Nasceu: 12-11-1945, Toronto, ON, Canada
Atualmente: Redwood City, CA, United States
Lançamento: 14-03-1969
Gravadora: Reprise
Produção: Neil Young, David Briggs
Gêneros: Country Rock, Singer/Songwriter
Folk Rock, Hard Rock
Pessoal: Neil Young (guitarra, vocal líder), Danny Whitten (guitarra, vocal), Billy Talbot (baixo), Ralph Molina (bateria, vocal), Bobby Notkoff violino em "Running Dry (Requiem para os Rockets)"), Robin Lane ( harmonia vocal em "Round and Round").
Título - Duração
Compositor [Performance Vocal]
A1 Cinnamon Girl
Neil Young [Neil Young]
A2 Everybody Knows This Is Nowhere
Neil Young [Neil Young]
A3 Round & Round (It Won't Be Long)
Neil Young [Neil Young]
A4 Down by the River
Neil Young [Neil Young]
B1 The Losing End (When You're On)
Neil Young [Neil Young]
B2 Running Dry (Requiem for the Rockets)
Neil Young [Neil Young]
B3 Cowgirl in the Sand
Neil Young [Neil Young]
Everybody Knows This Is Nowhere é o segundo álbum de estúdio da carreira do músico canadense Neil Young e um dos grandes trabalhos gravados pelo artista no decorrer de sua carreira. Lançado via Reprise Records em 14 de março de 1969, marca o início da colaboração do cantor com o Crazy Horse, co-creditados em diversos álbuns da carreira de Young,
Crazy Horse lançaram cinco discos de autoria própria. A banda foi formada em 1963 em Los Angeles, Califórnia como Danny & the Memories e posteriormente renomeada para The Rockets, Apesar de intermitente, a parceria se manteria por mais de 40 anos. O último trabalho conjunto da banda com o músico é o disco Americana, lançado em junho de 2012.
Crazy Horse injetou muito peso nas composições de Young e levou o seu som a limites extremos, carregando na distorção e na microfonia. A química entre Neil e o Crazy Horse, instantânea e sobrenatural, foi capturada em sua plenitude em Everybody Knows This is Nowhere. Registrado em apenas duas semanas e mantendo a espontaneidade através de um processo de gravação quase totalmente ao vivo no estúdio, o álbum segue um caminho até certo ponto lógico na então trajetória de Young.
Em Everybody Knows This is Nowhere a união entre o rock, o folk e, principalmente, o country, que marca as composições de Neil desde os tempos do Buffalo Springfield, atinge um de seus pontos mais altos. A crueza do country, com sua aspereza habitual, ficou ainda mais evidente com as interpretações da Crazy Horse. Com timbres cortantes e nem um pouco polidos, Talbot, Molina e Whitten transbordam sentimentos em uma performance absolutamente impecável. Não há no disco um alto grau de refinamento técnico, e ele nem caberia aqui. Muito da força do LP está justamente no despojamento que marca a relação entre os músicos, fazendo com que suas canções transmitam honestidade e credibilidade, dois aspectos não tão em voga hoje em dia.
Já Neil Young mostrou logo de cara que havia chegado para ficar e escrever seu nome a ferro e fogo no Olimpo da música. Compositor de talento ímpar, letrista com o raro poder de transmitir seus sentimentos com tal clareza que passamos a acreditar que eles são praticamente os mesmos que os nossos, o trovador canadense mostra em Everybody Knows This is Nowhere o porque de ser considerado um dos pilares do rock norte-americano.
Desde a abertura com os riffs pesados de “Cinnamon Girl” até os solos estendidos e cheios de emoção de “Cowgirl in the Sand”, o que se ouve é de uma qualidade sublime. Com um repertório muito consistente, onde destacam-se canções como a sentimental faixa título, “Round and About (It Won´t Be Long)”, “The Losing End (When You´re On)” e “Running Dry (Requiem for the Rockets)”, o disco está sustentado em duas composições espetaculares, que mais parecem jams entre os músicos. “Down by the River” tem um andamento arrastado e preguiçoso, com as guitarras de Young e Whitten se completando em acordes complementares, uma preenchendo os espaços deixados pela outra, alcançando um resultado que deveria ser mostrado para toda e qualquer pessoa que está dando os seus primeiros passos no rock. Já “Cowgirl in the Sand” derrama acordes agressivos e solos desesperados, em uma avalanche sonora que encerra o álbum sem deixar pedra sobre pedra.
Everybody Knows This is Nowhere é um dos melhores discos lançados por Neil Young em toda a sua carreira, mas não só isso. Suas canções são um documento permanente da genialidade de um músico sem igual que, passados mais quarenta anos de seu lançamento original, ainda mantém-se inquieto e contestador, fazendo o que acha correto sem nunca se submeter as regras que tentam lhe impôr. Uma atitude que rendeu algumas dores de cabeça, mas conferiu a Neil uma qualidade que pouquíssimos artistas, em todas as áreas, podem se gabar de possuir: credibilidade.
O disco chegou a 34ª posição na Billboard 200 dos EUA e foi certificado com álbum de platina pela RIAA (Recording Industry Association of America).
Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na 208ª posição em sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.
Fonte:
http://www.collectorsroom.com.br
Crazy Horse lançaram cinco discos de autoria própria. A banda foi formada em 1963 em Los Angeles, Califórnia como Danny & the Memories e posteriormente renomeada para The Rockets, Apesar de intermitente, a parceria se manteria por mais de 40 anos. O último trabalho conjunto da banda com o músico é o disco Americana, lançado em junho de 2012.
Crazy Horse injetou muito peso nas composições de Young e levou o seu som a limites extremos, carregando na distorção e na microfonia. A química entre Neil e o Crazy Horse, instantânea e sobrenatural, foi capturada em sua plenitude em Everybody Knows This is Nowhere. Registrado em apenas duas semanas e mantendo a espontaneidade através de um processo de gravação quase totalmente ao vivo no estúdio, o álbum segue um caminho até certo ponto lógico na então trajetória de Young.
Em Everybody Knows This is Nowhere a união entre o rock, o folk e, principalmente, o country, que marca as composições de Neil desde os tempos do Buffalo Springfield, atinge um de seus pontos mais altos. A crueza do country, com sua aspereza habitual, ficou ainda mais evidente com as interpretações da Crazy Horse. Com timbres cortantes e nem um pouco polidos, Talbot, Molina e Whitten transbordam sentimentos em uma performance absolutamente impecável. Não há no disco um alto grau de refinamento técnico, e ele nem caberia aqui. Muito da força do LP está justamente no despojamento que marca a relação entre os músicos, fazendo com que suas canções transmitam honestidade e credibilidade, dois aspectos não tão em voga hoje em dia.
Já Neil Young mostrou logo de cara que havia chegado para ficar e escrever seu nome a ferro e fogo no Olimpo da música. Compositor de talento ímpar, letrista com o raro poder de transmitir seus sentimentos com tal clareza que passamos a acreditar que eles são praticamente os mesmos que os nossos, o trovador canadense mostra em Everybody Knows This is Nowhere o porque de ser considerado um dos pilares do rock norte-americano.
Desde a abertura com os riffs pesados de “Cinnamon Girl” até os solos estendidos e cheios de emoção de “Cowgirl in the Sand”, o que se ouve é de uma qualidade sublime. Com um repertório muito consistente, onde destacam-se canções como a sentimental faixa título, “Round and About (It Won´t Be Long)”, “The Losing End (When You´re On)” e “Running Dry (Requiem for the Rockets)”, o disco está sustentado em duas composições espetaculares, que mais parecem jams entre os músicos. “Down by the River” tem um andamento arrastado e preguiçoso, com as guitarras de Young e Whitten se completando em acordes complementares, uma preenchendo os espaços deixados pela outra, alcançando um resultado que deveria ser mostrado para toda e qualquer pessoa que está dando os seus primeiros passos no rock. Já “Cowgirl in the Sand” derrama acordes agressivos e solos desesperados, em uma avalanche sonora que encerra o álbum sem deixar pedra sobre pedra.
Everybody Knows This is Nowhere é um dos melhores discos lançados por Neil Young em toda a sua carreira, mas não só isso. Suas canções são um documento permanente da genialidade de um músico sem igual que, passados mais quarenta anos de seu lançamento original, ainda mantém-se inquieto e contestador, fazendo o que acha correto sem nunca se submeter as regras que tentam lhe impôr. Uma atitude que rendeu algumas dores de cabeça, mas conferiu a Neil uma qualidade que pouquíssimos artistas, em todas as áreas, podem se gabar de possuir: credibilidade.
Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na 208ª posição em sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.
Fonte:
http://www.collectorsroom.com.br
Vídeos
A1 Cinnamon Girl
A4 Down by the River
A1 Cinnamon Girl
A4 Down by the River


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