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Neil Young - After the Gold Rush [1970]

Artista: Neil Young
Nasceu: 12-11-1945, Toronto, ON, Canada
Atualmente: Redwood City, CA, United States
Lançamento: 19-09-1970
Gravadora: Reprise
Produção: Neil Young, David Briggs with Kendall Pacios
Gêneros: Folk Rock, Singer/Songwriter, Country Rock

Pessoal: Neil Young (guitar, piano, harmonica, vibes, lead vocals), Danny Whitten (guitar, vocals), Nils Lofgren (guitar, piano, vocals), Jack Nitzsche (piano), Billy Talbot (bass), Greg Reeves (bass), Ralph Molina (drums, vocals), Stephen Stills (vocals), Bill Peterson (flugelhorn)




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Título - Duração
Compositor [Performance]


A1    Tell Me Why  2:54
Neil Young [Neil Young]
A2    After the Gold Rush  3:45
Neil Young [Neil Young]
A3    Only Love Can Break Your Heart  3:05
Neil Young [Neil Young]
A4    Southern Man  5:41
Neil Young [Neil Young]
A5    Till the Morning Comes  1:17
Neil Young [Neil Young]
B1    Oh, Lonesome Me  3:47
Don Gibson [Neil Young]
B2    Don't Let It Bring You Down  2:56
Neil Young [Neil Young]
B3    Birds  2:34
Neil Young [Neil Young]
B4    When You Dance I Can Really Love  3:44
Neil Young [Neil Young]
B5    I Believe in You     2:24
Neil Young [Neil Young]
B6    Cripple Creek Ferry  1:34
Neil Young [Neil Young]









"After the Gold Rush" é o terceiro álbum de estúdio do músico canadense Neil Young, lançado em agosto de 1970 via Reprise Records. Foi um dos quatro álbuns de destaque lançados por cada membro da banda de folk rock Crosby, Stills, Nash & Young, na sequência do álbum Déjà vu, lançado em 11 de março do mesmo ano.

Consistiu principalmente de músicas Folk/Country Rock com um som acústico e uma vertente bem melancólica e sensível, com exceção dos dois momentos mais pesados “Southern Man” (um intenso comentário ao racismo no sul dos Estados Unidos, que mereceu uma resposta dos Lynerd Skynerd em “Sweet Home Alabama”) e “When You Dance You Can Really Love”. "After the Gold Rush" é a primeira das baladas de Young com base no piano e tinha como intuito fazer parte de um filme com o mesmo nome escrito pelo ator Dean Stockwell. “Only Love Can Break Your Heart” tem uma letra inspirada na separação entre Graham Nash e Joni Mitchell e tornou-se uma das canções acústicas mais apreciadas da carreira de Young, igualmente como acontece com “Don't Let It Bring You Down” e “Birds”.

“Till The Morning Comes” e “Cripple Creek Ferry”, se destinavam, originalmente, para serem o final engraçado de cada lado do LP, o que perdeu um pouco de sentido com o lançamento em CD a partir de 1987. "Oh, Lonesome Me", única faixa do disco que não foi escrita por Young, é uma versão para a original de Don Gibson, que foi um grande sucesso em 1958.

"After the Gold Rush" atingiu um pico de número oito na  Billboard Top Pop Albums chart. Os dois singles retirados do álbum, "Only Love Can Break Your Heart" e "When You Dance I Can Really Love", chegaram ao número 33 e 93, respectivamente, na Billboard Hot 100. Os críticos não ficaram impressionados inicialmente com o álbum, más desde então tem sido considerado uma obra-prima, e aparece em várias listas de melhores álbuns.

Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na 71ª posição  em sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.

Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.


Vídeos

A4    Southern Man

B2    Don't Let It Bring You Down 

Tom Waits - Raind Dogs [1985]

Artista: Tom Waits
Nasceu: 07/12/1949, Pomona, CA, United States
Atualmente: Sonoma, Califórnia, EUA
Página Oficial: www.tomwaits.com/‎
Lançamento: 30/09/1985
Gravadora: Island
Produção: Tom Waits
Gêneros: Singer/Songwriter, Experimental Rock
Blues Rock, Beat Poetry












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A1 Singapore 2:46
Tom Waits [Tom Waits]
A2 Clap Hands 3:47
 
Tom Waits [Tom Waits] 
A3 Cemetery Polka 1:54
Tom Waits [Tom Waits]
A4 Jockey Full of Bourbon 2:45
Tom Waits [Tom Waits]
A5 Tango Till They're Sore 2:49
Tom Waits [Tom Waits]
A6 Big Black Mariah 2:44
Tom Waits [Tom Waits]
A7 Diamonds & Gold 2:31
Tom Waits [Tom Waits]
A8 Hang Down Your Head 2:32
Tom Waits / Kathleen Brennan [Tom Waits]
A9 Time 3:55
Tom Waits [Tom Waits]
B1 Rain Dogs 2:56
Tom Waits [Tom Waits]
B2 Midtown (Instrumental) 1:00
Tom Waits [Instrumental]
B3 9th & Hennepin 1:58
Tom Waits [Tom Waits]
B4 Gun Street Girl 4:37
Tom Waits [Tom Waits]
B5 Union Square 2:24
Tom Waits [Tom Waits]
B6 Blind Love 4:18
Tom Waits [Tom Waits]
B7 Walking Spanish 3:05
Tom Waits [Tom Waits]
B8 Downtown Train 3:53
Tom Waits [Tom Waits]
B9 Bride of Rain Dog (Instrumental) 1:07
Tom Waits [Instrumental]
B10 Anywhere I Lay My Head 2:48
Tom Waits [Tom Waits]











Rain Dogs é o nono álbum do compositor, cantor e ator norte-americano Tom Waits, lançado em 1985 pela Island Records. Conceituado com um tema urbano, o disco é tido como o segundo da suposta trilogia que ainda inclui Swordfishtrombones e Franks Wild Years. Até 1999, Rain Dogs era o disco mais vendido de Waits, sendo superado por "Mule Variations", lançado naquele ano. Com a passar do tempo, o álbum alcançou status de cult e sua canção-título virou hino entre os fãs.


Composição e Gravação
 

O artista refere o título do álbum para aquelas pessoas, que assim como os cães nas ruas, após a chuva lavar seus rastros, perdem a direção de volta para casa.

    "People who live outdoors. You know how after the rain you see all these dogs that seem lost, wandering around. The rain washes away all their scent, all their direction. So all the people on the album are knit together, by some corporeal way of sharing pain and discomfort."

        Tradução: "Pessoas que vivem na rua. Você sabe, como depois da chuva você vê todos esses cães que parecem perdidos, andando por aí. A chuva remove todo o odor, toda orientação deles. Então, todas as pessoas no álbum estão entrelaçadas por alguma maneira física de compartilhar essa dor e desconforto."

Waits compôs a maioria do álbum em um período de dois meses durante o outono de 1984, em um porão na esquina das ruas Washington e Horatio Streets, no distrito de Manhattan, Nova Iorque.

    "Kind of a rough area, Lower Manhattan between Canal and 14th street, just about a block from the river [...] It was a good place for me to work. Very quiet, except for the water coming through the pipes every now and then. Sort of like being in a vault."

       Tradução: "Uma área meio bruta, sul de Manhattan, entre a rua Canal e a rua 14th, a um quarteirão do rio [...]. Foi um bom lugar para mim trabalhar. Bem tranquilo, exceto pela água escorrendo através dos canos de vez em quando. Quase como estar em um cofre."

Durante a preparação do álbum, Waits gravou sons da rua e outros ruídos ambientes em fita cassete a fim de obter o som da cidade que viria a ser o tema do disco. Uma vasta seleção de instrumentos foi utilizada para alcançar a sonoridade do álbum, incluindo marimba, acordeão, contrabaixo, trombone e banjo, demonstrando o leque de diferentes direções musicais contidas em Rain Dogs. Sendo lançado no meio da década de 1980, época que os sintetizadores e técnicas eletrônicas de produção estavam em alta, a obra é notável pelo seu som orgânico e pela maneira que esse som foi alcançado. Waits, comentando sobre sua insegurança com relação as técnicas de gravação moderna da época:

    "If I want a sound, I usually feel better if I've chased it and killed it, skinned it and cooked it. Most things you can get with a button nowadays. So if I was trying for a certain drum sound, my engineer would say: "Oh, for Christ's sake, why are we wasting our time? Let's just hit this little cup with a stick here, sample something (take a drum sound from another record) and make it bigger in the mix, don't worry about it." I'd say, "No, I would rather go in the bathroom and hit the door with a piece of two-by-four very hard."

       Tradução: "Se quero um som, geralmente me sinto melhor perseguindo, matando, removendo a pele e cozinhando o mesmo. A maioria das coisas podem ser feitas com um botão hoje em dia. Então, se eu estivesse tentando achar um som de percussão específico, meu engenheiro de som diria: “Oh, pelo amor de Deus, por que estamos perdendo nosso tempo? Vamos simplesmente apertar esse pequeno botão com um pauzinho aqui, samplear algo (tirar uma batida de outra gravação) e adicioná-la na mixagem. Eu diria: “Não, prefiro ir no banheiro e bater na porta com um pedaço de madeira com força.”

Waits também declarou que “se não conseguíamos o som desejado da bateria convencional, nós juntávamos uma cômoda do banheiro e batíamos nela com muita força com um pedaço de madeira” até “os sons se tornarem seus”.

Rain Dogs também é marcado pela primeira colaboração de Waits com o guitarrista Marc Ribot, que ficou impressionado com a personalidade incomum do artista no estúdio:

    "Rain Dogs was my first major label type recording, and I thought everybody made records the way Tom makes records. [...] I've learned since that it's a very original and individual way of producing. I remember one verbal instruction being, "Play it like a midget's bar mitzvah."

        "Rain Dogs foi minha primeira contribuição para uma grande gravadora, e pensei que todos faziam discos como Tom faz. [...] Desde então aprendi que ele tem uma maneira bem original e única de produzí-los. [...] Me lembro de uma instrução verbal sendo, "Toque como se estivesse em um bar mitzvah de um anão."

O disco também marca a primeira vez em que Keith Richards gravou com Waits:
na guitarrra em "Big Black Mariah", "Union Square" e "Blind Love", e Backing Vocals em "Blind Love".


Café Lehmitz

Anders Petersen @ Noorderlicht Photogallery
A foto que ilustra o álbum não é Waits, que aparentemente viu uma exposição fotográfica do artista sueco Anders Petersen. O fotógrafo achou por volta de 60 um lugar chamado Café Lehmitz em Hamburgo, e lá passou dias e noites por aproximadamente três anos, fotografando os clientes: taxistas, marinheiros de várias partes do mundo, prostitutas, strippers, cafetões dentre outros indivíduos que viviam à margem da sociedade Alemã. Com seu trabalho impressionista em retratos perturbadores, Anders Petersen se tornou uma figura conhecida na Europa.

Petersen lançou seu álbum "Café Lehmitz" na Alemanha em 1978 e na França no ano seguinte. A imagem escolhida tem por título "Lily and Rose", a senhora e o rapaz respectivamente, e não parece representar o disco como um todo, embora pode ter servido como inspiração para a canção homônima. Na década de 90, Waits foi para Hamburgo trabalhar na montagem da peça "The Black Rider" com Robert Wilson e William Burroughs, voltando só em 1992 para realizar a peça "Alice". A atração do artista para com a vida boêmia da cidade pode ser sentida nas referências de certos locais em suas músicas. Alguma das imagens do fotógrafo pode ser vista no site Tom Waits Library (ligações externas).




Vídeos 


A2 Clap Hands


B8 Downtown Train




Covers
    "Downtown Train" na voz de Rod Stewart em 1989.
    Bob Seger com "Blind Love" no disco The Fire Inside (1998).
    Tori Amos em "Time" no seu disco Strange Little Girls (2001).
    No DVD If We Could Only See Us Now (2005) de Thrice, Dustin Kensrue faz uma versão acústica de "Tango Till They're Sore".
    Bomb the Music Industry! incluiu um cover de "Anywhere I Lay My Head" no álbum de 2006 Goodbye Cool World.
    "Anywhere I Lay My Head" é o nome do disco de covers do Tom Waits, gravado pela atriz Scarlett Johansson em 2008.


Músicos Participantes
    Tom Waits – Vocals (1-10, 12-17, 19), Guitarra (2, 4, 6, 8-10, 15-17), Farfisa Organ (3, 19), Piano (5, 12), Pump Organ (8), Banjo (13), Harmonium (18)
    Michael Blair - Percussão (1-4, 7, 8, 13, 17), Marimba (2, 7, 10, 12), Congas (4), Bateria (8, 14, 18), Metal Percussion (12), Bowed Saw (12), Parade Drum (19)
    Stephen Taylor Arvizu Hodges - Bateria (1, 2, 4, 6, 10, 11, 15, 16), Parade Drums (3)
    Larry Taylor - Double Bass (1, 3, 4, 6, 8-10, 15), Baixo (7, 11, 14, 16)
    Marc Ribot - Guitar (1-4, 7, 8), Lead Guitar (10)
    Chris Spedding- Guitar (1)
    Hollywood Paul Litteral - Trumpet (1, 11, 19)
    Ony Garnier - Double Bass (2)
    Robert Previte - Percussão (2), Marimba (2)
    William Schimmel - Accordion (3, 9, 10)
    Bob Funk - Trombone (3, 5, 10, 11, 19)
    Ralph Carney - Baritone Sax (4, 14), Sax (11, 18), Clarinet (12)
    Greg Cohen - Double Bass (5, 12, 13)
    Keith Richards - Guitar (6, 14, 15), Backing Vocals (15)
    Robert Musso - Banjo (7)
    Arno Hecht - Tenor Sax (11, 19)
    Crispin Cioe - Sax (11, 19)
    Robert Quine - Guitar (15, 17)
    Ross Levinson - Violins (15)
    John Lurie - Alto Sax (16)
    G.E. Smith - Guitar (17)
    Mickey Curry - Bateria (17)
    Tony Levin - Baixo (17)
    Robert Kilgore - Organ (17)

Yes - Close to the Edge [1972]

Artista: Yes
Formação: 1968, London, Greater London, United Kingdom
Lançamento: 08-09-1972
Gravadora: Atlantic Records
Produção: Yes e Eddie Offord
Gêneros: Symphonic Prog., Progressive Rock
Lineup: Jon Anderson (vocal), Steve Howe (guitarra), Rick Wakeman (teclados), Chris Squire (baixo), Bill Bruford (bateria)











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Título - Duração
Compositor [Performance Vocal]

A1 Close to the Edge 18:12
i. The Solid Time of Change
ii. Total Mass Retain
iii. I Get Up I Get Down
iv. Seasons of Man

Jon Anderson / Steve Howe [Jon Anderson]

B1 And You and I 10:40
i. Cord of Life
ii. Eclipse
iii. The Preacher the Teacher
iv. The Apocalypse

Jon Anderson / Bill Bruford / Steve Howe / Chris Squire [Jon Anderson]

B2 Siberian Khatru 9:50
Jon Anderson / Steve Howe / Rick Wakeman [Jon Anderson]











Close to the Edge é o quinto álbum da banda britânica de rock progressivo Yes. Tendo sido lançado em 1972 pela Atlantic Records, é considerado por muitos fãs e críticos a grande obra-prima da banda. O álbum também marca a saída do baterista Bill Bruford, que em junho de 1972, logo após o término das gravações do álbum, deixou a banda para tocar no King Crimson, tendo sido substituído por Alan White.

Entre o final dos anos 60 e início dos anos 70, uma cena alternativa começou a ganhar musculatura em diversos clubes noturnos de Londres. Cansados da fórmula pop de verso-refrão-verso-refrão em pouco mais de 3 minutos, diversos grupos começaram a se permitir a liberação dessas amarras, construindo canções atmosféricas que se estendiam por 10, 20 ou até 40 minutos. Naturalmente, o consumo de substâncias alucinógenas como o LSD – tão em voga na época – circulava com bastante força nesses meios, como uma espécie de suporte para a viagem psicodélica procurada na música. O esgotamento da fórmula pop no final dos anos 60 impulsionou esse movimento para o mainstream, gerando assim os principais nomes do chamado “rock progressivo”.

o estilo atingiu um pico na década de 70, e “Close to The Edge” é um dos principais motivos disso. Embora não seja o maior sucesso comercial da banda (tarefa que cabe à “90125”, lançado nos difíceis anos 80), manteve-se por 32 semanas na parada da Billboard e foi o único álbum da banda a atingir o número 1 na Holanda. Até hoje é constantemente apontado como o primeiro em listas de “melhores álbuns progressivos”.

Close to the Edge iniciou uma tendência da banda em incluir uma canção no modelo épico, significantemente mais longa que as outras, o que foi seguido em álbuns seguintes como Relayer (1974, com a canção "The Gates of Delirium") e Going for the One (1977, com a canção "Awaken"). As influências religiosas introduzidas por Jon Anderson, que posteriormente formariam a base de Tales from Topographic Oceans, já estão evidentes nas composições e letras das três faixas do álbum. Renovação e repetição também são outros temas principais; a faixa título inicia e termina com o mesmo efeito sonoro de água e pássaros e em "Siberian Khatru" existe a repetição de termos de duas sílabas. De acordo com o sítio oficial da banda, a canção título é inspirada pelo livro de Hermann Hesse Sidarta, o que explana várias letras misteriosas.

Em referência à música clássica e seguindo outros artistas do rock progressivo, as duas primeiras canções do álbum são divididas em quatro andamentos.


MÚSICAS

“Close to The Edge” é baseado no livro Hermann Herse “Siddharta”, uma adaptação da história do príncipe indiano que abandona luxo e ostentação atrás da elevação espiritual. As canções revisitam o momento em que o personagem de Hermann acorda próximo ao abismo do rio. A capa do álbum, contudo, parece reproduzir a ideia com um aspecto bem mais sombrio, com sua tonalidade mudando de verde para negro. Elevação espiritual parece contrastar com a escuridão do sentido inverso.

O virtuosismo técnico impressiona. A primeira faixa, um épico de 17 minutos, é toda construída num imenso solo do guitarrista Steve Howe, uma base competente do baixista Chris Squire e o virtuosismo da voz de Jon Anderson, para muitos um dos melhores cantores que já se teve oportunidade de ouvir. Certamente a canção – assim como o resto do álbum – pode ser de difícil ingestão para o público não acostumado, especialmente nos dias de hoje em que o consumo de música parece cada vez mais superficial.

“And You And I”, segunda faixa, é uma balada com cerca de 10 minutos de duração, também baseada na história de Siddharta. Sua base de violão desemboca numa cobertura de teclados, que se desvanece para ser construída novamente. “Siberian Kathu” faz o papel de apagar das luzes do palco, uma melodia construída a partir das linhas de baixo de Squire. Não se sabe ao certo sobre o que a canção fala, mas alguns fãs apontam se basear em um grupo xamanista siberiano.

3 faixas, com uma duração aproximada de 35 minutos. “Close To The Edge” pode assustar e até gerar certa repulsa em um mundo que não tem mais tempo de parar para apreciar discos, mas continua sendo um dos mais finos retratos de um contexto em que entendia-se que, para a música avançar, era necessário aumentar a técnica e fugir das amarras tradicionais do formato pop.


Reconhecimentos

Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.


Fontes
http://jornadadoremifa.wordpress.com
http://pt.wikipedia.org


Vídeos

B1 And You and

B2 Siberian Khatru






Yes - Biografia

Artista: Yes
Formação: 1968, London, Greater London, United Kingdom
Atualmente: Ativa
Página Oficial: www.yesworld.com
Gêneros: Progressive Rock, Symphonic Prog, Pop Rock, Progressive Pop, AOR, Electronic

Membros: Chris Squire (bass), Jon Anderson (vocals, 1968-79, 1983-2004), Tony Kaye (keyboards, 1968-71, 1983-95), Bill Bruford (drums, 1968-72, 1990-92), Peter Banks (guitar, 1968-70), Steve Howe (guitar, 1970-80, 1990-92, 1996-present), Rick Wakeman (keyboards, 1971-74, 1976-79, 1990-92, 1996, 2002-04), Alan White (drums, 1972-present), Patrick Moraz (keyboards, 1974-76), Trevor Horn (vocals, 1979-80), Geoffrey Downes (keyboards, 1979-80, 2011-present), Trevor Rabin (guitar, vocals, 1983-95), Billy Sherwood (guitar, keyboards, 1994-95, 1997-99), Igor Khoroshev (keyboards, 1998-2000), Benoît David (vocals, 2008-12), Oliver Wakeman (keyboards, 2008-11), Jon Davison (vocals, 2012-present)






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Yes em concerto



O Yes é uma banda britânica de rock progressivo formada originalmente por Jon Anderson (vocal), Chris Squire (baixo), Tony Kaye (teclado), Peter Banks (guitarra) e Bill Bruford (bateria) em 1968. Apesar das muitas mudanças na formação, separações ocasionais e as diversas mudanças na música popular, o grupo está na ativa há 45 anos e ainda detém grande prestígio internacional.


História


Primórdios

O Yes foi formado em 1968 pelo vocalista Jon Anderson e pelo baixista Chris Squire. Jon Anderson já havia gravado um compacto em 1964 como membro do The Warriors, uma banda formada pelo seu irmão, Tony Anderson, e posteriormente gravou alguns compactos pela Parlophone Records sob o pseudônimo Hans Christian Anderson. Durante pouco tempo, Chris Squire foi membro da banda Gun e da The Syn, uma banda de rock psicodélico que gravou alguns compactos para a Deram Records. Após o fim do The Syn, Squire passou um ano dedicando-se a desenvolver sua técnica no baixo, altamente influenciado pelo baixista John Entwistle, do The Who. E então, em maio de 1968, ele conheceu Anderson em um clube noturno em Soho, chamado La Chasse, aonde Anderson estava trabalhando. Os dois possuíam um interesse em comum por harmonias vocais e começaram a trabalhar juntos no dia seguinte.

Squire estava em uma banda chamada Mabel Greer's Toyshop com Clive Bailey, e Anderson começou a fazer vocais para a banda. O baterista Bill Bruford foi recrutado, respondendo um anúncio no Melody Maker, substituindo Bob Hagger. Fã de jazz, Bruford anteriormente havia tocado em três concertos com o grupo de blues Savoy Brown.

Bailey saiu do grupo, sendo substituído na função de guitarrista por Peter Banks. Juntou-se ao grupo o tecladista Tony Kaye, ex-integrante de várias bandas sem sucesso, como Johnny Taylor's Star Combo, The Federals e Jimmy Winston and His Reflections. Após a entrada de Kaye, a banda passou a se chamar Yes. O nome foi sugerido por Banks, com o raciocínio de que a palavra iria se destacar em pôsteres publicitários. De acordo com Anderson, o nome foi aceito por ser uma palavra positiva.

O primeiro concerto do Yes foi no East Mersey Youth Camp na Inglaterra no dia 4 de Agosto de 1968. Logo após, eles abriram para o Cream em seu show de despedida no Royal Albert Hall. No início, o grupo ganhou notoriedade por fazer versões drasticamente alteradas, mais extensas, de músicas de outros artistas, de modo similar ao que o Deep Purple fazia. A banda começou a chamar atenção, chegando a aparecer no programa de John Peel e tendo sido escolhida por Tony Wilson do Melody Maker como sendo uma das duas bandas mais "Provaveis a Serem Bem-Sucedidas" - a outra era o Led Zeppelin.

O primeiro álbum, homônimo, foi lançado em 25 de Julho de 1969. Desde o início, o Yes já era uma banda de músicos excelentes com objetivos ambiciosos. Peter Banks imediatamente ganhou a atenção de fãs e críticos, e os vocais harmoniosos de Anderson e Squire se tornaram uma imediata marca registrada da sonoridade do Yes. O ponto de vista otimista e vagamente futurista do mundo contribuía para uma sonoridade melódica, virtuosa e entusiasmada. Os destaques do álbum de estreia eram a versão jazzística de "I See You", do The Byrds e a faixa de encerramento "Survival", que demonstrava uma combinação de harmonias vocais com uma construção musical complexa.

Em 1970, o grupo levou suas ambições ao extremo, especialmente para esse período, ao gravar e lançar seu segundo disco, desta vez acompanhado por uma orquestra de trinta músicos. Time and a Word apresentava composições originais, com exceção de duas músicas, "No Opportunity Necessary, No Experience Needed", de Richie Havens e "Everydays", de Stephen Stills. A releitura épica da canção de Havens também incluía trechos da música-tema do filme The Big Country. Apesar de ser musicalmente excepcional em termos de melodia e com uma execução potente das composições, a orquestra (e o tecladista Tony Kaye) ofuscaram Banks e grande parte do trabalho vocal, deixando Time and a Word como um trabalho de banda mal-equilibrado. Antes do lançamento do disco, Peter Banks foi demitido, sendo substituído por Steve Howe, ex-integrante das bandas Tomorrow, The Syndicats e The In Crowd. A capa da versão americana do disco mostrava uma foto da banda com Howe, como se o recém-chegado guitarrista tivesse tocado no disco.

A formação "clássica"

As gravações do Yes durante a década de 1970 ainda hoje são consideradas por muitos fãs como sendo o som clássico do Yes. Esses discos apresentam arranjos complexos com orientação de música erudita, marcações de tempo incomuns, musicalidade virtuosa, mudanças métricas dramáticas, dinâmicas e letras surrealistas de significados obscuros. O repertório comumente excedia a estrutura padrão das canções pop de duração média de três minutos com suítes longas, algumas vezes com vinte minutos ou mais, fazendo da banda um dos carros-chefe do emergente rock progressivo. Versos com vocais alternavam-se com interlúdios instrumentais atmosféricos, passagens frenéticas e improvisos longos de guitarra, teclado e baixo. As marcas registradas deste período clássico são os vocais agudos e melódicos de Jon Anderson, os solos de guitarra e teclado de Steve Howe e Rick Wakeman, respectivamente, a bateria polirítmica de Bill Bruford (e, posteriormente, Alan White) e o baixo altamente melódico e ao mesmo tempo agressivo de Chris Squire, destacado pelo som de seu Rickenbacker RM1999.

Chris Squire foi um dos primeiros baixistas de rock a adaptar de forma bem-sucedida efeitos de guitarra para seu baixo, tais como tremolo, phasers e pedal wah-wah. A seção rítmica de Squire/Bruford e Squire/White é considerada por muitos como uma das melhores do rock daquele tempo.

Os dois primeiros discos do Yes uniam material original com covers de suas principais influências, incluindo Beatles, The Byrds e Simon & Garfunkel. A saída de Peter Banks em 1970 e a chegada de Steve Howe levou o Yes à novos pontos. O novo estilo emergente do grupo gerou seu próximo álbum, o bem recebido pela crítica The Yes Album, que pela primeira vez consistia inteiramente de composições originais. Também foi o disco que iniciou a parceria com o produtor e engenheiro de som Eddie Offord, cuja habilidade com estúdio foi um elemento-chave na criação do som do Yes.

Em 1971, o tecladista Tony Kaye foi demitido, vindo a formar depois sua própria banda, Badger. Apesar de ser um tecladista talentoso que contribuía com passagens memoráveis em seu órgão Hammond (particularmente nas clássicas "Everydays" e "Yours is No Disgrace"), Kaye não conseguia se equiparar à guitarra de Howe no que diz respeito aos improvisos. Ele foi substituído por Rick Wakeman, de treinamento clássico, que havia acabado de sair do The Strawbs e era um músico de estúdio notável, tendo tocado com David Bowie e Lou Reed. Wakeman trouxe os teclados a um nível tão alto quanto o da guitarra, uma situação rara para um grupo de rock.

Como um solista, Wakeman provou-se um perfeito colega para Howe. Ele também trouxe duas adições vitais para a instrumentação do grupo - o Mellotron (que Kaye se mostrava pouco à vontade em usar) e o sintetizador Minimoog. Seu visual no palco também era marcante: Wakeman era rodeado por vários teclados, e possuía um cabelo loiro longo e uma capa brilhante, ganhando ares de mago. Apesar do grande impacto visual, sua aparência se tornou objeto de ridículo para alguns.

A primeira gravação dessa nova formação (Anderson, Bruford, Howe, Squire e Wakeman) foi uma interpretação dinâmica de dez minutos de duração de "America" de Paul Simon, originalmente do disco The Age of Atlantic, uma compilação de várias bandas da Atlantic Records. O excelente trabalho de órgão na música na verdade foi tocado por Bruford. Foi simultaneamente o fim de uma era - foi a última faixa não original que a banda gravou - e o início de outra, demonstrando todos os elementos do novo Yes.

Com Wakeman à bordo, o Yes entrou naquele que muitos consideram como sendo seu período mais fértil e bem-sucedido, gravando dois discos muito bem recebidos. Fragile (1971) constou no Top 10 na América, assim como Close to the Edge (1972). O Yes gozou de enorme sucesso comercial e de crítica por todo o mundo e passou a possuir um dos shows mais populares da época. Eles também se valeram dos tremendos avanços na tecnologia para som ao vivo que surgiam na época, e eles eram renomados pela alta qualidade de som e iluminação no palco. Os dois discos se tornaram grandes marcos na história do rock progressivo. Inclusive, muitos consideram o álbum Close to the Edge como sendo o ponto máximo de todo o gênero.

Fragile apresentava as capacidades individuais da banda apresentando uma composição individual de cada um: "We Have Heaven" de Anderson, "Mood for a Day" de Howe, "Cans and Brahms" de Wakeman, "Five per Cent for Nothing" de Bruford e "The Fish" de Squire. As outras quatro faixas do disco eram composições de toda a banda (destaque para a excelente "Roundabout"). Fragile também marcou o início de uma longa parceria com o artista Roger Dean, que desenvolveu o logotipo do grupo e as capas de seus álbuns, bem como os cenários de palco. Dean também trabalharia para outras bandas do gênero, tornando suas ilustrações psicodélicas e ricas de detalhes uma característica marcante do rock progressivo.

Antes do lançamento de Close to the Edge, durante o auge do sucesso da banda, Bill Bruford anunciou que estava saindo da banda para se unir ao King Crimson. A atitude de Bruford causou espanto geral, pois Bruford estava deixando uma banda de grande sucesso comercial para se unir a uma banda de potencial comercial tão fraco - devido ao alto teor experimental da musicalidade do King Crimson. Ele foi substituído pelo ex-baterista da Plastic Ono Band, Alan White, um baterista de rock mais convencional e dono de um estilo contrastante com a sonoridade imaginativa e jazzistíca de Bruford. White, amigo de Anderson e Offord, já vinha sendo sondado pela banda semanas antes da saída de Bruford. Chris Squire ameaçou jogá-lo pela janela caso ele não aceitasse entrar na banda. Ele aceitou, permanecendo na banda por mais de trinta anos, contribuindo com mudanças de tempo ambiciosas e uma capacidade colaborativa muito proveitosa para o Yes. White conseguiu aprender o repertório altamente ambicioso da banda em apenas três dias antes de iniciar a turnê, que teve início logo após o lançamento de Close to the Edge, em Setembro de 1972. A turnê rendeu o álbum ao vivo triplo Yessongs'. O disco inclui duas faixas gravadas com Bruford: "Perpetual Change", com um solo de bateria de Bruford, e "The Fish".

Yessongs foi um projeto ambicioso e sem dúvidas uma aposta arriscada da gravadora Atlantic Records. Foi um dos primeiros discos triplos da história do rock, apresentando versões ao vivo de todo o material original dos três discos anteriores. Apresentada em uma das embalagens mais luxuosas da época, a arte de Roger Dean se espalhava através das dobras e dava continuidade aos conceitos orgânico-cósmicos dos dois discos anteriores. O disco foi outro sucesso de vendas e foi recentemente votado como um dos vinte melhores álbuns ao vivo de todos os tempos. Um vídeo da turnê, lançado sob o mesmo nome, apresentando filmagens (com Howe ganhando grande destaque por ser cunhado do editor) misturadas com efeitos visuais psicodélicos.

O próximo disco de estúdio, Tales from Topographic Oceans, marcou uma mudança drástica na sorte da banda, dividindo fãs e críticos. Apesar de composições longas do Yes já serem comuns nesse ponto - a faixa-título de Close to the Edge ocupava todo um lado do LP - as quatro faixas de duração média de vinte minutos que constituíam o disco duplo Tales from Topographic Oceans receberam opiniões mistas e deixou a sensação de que a banda estava começando a exagerar. Gravado após uma longa turnê, o disco foi descrito por Jon Anderson como sendo "o ponto de encontro de grandes ideias e pouca energia". Rick Wakeman, em particular, desaprovou o disco, e até hoje fala mal dele. É dito que o filme This is Spinal Tap tirou inspiração deste disco e da sua respectiva turnê. Por outro lado, fanáticos por rock progressivo o consideram um dos melhores discos de rock progressivo de todos os tempos. Não importa que opiniões receba, a única coisa certa é que o disco deixa uma impressão extrema, seja ela positiva ou negativa.

Tensões internas entre Wakeman e o resto da banda, bem como a cada vez mais bem-sucedida carreira solo do tecladista, o levaram a sair da banda após a turnê de Tales em 1974. Dedicando-se por completo à sua carreira solo, ele obteve grande sucesso.

Mudanças

Wakeman foi substituído pelo suíço Patrick Moraz para gravar Relayer em 1974. A vasta diferença entre as contribuições de Moraz para o Yes entre as de Wakeman foi mais uma novidade do que um desapontamento, sendo Moraz um músico de electric-jazz, mais voltado para experimentações e improvisos. Mais uma vez, o disco apresentava uma faixa que tomava um lado inteiro do vinil, "The Gates of Delirium", cuja seção "Soon" foi lançada como compacto, obtendo grande sucesso comercial no mundo todo, alcançando a primeira posição nas paradas espanholas e se tornando uma das primeiras músicas representativas do Yes perante o grande público no Brasil. Após um longa turnê entre 1975 e 1976, cada membro lançou um álbum solo. Na mesma época, foi lançada a coletânea Yesterdays, contendo faixas dos dois primeiros discos e abrindo com "America".

O grupo deu início a sessões para um novo disco. Os eventos nesse período têm relatos incertos, mas é fato que após negociações, Rick Wakeman voltou para a banda como músico de estúdio. A confusão vêm de Moraz estando ou não no disco, afirmando que merecia crédito por grande parte da música presente no álbum resultante. Howe inclusive afirmou que a banda "tentou remover o máximo do Patrick das canções o tanto quanto era possível", o que dá a entender que ele de fato contribuiu para as sessões iniciais. Todo o crédito dado à Moraz se resume a estar no topo da ambígua lista de agradecimento presente no encarte. Em todo caso, após ficar impressionado com o novo material Wakeman resolveu voltar como membro permanente. Apesar da faixa "Awaken", de quinze minutos, o álbum resultante, Going for the One, é basicamente composto por músicas curtas, incluindo "Wonderous Stories", lançada como single em 1977. Este disco e o próximo, Tormato (1978), feito com a mesma formação, obtiveram sucesso na árdua tarefa de passarem com alguma notoriedade durante o auge do movimento punk rock na Inglaterra, quando o Yes era muito criticado pela imprensa musical por ser um dos maiores expoentes dos excessos do rock progressivo feitos no início da década de 1970. Ironicamente, o Yes foi o que talvez melhor atravessou esse período, entre todas as bandas daquela época.

Enquanto Going for the One obteve sucesso favorável, Tormato foi outro disco que gerou discordância entre os fãs, com muitos acreditando que metade do disco é simplesmente para ocupar espaço, enquanto outros afirmam que isso foi uma progressão lógica a partir de Going for the One, que iniciava uma sonoridade mais pop, menos sofisticada. Fãs do som clássico do Yes ficaram mais contentes em relação à última faixa, a sinfônica e jazzistíca "On the Silent Wings of Freedom", guiada pela batida energética de White e o baixo harmonioso de Squire. Os membros da banda afirmam que eles não estavam exatamente certos em relação ao material presente no disco, e, virtualmente, ninguém gostou da arte da capa. No entanto, apesar das críticas internas ou externas em relação a esse disco, a banda obteve sucesso com turnês entre 1978 e 1979.

Em Outubro de 1979, o Yes foi a Paris com o produtor Roy Thomas Baker, que ainda tinha prestígio devido ao seu trabalho com o disco de estreia do The Cars. Existem várias afirmações dos integrantes e rumores em relação ao fato de que as sessões não serviram para produzir nenhum álbum. Howe, Squire e White disseram em 1980 que nenhum deles gostaram das músicas que Anderson apresentou para a banda, afirmando que elas eram muito leves, sem o peso que o trio sentia que estava gerando durante seu tempo juntos. Gravações clandestinas dessas sessões sugerem que essas afirmações estavam corretas, sendo que algumas apareceram em um disco solo de Anderson Song of Seven. Em Dezembro, as sessões se encerraram quando Alan White quebrou o pé. Existe fortes especulações que afirmam que Anderson e os membros remanescentes da banda tiveram uma discussão sobre problemas financeiros, com argumentos sobre gastos individuais excessivos de fundos da banda como um todo. Por volta de Maio de 1980, a situação chegou a tal ponto que fez com que Anderson deixasse o grupo, já que não houve nenhum entendimento sobre a direção musical e remunerações financeiras. Após a saída de Anderson, Wakeman também deixou o grupo, acreditando que o Yes não poderia continuar sem a voz de Anderson, um dos elementos-chave da sonoridade do Yes.

O empresário Brian Lane sugeriu que Squire convidasse os dois integrantes que compunham o The Buggles, Geoffrey Downes (teclados) e Trevor Horn (vocal) - que vinham tendo grande sucesso comercial com seu disco The Age of Plastic, impulsionado pelo single "Video Killed Radio Star" - para ajudar o Yes a gravar um novo disco. Inicialmente, a ideia era que Downes e Horn ajudassem a compor novo material - eles já tinham uma música chamada "We Can Fly from Here", escrita já tendo o Yes em mente. Logo, Howe, Squire e White confessaram que estavam sem vocalista e tecladista. Para surpresa de Downes e Horn, eles foram convidados para se unir ao Yes como membros fixos. Eles aceitaram, e gravaram o álbum Drama, em 1980. Drama possuía um som mais pesado do que o que era feito pelo Yes anteriormente, começando com "Machine Messiah", uma das primeiras músicas a demonstrar uma sonoridade que mais tarde seria definida como metal progressivo. O disco foi muito bem recebido pelos fãs, mas muitos sentiram a falta das letras e vocais de Anderson. A capa interna do disco mostrava um estilo casa-do-horror na capa e no design, uma anomalia que deixou alguns fãs perplexos. O álbum em si foi bem aceito, recuperando o peso que não constava em uma gravação do Yes desde The Yes Album. A banda saiu em turnê pela América em Setembro de 1980. O consenso geral era de que Horn cantava muito bem o novo material (mesmo não tendo nenhuma experiência em cantar diante de uma plateia das proporções que assistiam um show do Yes) mas decepcionava ao tentar reproduzir os clássicos do Yes. Quando a banda voltou à Inglaterra no final de 1980, a imprensa inglesa disparou grandes críticas sobre Horn e Yes.

Depois da turnê de Drama, o Yes deu uma pausa para repensar seu futuro. Trevor Horn deixou a banda para se dedicar à produção. Alan White e Chris Squire deixaram o Yes, mas continuaram trabalhando juntos começando uma série de sessões com o ex-guitarrista do Led Zeppelin Jimmy Page. O trio se juntou como XYZ, uma referência a "ex-Yes-e-Zeppelin", mas nada saiu dessas sessões quando o ex-vocalista do Zeppelin Robert Plant não demonstrou interesse pelo projeto. O XYZ produziu algumas fitas demo, e alguns elementos das músicas criadas nessa produção apareceram em músicas posteriores do Yes (mais notavelmente "Mind Drive" de Keys to Ascension 2 e "Can You Imagine" de Magnification). Em 1981, Squire e White lançaram uma parceira na forma de single, "Run With The Fox". Downes e Howe, que eram os únicos membros dispostos à continuar no Yes na época, optaram por não continuar com a banda. Ao invés disso, eles formaram a banda Asia, junto com John Wetton (ex-King Crimson) no baixo e no vocal e Carl Palmer, do Emerson, Lake & Palmer na bateria.

O retorno acidental

Em 1982, passado mais de um ano depois do fim do Yes, Chris Squire e Alan White formaram um novo grupo, chamado Cinema, junto com o guitarrista Trevor Rabin (do Rabbit). O primeiro tecladista do Yes, Tony Kaye, foi chamado de volta para participar, já que Squire acreditava que a técnica mais direta de Kaye iria cair bem para a banda. Rabin, que já era um artista solo com três discos lançados, ajudou a compor "Owner of a Lonely Heart". Seu direcionamento pop deu a música um apelo comercial o suficiente para fazê-la ter destaque na era MTV, mas ainda assim, ela trazia alguns aspectos do estilo original do Yes - em especial, as harmonias vocais. Originalmente, os vocais seriam de Rabin e Squire, mas no começo de 1983, Chris Squire tocou para Jon Anderson algumas das músicas do Cinema em uma festa em Los Angeles. Impressionado por músicas como "Leave It", Anderson aceitou o convite de Squire de cantar nesse novo projeto, resultando numa reformulação "acidental" do Yes. Muitos fãs chamam essa formação de "Yes do Oeste", devido à residência da banda em Los Angeles e sua nova sonoridade, tipíca de bandas pop americanas. Essa versão do Yes também é chamada de "Generators", originado do nome do segundo disco dessa formação, Big Generator. A nova sonoridade desagradou muitos fãs, por abrir mão de suas características originais para se valer de músicas próprias para se tocarem em rádios. No entanto, deve ser notado que muitos fãs do Yes gostam dos dois períodos.

O primeiro disco da banda desde a reunião, 90125 (produzido pelo ex-vocalista Trevor Horn), apresentou uma mudança radical em relação a seu som original. Era mais visceral, com efeitos eletrônicos modernos. 90125 foi o disco do Yes mais bem-sucedido, eventualmente vendendo mais de seis milhões de cópias e assegurando um longo tempo de durabilidade para o Yes, com uma turnê que durou mais de um ano. A música "Owner of a Lonely Heart" foi um sucesso em várias paradas (e sampleada inúmeras vezes desde então), inclusive no Brasil, onde até hoje é talvez uma das músicas mais famosas da banda. O tecladista que aparece no videoclipe da música é Eddie Jobson. Yes também obteve sucesso com "Leave It" e "It Can Happen", e ganhou um Grammy por Melhor Instrumental de Rock ("Cinema", uma jam-session curta e complexa), sugerindo que o grupo não abandonou por completo sua musicalidade em troca de sucesso comercial, como alguns fãs alegam. O álbum de sucesso também gerou um vídeo (9012Live) e um disco ao vivo (9012Live: The Solos) que incluía peças solo de Anderson, Rabin, Squire e Kaye, além de uma jam entre Squire e White.

Em 1986, o Yes começou a gravar Big Generator. Infelizmente, problemas internos (principalmente entre Squire e Anderson) ameaçavam o encerramento do processo de gravação, e Trevor Rabin acabou finalizando sua produção. Apesar de Big Generator (1987) não ter sido tão bem-sucedido quanto 90125, ainda assim conseguiu vender dois milhões de cópias. Alguns fãs do Yes consideram Big Generator como sendo mais fiel ao som original do Yes do que seu predecessor, graças a um esforço concentrado em gravar músicas mais longas como "I'm Running" do que as faixas mais pop. "Love Will Find a Way" se saiu moderadamente bem nas paradas, juntamente com "Rhythm of Love", quase passando do Top 40. A turnê de 1988 terminou com um show no Madison Square Garden, como parte das comemorações de quarenta anos da Atlantic Records, mas deixou os membros do Yes exaustos e frustrados uns com os outros.

União e Reunião

Jon Anderson começou a demonstrar sinais de cansaço do direcionamento do novo Yes. Ele queria que a banda voltasse a seu som clássico. Após a turnê de 1988, Anderson, assegurando que jamais ficaria na banda pelo dinheiro, começou a trabalhar com os ex-membros do Yes Rick Wakeman, Steve Howe e Bill Bruford. Alguns na banda (em particular, Bill Bruford) queriam se distanciar do nome "Yes". Além disso, os ex-membros do Yes não poderiam usar o nome da banda, já que Squire, White, Kaye, Rabin e, ironicamente, Anderson, estavam mantendo os direitos sobre ele, desde o contrato de 90125. Subsequentemente, o novo grupo se chamou Anderson Bruford Wakeman Howe, ou simplesmente ABWH. O projeto incluía Tony Levin no baixo, trazido na banda por Bruford, com quem havia trabalhado no King Crimson. Com um apelo musical atraente para fãs antigos e novos do Yes, o álbum-intitulado foi lançado em 1989, com um sucesso moderado que chegou a render um disco de ouro, impulsionado pelo vídeo de "Brother of Mine", sucesso na MTV. No entanto, eles não gravaram tudo em conjunto como faziam nos anos 1970, e, ao invés disso, tiveram suas partes gravadas individualmente para depois serem organizadas por Anderson. Howe disse à imprensa que estava descontente com a mixagem de suas guitarras no disco (uma versão de "Fist of Fire" com maior destaque para as guitarras de Howe viria a aparecer no box set In a Word, lançado em 2001). De acordo com Bruford, o crédito de quatro nomes não significava que foi este o modo como o processo de composição ocorreu. Depois do lançamento do álbum, batalhas legais (iniciadas pela Atlantic Records) complicaram o uso do título da turnê do ABWH, An Evening of Yes Music Plus, gravação ao vivo na qual tinha Jeff Berlin substituindo Levin, forçado a ficar em repouso durante duas semanas devido a uma doença. Além disso, os shows tinham músicos extras: Julian Colbeck nos teclados e Milton McDonald nas guitarras. A turnê alternava músicas do ABWH com clássicos do Yes, e cada noite abria com pequenos solos de cada um dos quatro membros do Yes.

Enquanto isso, o Yes estava trabalhando no seu novo trabalho. A banda começou a fazer testes com um novo vocalista, trabalhando com o ex-Supertramp Roger Hodgson e com o letrista Billy Sherwood, do World Trade. Hodgson gostou da estadia, mas preferiu não fazer parte da banda. A gravadora do ABWH, Arista Records, encorajou o quarteto à procurar compositores, e Trevor Rabin demonstrou interesse, enviando-lhes uma demo. A Arista percebeu o potencial comercial que teria uma reunião do Yes. No decorrer do começo do ano 1991, telefonemas foram feitos, advogados empregados, e propostas feitas, resultando no Yes do Oeste se unindo ao ABWH para fazer o álbum Union. Cada grupo fez suas próprias canções, com Jon Anderson cantando em todas as faixas. Chris Squire fez vocais de apoio para algumas das faixas do ABWH. As partes de baixo de todo o disco foram feitas por Tony Levin. Uma turnê mundial reuniu todos os oito membros da banda no mesmo palco, em uma formação "Mega-Yes", de pouca longevidade, que consistia em Anderson, Squire, Howe, Rabin, Kaye, Wakeman, Bruford e White, mas o disco em si provou-se ser menos do que a soma das duas partes. Claramente uma combinação de duas gravações distintas, nenhuma das músicas apresentava os oito membros simultaneamente. Dois terços eram na verdade composições do ABWH, enquanto Rabin e Squire contribuíram para quatro músicas (contando com uma colaboração de Billy Sherwood). Praticamente toda a banda declarou publicamente seu descontentamento do produto final, graças ao envolvimento secreto do produtor Jonathan Elias com músicos de estúdio depois das sessões iniciais; Bruford perdeu praticamente toda sua participação no disco, e Wakeman não foi capaz de reconhecer nenhuma de suas partes de teclado na edição final. A turnê do projeto apresentava músicas de toda a carreira da banda, e foi uma das turnês mais ambiciosas realizadas entre 1991 e 1992.


A década de 1990

Quando a turnê acabou em 1992, Bill Bruford e Steve Howe gravaram um disco com reinterpretações intrumentais de músicas do Yes através de uma orquesta, com vocais de Jon Anderson em duas músicas. Chamado Thy Symphony Music of Yes, o disco oferecia novas versões de clássicos do Yes e foi produzido pela lenda do rock progressivo Alan Parsons. Depois do lançamento do álbum, Bruford preferiu se afastar de possíveis novos projetos do Yes. Jon Anderson começou a escrever com Howe e Rabin, separadamente, mas eventualmente Howe não foi convidado a participar do próximo disco pela gravadora Victory records, que propôs à Rabin que a formação de 90125 voltasse. Rabin propôs que Wakeman estivesse incluído. Em 1993, Wakeman teve que recusar o convite, tendo mais tarde expressado seu arrependimento de não ter tocado junto com Rabin (Rabin declarou o mesmo) - exceto sob o projeto Union, apesar de que Rabin fez uma participação especial em um álbum solo de Wakeman, Return to the Centre of the Earth (1999). O Yes voltou com sua formação famosa da década de 1980, contando com Anderson, Squire, Rabin, Kaye e White. Em 1994, o Yes lançou Talk, um dos discos menos vendidos da banda. Com fraca divulgação por parte da gravadora e das rádios americanas, "The Calling" passou quase despercebida, mesmo sendo um dos singles do Yes com mais potencial de sucesso desde "Owner of a Lonely Heart". David Letterman ouviu a canção em seu carro e imediatamente pôs-se a procurar essa "nova banda", com a intenção de chamá-los para seu programa, o que de fato aconteceu, no dia 20 de Junho de 1994, aonde tocaram "Walls". A colaboração de Jon Anderson e Trevor Rabin resultou numa fusão memorável do "novo" e do "velho" Yes. Alguns frutos do trabalho da banda com Roger Hodgson também apareceram no álbum. Na turnê de 1994, o guitarrista e vocalista Billy Sherwood, que teve parte na composição de "The More We Live", do Union, junto com Squire, se uniu à banda. Perto do fim de 1995, Tony Kaye e Trevor Rabin saíram da banda, com Rabin partindo para uma muito bem-sucedida carreira compondo trilhas sonoras e Kaye se aposentando da carreira musical (apesar de ter tocado órgão Hammond em várias faixas do projeto de Billy Sherwood Return To The Dark Side of the Moon, em 2006).

Provando ser verdadeiro o provérbio "nunca diga nunca", a banda surpreendeu e emocionou fãs ao reformar a formação clássica dos anos 1970, composta de Anderson, Squire, White, Howe e Wakeman para três shows na cidade de San Luis Obispo, na Califórnia, em 1996. As gravações renderam os discos ao vivo Keys to Ascension e Keys to Ascension 2. A parte 2, em particular, contava com 48 minutos de novas músicas. A banda ficou desapontada pelo novo material não ter sido lançado como um disco de estúdio separado, que teria o título Know. As novas faixas foram lançadas posteriormente como Keystudio. Wakeman saiu do grupo antes do lançamento de Keys to Ascension 2 depois que uma turnê do Yes foi planejada sem sua decisão ser consultada, e também pela sua frustração sobre a decisão de enterrar as faixas de Keystudio no meio de álbuns ao vivo redundantes.
Billy Sherwood imediatamente se uniu ao Yes, na guitarra e nos teclados. Open Your Eyes, lançado em 1997, originalmente seria um projeto colaborativo do duo Conspiracy, composto por Sherwood e Squire - ambos são amigos próximos. No entanto, para suprir a necessidade de um novo disco de estúdio por essa formação, foi decidido que seria um álbum do Yes. A turnê subseqüente apresentava poucas faixas do novo disco, e se concentrava mais no material clássico do Yes, como "Siberian Khatru". O retorno de Steve Howe para o Yes ao vivo, juntamente com uma maior enfâse no Yes dos anos 1970, foi considerado um projeto empolgante por muitos fãs. A turnê também contou com os teclados do russo Igor Khoroshev, que tocou em algumas faixas de Open Your Eyes. Igor foi efetivado como membro fixo da banda para o próximo disco, The Ladder. Muitos fãs consideram The Ladder como o retorno definitivo ao som clássico do Yes, principalmente devido aos teclados de Khoroshev, cujas performances ao vivo conseguiam reproduzir as partes de teclado de Wakeman com fidelidade maior, talvez, do que o próprio Wakeman. O trabalho de Sherwood ao vivo se limitava a fazer vocais e guitarras de apoio, com alguns momentos de destaque reproduzindo solos das músicas da era de Trevor Rabin. Howe se recusava a tocar os solos de Rabin, alegando que seu estilo não se encaixava naqueles tipos de solo (Howe nunca demonstrou simpatia por Rabin como membro do Yes, dizendo que Rabin simplicava suas partes de guitarra e que foi o responsável por ter "destruído" o som da banda, principalmente em Talk; Rabin, obviamente, discorda). A turnê de 1999 resultou em um DVD da performance nos House of Blues de Los Angeles. "Homeworld (The Ladder)", música de The Ladder, foi escrita para o jogo de computador de estratégia em tempo real Homeworld, da Relic Entertainment, e foi usado como tema nos créditos do jogo.


Yes no século 21

Sherwood voltou às suas atividades originais na banda na turnê Masterworks, em 2000, que apresentava um revival da canção "The Gates of Delirium" (do disco Relayer). Khoroshev foi demitido depois da turnê devido várias controvérsiais devido à sua conduta nos bastidores incluindo uma acusão de abuso sexual, pouco antes do lançamento de Magnification, em 2001, primeiro disco com orquestra desde Time and a Word. Esse é o único álbum do Yes a não conter um tecladista fixo. A banda não só foi auxiliada por uma orquestra de sessenta músicos, como também teve partes especificas e alguns arranjos escritos pelo compositor de trilhas-sonoras Larry Groupe para serem tocados pela orquestra, soando como se a orquestra fosse um membro permanente. Para a turnê foi contratado o tecladista Tom Brislin.

Em 20 de Abril de 2002, Rick Wakeman voltou para a banda, participando de uma turnê mundial. A formação clássica teve uma revitalização na sua presença no consciente popular, especialmente durante a celebração de seu 35º aniversário. Graças a uma votação online de músicas populares para serem tocadas, a banda adicionou "South Side of the Sky" em seu set list, um fato surpreendente, já que ela raramente era tocada, mesmo nas turnês de Fragile.

Essa revitalização mostrou-se durante um show no Madison Square Garden, em Nova York. Perto do fim da música "And You And I", aonde Howe termina de tocar sua parte na lap steel guitar, antes das últimas notas acústicas, a banda foi entusiasticamente ovacionada por vários minutos. A interrupção foi tamanha que quando findaram, os roadies já haviam retirado a guitarra de Howe - Wakeman teve então que tocar a última parte com Anderson cantando.

Foram momentos de muita emoção que evocaram os áureos anos 1970 onde apresentações desta magnitude eram feitas diariamente. Mais um record proporcionado pelo MSG ao Yes que, durante a turnê do disco Drama, nos anos 1980, teve sua capacidade máxima (vinte mil pessoas) alcançada nas três noites em que ali se apresentou.

Nos últimos shows da turnê, a banda tocou algumas músicas de forma acústica na última metade do concerto, depois de fazer uma apresentação ao vivo via satélite como parte da estréia do documentário Yesspeak.

Em 2005, o DJ Max Graham remixou "Owner of a Lonely Heart", creditada como Max Graham Vs. Yes. A música alcançou o Top 10 britânico.

Desde 2005, o Yes esteve em um hiato indefinido; membros da banda envolveram-se em vários projetos solo. Alan White formou uma nova banda, White, com Geoff Downes; o disco de estréia, auto-intitulado, foi lançado no dia 18 de Abril de 2006. Chris Squire se uniu a uma versão reformulada do The Syn em 2004. Foram feitos planos para uma turnê reunindo White, The Syn e Steve Howe para tocar músicas do Drama, foi cancelada devido a problemas com passaporte para os músicos ingleses após os atentados de Julho de 2005 em Londres. Alan White saiu em turnê em 2006. No dia 16 de Maio do mesmo ano, Squire anunciou que saiu do The Syn. No mesmo dia, os membros originais do Asia, incluindo Howe e Downes, anunciaram que se reuniriam para uma turnê de 25º aniversário, com início em Setembro.

Em Outubro de 2005, Jon Anderson disse que seria pouco provável que o Yes saísse em turnê em 2006, mas um disco de estúdio no início de 2007 seria a hipótese mais considerada dentre os projetos da banda.

Anderson e Wakeman fizeram uma turnê juntos em Outubro de 2006, e o setlist da maioria dos shows incluía material do Yes, ao lado de músicas das carreiras solo de ambos, e pelo menos uma canção da época de Anderson Bruford Wakeman Howe.

Em Fevereiro de 2007, Jon Anderson concedeu uma entrevista para uma rádio na Filadélfia, dizendo que o Yes provavelmente iria se reunir em 2008 para uma turnê para comemorar o 40º aniversário da banda, e que Roger Dean estaria criando as projeções artistícas para os shows.

Em Março de 2008 o grupo anunciou para julho o início da turnê mundial "Close to the edge and back", comemorativa dos quarenta anos (Jon Anderson declarou em recente entrevista que se trata de 41 anos) com concerto inicial no Canadá, passando a seguir pelos Estados Unidos. Fariam parte Anderson, Squire, Howe, White e, Oliver Wakeman, filho de Rick, nos teclados (em seu sítio, Rick Wakeman informou que por problemas de saúde não está em condições de fazer grandes turnês.) Oliver já tocou no passado com Howe, nos discos The 3 ages of magick (2001) e Spectrum (2005), fato este que facilitou sua indicação para os teclados da banda.

Apesar do anúncio, a turnê foi cancelada no início de Junho de 2008. O motivo seria a saúde frágil do vocalista Jon Anderson, internado em Maio com problemas respiratórios, o que, por conselhos médicos deverão manter Anderson em repouso pelos próximos seis meses sob o risco de agravamento de seu estado. "Gostaria que todos soubessem que estou muito decepcionado com essa reviravolta", disse o vocalista em uma mensagem aos fãs e à imprensa. "Eu estava ansioso para celebrar nossa música com a família incrível que são os fãs do Yes, mas como todos sabemos a saúde deve vir em primeiro lugar", conclui.

Em 2008, Jon Anderson foi substituído pelo cantor canadense Benoît David, da banda de rock progressivo Mistery e de uma banda tributo ao Yes chamada Close to the Edge. Anderson afirma que se sentiu "desapontado" e "desrespeitado" pela decisão da banda em prosseguir com uma turnê sem ele e pela falta de contato com os outros membros desde a sua doença. Jon Anderson atrasou uma turnê prevista do Yes devido a problemas respiratórios. Em 2008, após quatro anos, o restante do Yes se cansou de esperar e trouxe David para o lugar de Anderson. A banda embarcou em sua excursão 2008-2010 In The Present, que contou com Oliver Wakeman nos teclados. A turnê foi interrompida em fevereiro de 2009 devido a uma cirurgia de emergência que Squire realizou na perna e demorou mais um mês para se recuperar. A turnê foi documentado com o álbum ao vivo e um DVD In The Present - Live from Lyon, lançado em 2011.

Foi anunciado em Agosto de 2010 que novo material tinha sido escrito para o primeiro álbum de estúdio da banda desde 2001, Fly From Here. Howe desfez rumores de que Anderson foi convidado a voltar a cantar no disco, afirmando que todos os estúdio de gravação era para ser realizado pelo "line-up que realmente faz o trabalho ...". A banda assinou um contrato com a Frontiers Records e começou a gravar em Los Angeles com Trevor Horn atuando como produtor. Durante as sessões de gravação Oliver Wakeman foi substituído por Geoff Downes, de volta à banda depois de trinta anos. Após a conclusão da gravação em março de 2011 e pós-produção um mês depois, o álbum foi lançado mundialmente em meados de julho de 2011. Fly from Here atingiu o número 30 em paradas do Reino Unido e 36 na Billboard 200.

Em fevereiro de 2012, depois de contrair uma doença respiratória, David foi substituído pelo vocalista do Glass Hammer Jon Davison, que, como David, foi descoberto enquanto vocalista de uma banda cover do Yes. Squire afirmou que ele está aberto para o retorno de Anderson, no futuro, mas não vai ser considerado antes de pelo menos um ano de promoção de Fly from Here. Squire também mencionou a possibilidade de "Yes on Broadway" em 2013 para comemorar 45 º aniversário da banda. Ele alega que isso poderia envolver não só Jon Anderson, mas outros ex-membros, como Rick Wakeman e/ou Patrick Moraz.

Alguns comentários indicavam que o Yes estava planejando um novo álbum em 2013. Um artigo no 26 de julho de 2012 Filadélfia Metro (p. 8) diz que haverá um álbum novo do Yes em 2013, de acordo com Alan White. Uma entrevista em junho de 2012, Squire disse o seguinte: "o Yes tem um novo vocalista, Jon Davison, sendo um momento fantástico. Então, estamos avaliando a situação para fazer um novo álbum do Yes no próximo ano e eu tenho certeza que o novo material terá envolvimento de Jon Davison. Aos poucos, esta será uma nova parte da história do Yes".


Yes 2013: Chris Squire, Steve Howe, Alan White, Geoff Downes, e Jon Davison



Finalmente, após mais de 45 anos desde a formação do Yes. E mesmo descontando as pausas que a banda fez ao longo da carreira, com nada menos que 33 álbuns, entre discos de estúdio e registros ao vivo. "Heaven & Earth" foi lançado no dia 04 de julho de 2014 como o mais novo lançamento do grupo.

O álbum conta com a formação alterada desde o último lançamento - o que aliás não é incomum na carreira da banda que já viu músicos entrando, saindo e voltando aos montes. Ao microfone, "Heaven & Earth" tem Jon Davison - que lembra Jon Anderson em diversos momentos - no lugar de Benoît David. O restante da banda continua: Steve Howe (guitarra), Chris Squire (baixo), Geoff Downes (teclado) e Alan White (bateria).

"Heaven & Earth" tem oito faixas que somam pouco mais de 51 minutos e dão uma (nova) guinada para o pop. O repertório, porém, ainda trás passagens elaboradas com camadas e detalhes, mas o novo material dos ingleses se afasta do rock progressivo sinfônico característico da banda e querido pelos fãs.

E a energia que se sentiu e ouviu em "Fly From Here" (2011), disco que marcou a volta da banda depois de quase uma década sem material inédito, parece ter se dissipado. Vale mencionar que "Fly From Here" usou material que estava na gaveta de Geoff Downes e o novo disco começou do zero.

Três décadas e meia depois, o Yes chama Roy Thomas Baker de volta para a produção. Baker trabalhou com a banda em 1979 num material que acabou não virando um álbum, ainda que algumas faixas tenham sido reaproveitadas em "Drama" (1980).

A faixa "Subway Walls", que encerra o disco com mais de nove minutos, contém teclados psicodélicos, riffs, peso, passagens atmosféricas, clima de trilha sonora, trazendo de volta tudo o que os fãs da banda mais queriam.



Vídeos


Yes - Owner Of a Lonely Heart

Yes - Roundabout





Obra

Álbuns
    Yes (1969)
    Time and a Word (1970)
    The Yes Album (1971)
    Fragile (1972)
    Close to the Edge (1972)
    Yessongs (1973)
    Tales from Topographic Oceans (1973)
    Relayer (1974)
    Yesterdays (1975)
    Going for the One (1977)
    Tormato (1978)
    Drama (1980)
    Yesshows (1980)
    Classic Yes (1981)
    90125 (1983)
    9012Live (1985)
    Big Generator (1987)
    ABWH (1987)
    Union (1991)
    Yesyears (Box Set) (1991)
    Yesstory (1992)
    Highlights: The Very Best Of Yes (1993)
    An Evening of Yes Music Plus (1994)
    Talk (1994)
    Keys to Ascension (1996)
    Keys to Ascension II (1997)
    Open Your Eyes (1997)
    Something´s Coming/Beyond and Before (1998)
    The Ladder (1999)
    Best of Yes (2000)
    Live from the House of Blues (2000)
    Keystudio (2001)
    Magnification (2001)
    In a Word: Yes (2002)
    The Ultimate Yes (2003)
    The Word Is Live (Box Set) (2005)
    Fly from Here (2011)
    In the Present – Live from Lyon (2011)
   Heaven & Earth (2014)

Tributos e compilações
    Age Of Atlantic
    New Age of Atlantic
    Yes, Friend and Relatives
    Tales from Yesterday
    Supernatural Fairy Tales

Livros
    The Authorised Biography
    Yes, But What Does It Mean?
    Music of Yes
    Yesstories
    Close to the Edge
    An Endless Dream...

CD-ROM
    Yes Active
    Homeworld

DVD-A
    Magnification

Outros
    12 Inches on Tape
    YesSymphonic EP

Vídeos
    Yessongs (VHS/DVD/LD)
    Live at QPR (VHS/DVD/LD)
    Live in Philadelphia (VHS/DVD/LD)
    9012Live (VHS)
    YesYears (VHS/LD)
    Greatest Video Hits (VHS/LD)
    Musikladen Live (VHS/DVD)
    Union Tour Live (VHS/LD)
    House of Yes (VHS/DVD)
    Keys to Ascension (DVD/LD)
    Symphonic Live (DVD)
    Yes Acoustic (DVD)
    Songs From Tsongas - The Yes 35º Anniversary (DVD)
    Live At Montreux 2003 (DVD)*
    In the Present – Live from Lyon - 2011 (CD/DVD)*

Membros 

(1968-1970)   
    Jon Anderson - vocal
    Peter Banks - guitarra
    Tony Kaye - teclado
    Chris Squire - baixo
    Bill Bruford - bateria

(1970-1971)       
    Jon Anderson - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Tony Kaye - teclado
    Chris Squire - baixo
    Bill Bruford - bateria

(1971-1972)       
    Jon Anderson - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Rick Wakeman - teclado
    Chris Squire - baixo
    Bill Bruford - bateria

(1972-1974)       
    Jon Anderson - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Rick Wakeman - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(1974-1976)       
    Jon Anderson - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Patrick Moraz - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(1976-1979)       
    Jon Anderson - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Rick Wakeman - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(1980)  
    Trevor Horn - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Geoff Downes - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(1981-1983)        Atividades encerradas

(1983-1989)       
    Jon Anderson - vocal
    Trevor Rabin - guitarra, vocal
    Tony Kaye - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(1990-1992)       
    Jon Anderson - vocal
    Trevor Rabin - guitarra, vocal
    Steve Howe - guitarra
    Tony Kaye - teclado
    Rick Wakeman - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria
    Bill Bruford - bateria

(1992-1994)       
    Jon Anderson - vocal
    Trevor Rabin - guitarra, vocal
    Tony Kaye - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(1994-1995)       
    Jon Anderson - vocal
    Trevor Rabin - guitarra, vocal
    Billy Sherwood - guitarra
    Tony Kaye - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(1996)  
    Jon Anderson - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Rick Wakeman - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(1997-1998)       
    Jon Anderson - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Billy Sherwood - guitarra, teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(1998-1999)       
    Jon Anderson - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Igor Khoroshev - teclado
    Billy Sherwood - guitarra, teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(2000)  
    Jon Anderson - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Igor Khoroshev - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(2001)  
    Jon Anderson - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(2002-2008)       
    Jon Anderson - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Rick Wakeman - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(2008-2011)       
    Benoît David - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Oliver Wakeman - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(2011-2012)       
    Benoît David - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Geoff Downes - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(2012-atualmente)        
    Jon Davison - vocal
    Steve Howe - guitarra
    Geoff Downes - teclado
    Chris Squire - baixo
    Alan White - bateria

(Outros)             
    Tom Brislin (teclado- (somente para apresentações ao vivo) 2001