Artista: The Velvet Underground
Formação: 1965, New York, NY, United States
Lançamento: Março de 1969
Gravadora: MGM
Produção: The Velvet Underground
Gêneros: Folk Rock, Experimental Rock, Pop Rock,
Art Rock
Lneup: Lou Reed (guitarra líder e rítmica, piano, vocal líder, exceto onde anotado, verso e co-vocais em "The Murder Mystery"), Sterling Morrison (guitarra líder e rítmica, verso e co-vocais em "The Murder Mystery", backing vocals), Maureen Tucker (percussão, vocal líder em "After Hours", coro e co-vocal em "The Murder Mystery", backing vocals), Doug Yule (guitarra baixo, orgão, líder vocal em "Candy Says", coro e co-vocals em "The Murder Mystery", backing vocals)
A1 Candy Says 4:09
Lou Reed [Doug Yule]
A2 What Goes On 4:52
Lou Reed [Lou Reed]
A3 Some Kinda Love 3:35
Lou Reed [Lou Reed]
A4 Pale Blue Eyes 5:40
Lou Reed [Lou Reed]
A5 Jesus 3:24
Sterling Morrison / Lou Reed / Moe Tucker / Doug Yule [Lou Reed]
B1 Beginning to See the Light 4:45
Lou Reed [Lou Reed]
B2 I'm Set Free 4:05
Sterling Morrison / Lou Reed / Moe Tucker / Doug Yule [Lou Reed]
B3 That's the Story of My Life 2:05
Sterling Morrison / Lou Reed / Moe Tucker / Doug Yule [Lou Reed]
B4 The Murder Mystery 8:55
Lou Reed [Lou Reed]
B5 After Hours 2:05
Lou Reed [Maureen Tucker]
![]() |
| Doug Yule, Lou Reed, Sterling Morrison and Maureen 'Moe' Tucker |
The Velvet Underground é o terceiro álbum de estúdio da banda The Velvet Underground, lançado em 1969 pela MGM1. Gravado em 1968 no TTG Studios em Hollywood, Califórnia, foi seu primeiro disco a apresentar Doug Yule em substituição a John Cale. Esse disco apresenta uma temática menos agressiva, assim como seus sucessores, e uma sonoridade que consiste basicamente de baladas e canções de rock diretas, sendo mais voltado para o Folk e Blues, mas ainda possui faixas com puro experimentalismo como "Murder Mystery" e "What Goes On". Contém letras irônicas, como em "Jesus" e suaves como em "Pale Blue Eyes".
Se levarmos em conta a agressividade imposta no debut lançado em 1967 e a completa reformulação dos sons apresentada em White Light/White Heat (1968), com o terceiro registro em estúdio, o The Velvet Underground parecia buscar por um efeito natural de oposição. Musicalmente controlado e livre das experimentações, o disco abre de forma evidente um espaço autoral para a poesia de Lou Reed – agora desacompanhado de John Cale. Cada vez mais influenciado pelas drogas, o músico atravessa grande parte do disco em uma descrição melancólica sobre o próprio cenário que o cerca. Seja ao assinar confissões, em Pale Blue Eyes, ou tingir com ironia os versos de Jesus, a cada passo dado pela obra, Reed se converte em matéria-prima para as composições. Melódico, o disco parece crescer dentro do mesmo universo sombrio representado com acerto pela capa do álbum, com todos os sons sendo confortavelmente instalados em um estágio de proximidade. Mesmo a boa forma e os novos rumos não conseguiram atrair a atenção do público, muito mais interessado no peso do novo rock que aflorava naquele momento.
Lou Reed, principal compositor do grupo, disse sobre o álbum: "Eu realmente não achava que deviamos fazer um outro White Light/White Heat. Eu pensei que seria um erro terrível e eu realmente acreditava no que eu pensava em fazer... demonstrar o outro lado de nós. Caso contrário, se tornaria uma coisa unidimensional, o que tinha de ser evitado a todo custo". Maureen Tucker disse: "Eu estava satisfeita com o rumo que estávamos tomando com a nova calma no grupo, e pensando em um bom futuro, esperando que as pessoas iriam ficar espertas e alguma gravadora iria nos levar e nos fazer justiça". Doug Yule disse que o álbum "Foi muito divertido. As sessões foram construtivas, felizes e criativas, toda mundo estava trabalhando junto".
Em uma revisão contemporânea para The Village Voice, o crítico de música Robert Christgau viu como o melhor álbum da banda, achando-o melodioso, bem escrito, e, excepcionalmente, bem cantado, apesar de "um outro experimento chato" em "The Murder Mystery...". Lester Bangs, escrevendo para a revista Rolling Stone, sentiu que o registro não se encontra em pé de igualdade com "White Light / White Heat" e tem erros como "The Murder Mystery" e "Pale Blue Eyes", mas no final disse que a sua combinação de música poderosamente expressiva e letras profundamente sentimentais irá persuadir os detratores da banda a acreditarem que eles podem "escrever e tocar qualquer tipo de música que eles queiram com igual brilho". Nick Butler do site Sputnikmusic sentiu que, apesar de não ser tão bom quanto o álbum de estreia da banda, The Velvet Underground "ainda é um álbum brilhante".
Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na 314ª posição em sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.
Se levarmos em conta a agressividade imposta no debut lançado em 1967 e a completa reformulação dos sons apresentada em White Light/White Heat (1968), com o terceiro registro em estúdio, o The Velvet Underground parecia buscar por um efeito natural de oposição. Musicalmente controlado e livre das experimentações, o disco abre de forma evidente um espaço autoral para a poesia de Lou Reed – agora desacompanhado de John Cale. Cada vez mais influenciado pelas drogas, o músico atravessa grande parte do disco em uma descrição melancólica sobre o próprio cenário que o cerca. Seja ao assinar confissões, em Pale Blue Eyes, ou tingir com ironia os versos de Jesus, a cada passo dado pela obra, Reed se converte em matéria-prima para as composições. Melódico, o disco parece crescer dentro do mesmo universo sombrio representado com acerto pela capa do álbum, com todos os sons sendo confortavelmente instalados em um estágio de proximidade. Mesmo a boa forma e os novos rumos não conseguiram atrair a atenção do público, muito mais interessado no peso do novo rock que aflorava naquele momento.
Em uma revisão contemporânea para The Village Voice, o crítico de música Robert Christgau viu como o melhor álbum da banda, achando-o melodioso, bem escrito, e, excepcionalmente, bem cantado, apesar de "um outro experimento chato" em "The Murder Mystery...". Lester Bangs, escrevendo para a revista Rolling Stone, sentiu que o registro não se encontra em pé de igualdade com "White Light / White Heat" e tem erros como "The Murder Mystery" e "Pale Blue Eyes", mas no final disse que a sua combinação de música poderosamente expressiva e letras profundamente sentimentais irá persuadir os detratores da banda a acreditarem que eles podem "escrever e tocar qualquer tipo de música que eles queiram com igual brilho". Nick Butler do site Sputnikmusic sentiu que, apesar de não ser tão bom quanto o álbum de estreia da banda, The Velvet Underground "ainda é um álbum brilhante".
Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na 314ª posição em sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.
Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.
Vídeos
A2 What Goes On
A3 Some Kinda Love
A3 Some Kinda Love
Fontes:
wikipedia.org
miojoindie.com.br


Caesar CPO
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