próximo
ano e eu tenho certeza que o novo material terá envolvimento de Jon Davison.
Aos poucos, esta será uma nova parte da história do Yes".
Finalmente, após mais de 45 anos desde a formação do Yes. E mesmo descontando as pausas que a banda fez ao longo da carreira, com nada menos que 33 álbuns, entre discos de estúdio e registros ao vivo. "Heaven & Earth" foi lançado no dia 04 de julho de 2014 como o mais novo lançamento do grupo.
O álbum conta com a formação alterada desde o último lançamento - o que aliás não é incomum na carreira da banda que já viu músicos entrando, saindo e voltando aos montes. Ao microfone, "Heaven & Earth" tem Jon Davison - que lembra Jon Anderson em diversos momentos - no lugar de Benoît David. O restante da banda continua: Steve Howe (guitarra), Chris Squire (baixo), Geoff Downes (teclado) e Alan White (bateria).
"Heaven & Earth" tem oito faixas que somam pouco mais de 51 minutos e dão uma (nova) guinada para o pop. O repertório, porém, ainda trás passagens elaboradas com camadas e detalhes, mas o novo material dos ingleses se afasta do rock progressivo sinfônico característico da banda e querido pelos fãs.
E a energia que se sentiu e ouviu em "Fly From Here" (2011), disco que marcou a volta da banda depois de quase uma década sem material inédito, parece ter se dissipado. Vale mencionar que "Fly From Here" usou material que estava na gaveta de Geoff Downes e o novo disco começou do zero.
Três décadas e meia depois, o Yes chama Roy Thomas Baker de volta para a produção. Baker trabalhou com a banda em 1979 num material que acabou não virando um álbum, ainda que algumas faixas tenham sido reaproveitadas em "Drama" (1980).
A faixa "Subway Walls", que encerra o disco com mais de nove minutos, contém teclados psicodélicos, riffs, peso, passagens atmosféricas, clima de trilha sonora, trazendo de volta tudo o que os fãs da banda mais queriam.
Yes - Owner Of a Lonely Heart
Yes - Roundabout
![]() |
| Yes 2013: Chris Squire, Steve Howe, Alan White, Geoff Downes, e Jon Davison |
Finalmente, após mais de 45 anos desde a formação do Yes. E mesmo descontando as pausas que a banda fez ao longo da carreira, com nada menos que 33 álbuns, entre discos de estúdio e registros ao vivo. "Heaven & Earth" foi lançado no dia 04 de julho de 2014 como o mais novo lançamento do grupo.
O álbum conta com a formação alterada desde o último lançamento - o que aliás não é incomum na carreira da banda que já viu músicos entrando, saindo e voltando aos montes. Ao microfone, "Heaven & Earth" tem Jon Davison - que lembra Jon Anderson em diversos momentos - no lugar de Benoît David. O restante da banda continua: Steve Howe (guitarra), Chris Squire (baixo), Geoff Downes (teclado) e Alan White (bateria).
"Heaven & Earth" tem oito faixas que somam pouco mais de 51 minutos e dão uma (nova) guinada para o pop. O repertório, porém, ainda trás passagens elaboradas com camadas e detalhes, mas o novo material dos ingleses se afasta do rock progressivo sinfônico característico da banda e querido pelos fãs.
E a energia que se sentiu e ouviu em "Fly From Here" (2011), disco que marcou a volta da banda depois de quase uma década sem material inédito, parece ter se dissipado. Vale mencionar que "Fly From Here" usou material que estava na gaveta de Geoff Downes e o novo disco começou do zero.
Três décadas e meia depois, o Yes chama Roy Thomas Baker de volta para a produção. Baker trabalhou com a banda em 1979 num material que acabou não virando um álbum, ainda que algumas faixas tenham sido reaproveitadas em "Drama" (1980).
A faixa "Subway Walls", que encerra o disco com mais de nove minutos, contém teclados psicodélicos, riffs, peso, passagens atmosféricas, clima de trilha sonora, trazendo de volta tudo o que os fãs da banda mais queriam.
Vídeos
Yes - Owner Of a Lonely Heart
Yes - Roundabout
Obra
Álbuns
Yes
(1969)
Time
and a Word (1970)
The
Yes Album (1971)
Fragile (1972)
Close
to the Edge (1972)
Yessongs (1973)
Tales
from Topographic Oceans (1973)
Relayer (1974)
Yesterdays (1975)
Going
for the One (1977)
Tormato (1978)
Drama
(1980)
Yesshows (1980)
Classic Yes (1981)
90125
(1983)
9012Live (1985)
Big
Generator (1987)
ABWH
(1987)
Union
(1991)
Yesyears (Box Set) (1991)
Yesstory (1992)
Highlights: The Very Best Of Yes (1993)
An
Evening of Yes Music Plus (1994)
Talk
(1994)
Keys
to Ascension (1996)
Keys
to Ascension II (1997)
Open
Your Eyes (1997)
Something´s Coming/Beyond and Before (1998)
The
Ladder (1999)
Best
of Yes (2000)
Live
from the House of Blues (2000)
Keystudio
(2001)
Magnification (2001)
In a
Word: Yes (2002)
The
Ultimate Yes (2003)
The
Word Is Live (Box Set) (2005)
Fly
from Here (2011)
In
the Present – Live from Lyon (2011)
Heaven
& Earth (2014)
Tributos e compilações
Age
Of Atlantic
New
Age of Atlantic
Yes,
Friend and Relatives
Tales
from Yesterday
Supernatural Fairy Tales
Livros
The
Authorised Biography
Yes,
But What Does It Mean?
Music
of Yes
Yesstories
Close
to the Edge
An
Endless Dream...
CD-ROM
Yes
Active
Homeworld
DVD-A
Magnification
Outros
12
Inches on Tape
YesSymphonic
EP
Vídeos
Yessongs (VHS/DVD/LD)
Live
at QPR (VHS/DVD/LD)
Live
in Philadelphia (VHS/DVD/LD)
9012Live (VHS)
YesYears (VHS/LD)
Greatest Video Hits (VHS/LD)
Musikladen Live (VHS/DVD)
Union
Tour Live (VHS/LD)
House
of Yes (VHS/DVD)
Keys
to Ascension (DVD/LD)
Symphonic Live (DVD)
Yes
Acoustic (DVD)
Songs
From Tsongas - The Yes 35º Anniversary (DVD)
Live
At Montreux 2003 (DVD)*
In the Present – Live from Lyon - 2011
(CD/DVD)*
Membros
(1968-1970)
(1968-1970)
Jon
Anderson - vocal
Peter
Banks - guitarra
Tony
Kaye - teclado
Chris
Squire - baixo
Bill
Bruford - bateria
(1970-1971)
Jon
Anderson - vocal
Steve
Howe - guitarra
Tony
Kaye - teclado
Chris
Squire - baixo
Bill
Bruford - bateria
(1971-1972)
Jon
Anderson - vocal
Steve
Howe - guitarra
Rick
Wakeman - teclado
Chris
Squire - baixo
Bill
Bruford - bateria
(1972-1974)
Jon
Anderson - vocal
Steve
Howe - guitarra
Rick
Wakeman - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(1974-1976)
Jon
Anderson - vocal
Steve
Howe - guitarra
Patrick Moraz - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(1976-1979)
Jon
Anderson - vocal
Steve
Howe - guitarra
Rick
Wakeman - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(1980)
Trevor Horn - vocal
Steve
Howe - guitarra
Geoff
Downes - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(1981-1983) Atividades encerradas
(1983-1989)
Jon Anderson - vocal
Trevor Rabin - guitarra, vocal
Tony
Kaye - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(1990-1992)
Jon
Anderson - vocal
Trevor Rabin - guitarra, vocal
Steve
Howe - guitarra
Tony
Kaye - teclado
Rick
Wakeman - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
Bill
Bruford - bateria
(1992-1994)
Jon
Anderson - vocal
Trevor Rabin - guitarra, vocal
Tony
Kaye - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(1994-1995)
Jon
Anderson - vocal
Trevor Rabin - guitarra, vocal
Billy
Sherwood - guitarra
Tony
Kaye - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(1996)
Jon
Anderson - vocal
Steve
Howe - guitarra
Rick
Wakeman - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(1997-1998)
Jon
Anderson - vocal
Steve
Howe - guitarra
Billy
Sherwood - guitarra, teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(1998-1999)
Jon
Anderson - vocal
Steve
Howe - guitarra
Igor Khoroshev - teclado
Billy Sherwood - guitarra, teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(2000)
Jon
Anderson - vocal
Steve
Howe - guitarra
Igor Khoroshev - teclado
Chris Squire - baixo
Alan
White - bateria
(2001)
Jon
Anderson - vocal
Steve
Howe - guitarra
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(2002-2008)
Jon
Anderson - vocal
Steve
Howe - guitarra
Rick
Wakeman - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(2008-2011)
Benoît David - vocal
Steve
Howe - guitarra
Oliver Wakeman - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(2011-2012)
Benoît David - vocal
Steve
Howe - guitarra
Geoff
Downes - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(2012-atualmente)
Jon
Davison - vocal
Steve
Howe - guitarra
Geoff
Downes - teclado
Chris
Squire - baixo
Alan
White - bateria
(Outros)
Tom Brislin (teclado- (somente para
apresentações ao vivo) 2001



Caesar CPO
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