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David Bowie - ★ [Blackstar] [2016]

Artista: David Bowie
Nasceu: 08-01-1947, Brixton, Greater London, United Kingdom
Data da Morte: 10-Jan-2016, Manhattan, NY, United States
Lançamento: 08-jan-2016
Gravadora: ISO, Columbia
Produção: David Bowie, Tony Visconti
Gêneros: Art Rock 
Jazz-Rock, Experimental Rock, Electronic

Line-Up: David Bowie [vocals, acoustic guitar, Fender guitar (track 3), harmonica (track 7), string arrangement (track 1)]; Donny McCaslin [saxophone, flute, woodwind]; Jason Lindner [piano, Wurlitzer organ, keyboards]; Tim Lefebvre [bass], Mark Guiliana [drums, percussion]; Ben Monder [ guitar]; Tony Visconti [strings (track 1)]; James Murphy [percussion (tracks 4 and 5)]; Erin Tonkon [backing vocals (track 2)]






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  (Licença: Spotify)


Título - Duração
Compositor [Performance Vocal]


1 ★  9:57
David Bowie [David Bowie]
2 'Tis a Pity She Was a Whore 4:52
David Bowie [David Bowie]
3 Lazarus 6:22
David Bowie [David Bowie]
4 Sue (Or In a Season of Crime) 4:40
Paul Bateman / Bob Bharma / David Bowie / Maria Schneider [David Bowie]
5 Girl Loves Me 4:51
David Bowie [David Bowie]
6 Dollar Days 4:44
David Bowie [David Bowie]
7 I Can't Give Everything Away 5:47
David Bowie [David Bowie]




Os membros da banda do cantor britânico David Bowie realizam uma homenagem ao artista
durante o BRIT Awards 2016, em Londres, em 24 de fevereiro de 2016.




Blackstar (estilizado como ★) é o vigésimo quinto álbum de estúdio do cantor britânico David Bowie, lançado em 8 de janeiro de 2016, no sexagésimo nono aniversário do músico e dois dias antes de sua morte e veio precedido pelos vídeos da faixa-título e de “Lazarus”. Sua doença não tinha sido revelada ao público até então. Co-produtor Tony Visconti descreveu o álbum como um canto do cisne planejado de Bowie e um "presente de despedida" para seus fãs antes de sua morte.

Após o lançamento, o álbum foi recebido com aclamação da crítica e sucesso comercial, no topo das paradas em vários países após a morte de Bowie, e transformou-se no único álbum de Bowie no topo do Billboard 200 nos Estados Unidos. O álbum permaneceu na posição do número um nas paradas britânicas por três semanas.

O disco contém sete faixas com influências de jazz. Duas delas são o single "Blackstar", lançado em 20 de novembro de 2015, e a canção "Sue (Or in a Season of Crime)", parte da coletânea Nothing Has Changed (2014).

A publicação portuguesa Blitz considerou Blackstar como sendo o melhor álbum internacional de 2016.

Sucessor do ótimo The Next Day (2013), Blackstar  foi Produzindo pelo próprio Bowie e por Tony Visconti. As sete faixas trazem David acompanhado por uma banda formada inteiramente por músicos de jazz - Donny McCaslin (flauta, saxofone e demais instrumentos de sopro), Ben Monder (guitarra), Jason Lindner (piano, órgão e teclado), Tim Lefebvre (baixo) e Mark Guiliana (bateria).

O background jazzístico da banda e a personalidade inquieta de Bowie geraram um trabalho naturalmente experimental. É o rock bebendo na sofisticação e na liberdade do jazz, pegando no gênero um passaporte para trilhar caminhos e estruturas que fogem do convencional. Tudo isso, devidamente costurado pela imensa capacidade de David Bowie de tornar a mais estranha das composições naturalmente audível e atraente. Assim, mesmo que naturalmente denso e sombrio (principalmente nas letras), Blackstar acaba se revelando um álbum que desce naturalmente aos ouvidos familiarizados com as harmonias e soluções rítmicas plurais do jazz, distantes do onipresente quatro por quatro do rock and roll.

A música que batiza o disco abre o álbum em uma suíte dividida em duas partes distintas. A primeira, com quase cinco minutos de duração, conta com um arranjo desarmônico e serve de base para a poesia de Bowie. Já a segunda traz a canção para um ponto mais habitual e confortável, e nela David expõe a sua carta de intenções: “I'm not a rockstar, I’m a not a filmstar, I’m not a pornstar, I’m a blackstar”. 

“Lazarus”, o segundo single do trabalho, funciona também como uma canção de despedida de David Bowie endereçada aos seus milhões de fãs em todo o mundo, e traz a frase “olhe para cima, estou no céu”, cantada pelo inglês como que confortando seus admiradores, amigos e familiares. Este mesmo sentimento de despedida pode ser aplicado na interpretação de “Girl Loves Me”, com Bowie dando adeus para sua esposa Iman, companheira de 23 anos. E, como que repassando sua vida, Bowie encerra o disco declarando que não pode dar tudo em “I Can’t Give Everything Away”, frase que nós, seus fãs, respondemos em uníssono: você nos deu muito mais do que poderíamos sonhar, David.

Blackstar é um álbum diferente de The Next Day, assim como todos os trabalhos de David Bowie possuem sua própria personalidade e são distintos entre si. A comoção gerada pela sua morte, naturalmente, influenciará a recepção que o disco receberá do público e da crítica, mas o fato é que Blackstar é uma despedida muito forte, um grande trabalho que fecha com maestria uma das mais consistentes, inovadoras e influentes trajetórias da história do rock.

Obrigado por tudo, David. Vá em paz, Bowie. O que você deixou neste mundo nos acompanhará durante toda a vida.

Fontes:
https://pt.wikipedia.org
http://www.collectorsroom.com.br
Por Ricardo Seelig 


Vídeos 

1 ★  [Blackstar]

7 I Can't Give Everything Away

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