Artista: Link Wray
Nasceu: 02-05-1929, Dunn, NC, United States
Data da Morte: 5-11-2005, København, Hovedstaden, Denmark
Lançamento: 1960
Gravadora: Scorpio Distribution
Produção: Chuck Sagle
Gêneros: Rockabilly, Rock & Roll
Surf Rock
Line-Up: Link Wray (guitar, vocals), Vernon Wray (guitar), Doug Wray (drums), Brantley "Shorty" Horton (bass), Dixie Neal (steel guitar), Ed Cynar (bass), John Van Horn (guitar)
Título - Duração
Compositor [performance]
A1 Caroline 2:20
L. Wray, Mark Grant [Link Wray & His Wraymen]
A2 Slinky 2:32
L. Wray, Mark. Grant [Link Wray & His Wraymen]
A3 Right Turn 1:45
L. Wray, Mark Grant [Link Wray & His Wraymen]
A4 Rendezvous 1:53
Carl Stevens [Link Wray & His Wraymen]
A5 Dixie-Doodle 2:07F. Wray, Mark Grant [Link Wray & His Wraymen]
A6 Ramble 2:13
L. Wray, Mark Grant [Link Wray & His Wraymen]
B1 Hand Clapper 2:19
L. Wray, Mark Grant [Link Wray & His Wraymen]
B2 Raw-Hide 2:06
L. Wray, Mark Grant [Link Wray & His Wraymen]
B3 Lillian 1:48
L. Wray, Mark Grant [Link Wray & His Wraymen]
B4 Radar 2:15
L. Wray, Mark Grant [Link Wray & His Wraymen]
B5 Comanche 2:03
L. Wray, Mark Grant [Link Wray & His Wraymen]
B6 Studio Blues 2:02
Carl Stevens [Link Wray & His Wraymen]
O primeiro álbum de Link Wray, como costumava ser o costume em 1960, era uma combinação dos dois lados de seus três primeiros singles épicos com mais meia dúzia de outras faixas. Um desses singles foi "Raw-Hide" de Duane Eddy, seu único hit a se alinhar com "Rumble" em termos de sucesso; Ramble (com "a") é um retrabalho disfarçado (e inferior) de seu clássico "Rumble".
Apesar de ser um excelente álbum instrumental do rock and roll, que já inicia de forma enérgica com "Caroline", "Slinky" e "Right Turn", é na verdade é mais inibido e menos criativo do que o seu trabalho clássico para a Swan Records no início e meados dos anos 1960, e pode desapontar um pouco aqueles que se depararam com algumas dessas últimas canções (como "Jack the Ripper") antes de ouvir esse disco. Ainda assim, a marca registrada de Link, os tons baixos e os movimentos mais rápidos e mais agudos tornaram-se conhecidos por toda parte. As músicas tendem a apresentar progressões básicas de acordes de rock & roll, e exibem uma influência mais pronunciada de Duane Eddy (não apenas em "Raw-Hide", mas também em "Right Turn" e "Caroline") do que em seus trabalhos posteriores seria. Embora esse trabalho tenha sido reeditado como um CD independente, todas as músicas também estão no CD Slinky! The Epic Sessions 1958-1961, que é uma alternativa recomendada, já que tem cerca de três dúzias de faixas adicionais gravadas durante a mesma época.
Intuitivo e visceral, Link Wray nunca foi um virtuose na guitarra, mas sempre soube se virar muito bem com o que era capaz de fazer com o instrumento e até tirou bastante proveito das próprias limitações, percebendo desde muito cedo que simplicidade e energia eram tudo o que precisava para desenvolver seu material.
Ao adulterar seu amplificador – perfurando o cone do auto-falante com um lápis, para obter o primeiro efeito fuzz-tone da história – Wray foi o pioneiro na utilização do fuzz (Uma espécie de distorção), transformando essa distorção e o ruído do feedback em elementos habilmente moldados como parte da sua composição. Dessa forma, Link Wray criou um novo idioma para a guitarra elétrica e forjou um estilo inconfundível, que influenciou o garage rock, o punk e o psychobilly. Mas aqueles eram os anos 50, e para o ‘mundo dos adultos’ e a sociedade em geral aquilo não passava de barulho, de música de baixíssimo calão, quando na verdade testemunhavam a criação dos power chords (que se tornou popular entre os guitarristas porque, quando tocado em um processo de distorção, amplifica o efeito da saturação e não provoca as dissonâncias), que serviria de base da maioria do rock contemporâneo.
Normalmente quando falam da história do rock e da guitarra, o clichê sempre foi citar os nomes de Jimi Hendrix, Eric Clapton ou Jimmy Page. Mas todos esses sempre citaram Wray como grande influência para eles mesmos. Pete Townshend confessou que se não tivesse ouvido Rumble, nunca teria pegado numa guitarra.
Vídeos
Rumble
B2 Raw-Hide


Caesar
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