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Bob Dylan - Blonde on Blonde [1966]

Artista: Bob Dylan
Nasceu: 24-05-1941, Duluth, MN, United States
Atualmente: Malibu, CA, United States
Lançamento: 16-05-1966
Gravadora: Columbia
Produção: Bob Johnston
Genero: Folk Rock, Singer/Songwriter
Blues Rock














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  (Licença: Spotify)




Título - Duração
Compositor [Performance]

A1    Rainy Day Women #12 & 35 4:41
Bob Dylan [Bob Dylan]
A2    Pledging My Time 3:52
Bob Dylan [Bob Dylan]
A3    Visions of Johanna 7:34
Bob Dylan [Bob Dylan]
A4    One of Us Must Know (Sooner or Later) 4:58
Bob Dylan [Bob Dylan]
B1    I Want You 3:10
Bob Dylan [Bob Dylan]
B2    Stuck Inside of Mobile With the Memphis Blues Again 7:07
Bob Dylan [Bob Dylan]
B3    Leopard-Skin Pill-Box Hat 3:54
Bob Dylan [Bob Dylan]
B4    Just Like a Woman 4:56
Bob Dylan [Bob Dylan]
C1    Most Likely You Go Your Way and I'll Go Mine 4:58
Bob Dylan [Bob Dylan]
C2    Temporary Like Achilles 5:06
Bob Dylan [Bob Dylan]
C3    Absolutely Sweet Marie 4:59
Bob Dylan [Bob Dylan]
C4    4th Time Around 4:37
Bob Dylan [Bob Dylan]
C5    Obviously 5 Believers 3:39
Bob Dylan [Bob Dylan]
D    Sad Eyed Lady of the Lowlands 11:19
Bob Dylan [Bob Dylan]




Blonde on Blonde é o sétimo álbum de estúdio do cantor Bob Dylan, lançado no dia 16 de maio de 1966.

É primeiro álbum duplo da história do rock (apesar de que podia ser somente um). Marca uma era em que Dylan, consegue fortificar seu estilo de letras surreais e um blues com uma levada mais forte. O álbum foi gravado em Nashville, EUA. Blonde on Blonde tem sido freqüentemente considerada como a terceira parte da trilogia de álbuns do Dylan de rock em meados dos anos 1960, que teve início com Bringing It All Back Home e Highway 61 Revisited.

O encontro do surrealismo com as drogas do dia. Al Kooper vai além: trata-se do disco ideal para ser ouvido às três horas da madrugada. E ainda é dançante. Entre junho de 65 e maio de 66, segundo Greil Marcus, “Bob Dylan não parecia ocupar um ponto de virada no espaço/tempo cultural, mas ser ‘o’ ponto de virada”. A sequência que começa em “Bringing It All Back Home” e termina aqui é somente a transição do pop para o rock. “Blonde on Blonde”, gravado em Nashville, é o primeiro registro em disco de Dylan com The Hawks, depois The Band, que agüentaria a pauleira dos shows no período de 65-66, verdadeiros conflitos entre músicos e platéia. “Todo mundo deve ficar chapado”, canta um alegre Dylan em meio a risadas e música de fanfarra logo na abertura do disco, com “Rainy Day Women #12 & 35”. Era um dos períodos mais criativos do compositor, que usava anfetaminas para suportar a atribulada agenda de compromissos. Ele ficou muito satisfeito com o resultado final: “O mais próximo que cheguei do som que ouço na minha cabeça foi em ‘Blonde On Blonde’. Aquele som fluido, visceral, metálico e brilhante como ouro”. “Visions of Johanna” é de tal complexidade que se tornou argumento recorrente para os defensores do Nobel de Literatura para Bob Dylan. Aqui não está em discussão se ele merece ou não, mas que outro compositor de música popular já foi cogitado a tal honraria? “I Want You” é tão bonita que faz sentido até cantada em português, na competente versão do Skank (“Tanto”). Repare na bateria de “Stuck Inside Of Mobile With The Memphis Blues Again”. Imagine um blues sobre um chapéu com pele de leopardo, um lamento sobre dinheiro e amor frustrado e temos “Leopard-Skin Pill-Box Hat”. Woody Allen dá uma zoada em “Just Like a Woman” no filme “Annie Hall”, mas quem nunca viu uma mulher se comportar como uma garotinha? É o tipo de canção que apenas Dylan poderia compor. John Lennon encanou que “4th Time Around” era a resposta de Dylan a “Norwegian Wood”. Não dá para ouvir o blues nervoso e elétrico de “Obviusly 5 Believers” e ficar parado. “Sad Eyed Lady of Lowlands” encerra o disco com seus (para a época) inacreditáveis onze minutos. Os músicos sempre chegam ao clímax no fim da estrofe, pois pensam que a música vai terminar, mas ela segue. “É como sexo bem feito, na verdade”, afirmou o baterista Kenneth Buttrey. Dylan compôs para sua mulher, a modelo Sara Lownds. Um dos melhores álbuns duplos da história.

Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na 9ª posição em sua lista dos 500 melhores álbuns de sempre e, no mesmo ano, classificou as músicas "Just Like A Woman" e "Visions Of Johanna" nas posições 230ª e 404ª, respectivamente, em sua lista das maiores canções de todos os tempos  (500 Greatest Songs of All Time).

Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.

Fonte: http://screamyell.com.br
Por: Gabriel Innocentini

Vídeos

A3    Visions of Johann

B4    Just Like a Woman


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