Artista: My Bloody Valentine
Formação: 1984, Dublin, Dublin, Ireland
Atualmente: Ativa
Lançamento: 05/11/1991
Gravadora: Creation
Produção: Kevin Shields, Colm Ó Cíosóig
Genero: Shoegaze, Noise Pop
Dream Pop
Lineup: Kevin Shields (guitar, vocals, sampler), Colm Ó Cíosóig (drums, sampler), Debbie Googe (bass, 1985-95, 2007-present), Bilinda Butcher (guitar, vocals, 1987-present)
Título - Duração
Compositor [Performance]
A1 Only Shallow 4:19
Bilinda Butcher / Kevin Shields [My Bloody Valentine]
A2 Loomer 2:40
Bilinda Butcher / Kevin Shields [My Bloody Valentine]
A3 Touched 0:58
Colm O'Ciosoig [My Bloody Valentine]
A4 To Here Knows When 5:33
Bilinda Butcher / Kevin Shields [My Bloody Valentine]
A5 When You Sleep 4:13
Kevin Shields [My Bloody Valentine]
A6 I Only Said 5:36
Kevin Shields [My Bloody Valentine]
B1 Come In Alone 4:00
Kevin Shields [My Bloody Valentine]
B2 Sometimes 5:21
Kevin Shields [My Bloody Valentine]
B3 Blown a Wish 3:38
Bilinda Butcher / Kevin Shields [My Bloody Valentine]
B4 What You Want 5:35
Kevin Shields [My Bloody Valentine]
B5 Soon 6:58
Kevin Shields [My Bloody Valentine]
Loveless é o segundo álbum de estúdio da banda de rock alternativo My Bloody Valentine. Lançado em 4 de novembro de 1991, Loveless foi gravado num período de mais de dois anos - entre 1989 e 1991 -, em dezenove estúdios de gravação in. O vocalista e guitarrista Kevin Shields dominou o processo de gravação; procurou alcançar um som particular para o disco, fazendo uso de várias técnicas como guitarras com tremolo, sample de batidas de bateria e vocais obscuros. Um grande número de engenheiros foi contratado e demitido durante o processo; ainda assim, a banda não deu crédito no encarte do álbum a ninguém que tenha estado envolvido com as gravações. Existem rumores de que a gravação de Loveless custou cerca de £250,000, uma quantia que quase levou a gravadora da banda, Creation Records, à falência.
"Loveless" é um daqueles clássicos que influenciou gerações. Com suas guitarras etéreas, camadas de distorção e vocais sussurrados e indecifráveis, o guitarrista Kevin Shields, o "gênio louco" por trás do My Bloody Valentine, fez para as "guitar bands" dos anos 1990 o que o produtor Phil Spector --outro excêntrico genial-- havia feito para os "girl groups" dos anos 60, como as Ronettes ("Be My Baby"): uma obra-prima que escondia, sob a aparente simplicidade do gênero, um triunfo de produção e sonoridade.
My Bloody Valentine é considerada uma das expoentes do "shoegaze", um subgênero do rock alternativo que misturava guitarras barulhentas a melodias pop. O termo "shoegaze" quer dizer "olhar para o próprio sapato" e foi inventado pela crítica musical britânica para descrever a atitude predominantemente estática e concentrada das bandas em cima do palco.
Além do My Bloody Valentine, fizeram parte da onda "shoegaze" bandas como Ride, Lush, Swervedriver, Chapterhouse e Slowdive. A influência do gênero pode ser ouvida em grupos de sucesso como Smashing Pumpkins e Arcade Fire.
"Loveless" não foi um sucesso de vendas, mas rendeu ao My Bloody Valentine um ótimo contrato com a gravadora Island, que pagou um adiantamento polpudo pelo disco seguinte. Mas Kevin Shields tinha outros planos: ele usou a grana para construir um estúdio, mas nunca entregou o disco.
Citando falta de inspiração, Shields praticamente abandonou o grupo, que se dispersou e ficou 15 anos sem se apresentar, até retornar aos palcos em 2007.
A profundidade de Loveless é especialmente evidente para outros músicos. Passe um tempo procurando citações ao álbum e veja caras como Brian Eno, Robert Smith e Bono Vox se derretendo sobre o disco. Passe um tempo ouvindo o próprio disco e você facilmente vai identificar detalhes e nuances que inspiraram outros artistas como Radiohead, Smashing Pumpkins e até Nine Inch Nails. Em bandas mais recentes fica ainda mais perceptível; Mogwai, Deerhunter, Ringo Deathstarr. Todos estudaram Loveless.
Quanto a sonoridade, no meio de tantas distorções, reverbs e sabem-se lá quantos pedais de efeito, Shields ainda encontrou espaço para a sensibilidade pop em faixas como “When You Sleep” e a belíssima “Sometimes” (trilha sonora do filme Lost in Translation , filme de Sofia Coppola, que inclusive possui faixas de Kevin Shields sozinho) – músicas onde catarse e melodia se encontram com belas letras.
Na maior parte de seus quase 50 minutos Loveless tem uma atmosfera densa e mantém sublime a sensualidade presente no My Bloody Valentine (nas letras ou nos vocais de Kevin Shields e Bilinda Butcher). Seja no dream-pop de “To Here Knows When” e “Blown a Wish”, no experimentalismo do interlúdio “Touched”, ou quando a banda lembra a si mesma em “Only Shallow”. Tudo é nublado, introspectivo e estranhamente sentimental.
Não há como falar sobre esse álbum sem comentar a última de suas onze músicas, a hipnótica “Soon”. A faixa une os vocais sonhadores e preguiçosos da dupla Butcher/Shields, cheia de pitch bendings (recurso explorado lindamente em todo o registro) e riffs lisérgicos, fora a levada deliciosa de bateria.
Shields é considerado um dos músicos mais talentosos e imprevisíveis das últimas décadas (além dele, o único integrante remanescente da formação original é o baterista Colm Ó Cíosóig) e que trás para "Loveless" um estilo único e sonoridade com camadas e mais camadas de guitarras superpostas e vocais enterrados sob montanhas de efeitos, criando mantras de barulho e microfonia. No final das contas, Loveless é um registro sincero, íntimo e poderoso de um grupo de desajustados e tímidos garotos e garotas de Dublin, que acabaram por criar um disco único e muito cultuado até hoje, considerado um dos melhores álbuns dos anos 1990.
Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na posição 219ª em sua lista dos 500 melhores álbuns de sempre.
Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.
Fontes:
http://www.lizt.com.br/classicos-obrigatorios-loveless-1991/
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1226275-grupo-irlandes-my-bloody-valentine-lanca-album-apos-22-anos.shtml
"Loveless" é um daqueles clássicos que influenciou gerações. Com suas guitarras etéreas, camadas de distorção e vocais sussurrados e indecifráveis, o guitarrista Kevin Shields, o "gênio louco" por trás do My Bloody Valentine, fez para as "guitar bands" dos anos 1990 o que o produtor Phil Spector --outro excêntrico genial-- havia feito para os "girl groups" dos anos 60, como as Ronettes ("Be My Baby"): uma obra-prima que escondia, sob a aparente simplicidade do gênero, um triunfo de produção e sonoridade.
My Bloody Valentine é considerada uma das expoentes do "shoegaze", um subgênero do rock alternativo que misturava guitarras barulhentas a melodias pop. O termo "shoegaze" quer dizer "olhar para o próprio sapato" e foi inventado pela crítica musical britânica para descrever a atitude predominantemente estática e concentrada das bandas em cima do palco.
Além do My Bloody Valentine, fizeram parte da onda "shoegaze" bandas como Ride, Lush, Swervedriver, Chapterhouse e Slowdive. A influência do gênero pode ser ouvida em grupos de sucesso como Smashing Pumpkins e Arcade Fire.
"Loveless" não foi um sucesso de vendas, mas rendeu ao My Bloody Valentine um ótimo contrato com a gravadora Island, que pagou um adiantamento polpudo pelo disco seguinte. Mas Kevin Shields tinha outros planos: ele usou a grana para construir um estúdio, mas nunca entregou o disco.
Citando falta de inspiração, Shields praticamente abandonou o grupo, que se dispersou e ficou 15 anos sem se apresentar, até retornar aos palcos em 2007.
A profundidade de Loveless é especialmente evidente para outros músicos. Passe um tempo procurando citações ao álbum e veja caras como Brian Eno, Robert Smith e Bono Vox se derretendo sobre o disco. Passe um tempo ouvindo o próprio disco e você facilmente vai identificar detalhes e nuances que inspiraram outros artistas como Radiohead, Smashing Pumpkins e até Nine Inch Nails. Em bandas mais recentes fica ainda mais perceptível; Mogwai, Deerhunter, Ringo Deathstarr. Todos estudaram Loveless.
Quanto a sonoridade, no meio de tantas distorções, reverbs e sabem-se lá quantos pedais de efeito, Shields ainda encontrou espaço para a sensibilidade pop em faixas como “When You Sleep” e a belíssima “Sometimes” (trilha sonora do filme Lost in Translation , filme de Sofia Coppola, que inclusive possui faixas de Kevin Shields sozinho) – músicas onde catarse e melodia se encontram com belas letras.
Na maior parte de seus quase 50 minutos Loveless tem uma atmosfera densa e mantém sublime a sensualidade presente no My Bloody Valentine (nas letras ou nos vocais de Kevin Shields e Bilinda Butcher). Seja no dream-pop de “To Here Knows When” e “Blown a Wish”, no experimentalismo do interlúdio “Touched”, ou quando a banda lembra a si mesma em “Only Shallow”. Tudo é nublado, introspectivo e estranhamente sentimental.
Não há como falar sobre esse álbum sem comentar a última de suas onze músicas, a hipnótica “Soon”. A faixa une os vocais sonhadores e preguiçosos da dupla Butcher/Shields, cheia de pitch bendings (recurso explorado lindamente em todo o registro) e riffs lisérgicos, fora a levada deliciosa de bateria.
Shields é considerado um dos músicos mais talentosos e imprevisíveis das últimas décadas (além dele, o único integrante remanescente da formação original é o baterista Colm Ó Cíosóig) e que trás para "Loveless" um estilo único e sonoridade com camadas e mais camadas de guitarras superpostas e vocais enterrados sob montanhas de efeitos, criando mantras de barulho e microfonia. No final das contas, Loveless é um registro sincero, íntimo e poderoso de um grupo de desajustados e tímidos garotos e garotas de Dublin, que acabaram por criar um disco único e muito cultuado até hoje, considerado um dos melhores álbuns dos anos 1990.
Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na posição 219ª em sua lista dos 500 melhores álbuns de sempre.
Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.
Fontes:
http://www.lizt.com.br/classicos-obrigatorios-loveless-1991/
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1226275-grupo-irlandes-my-bloody-valentine-lanca-album-apos-22-anos.shtml
Vídeos
A1 Only Shallow
B5 Soon
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César CPO
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