Artista: Love
Formação: 1965, Los Angeles, CA, United States
Dissolvida: 2005
Lançamento: 11/1967
Gravadora: Elektra, Rhino
Produção: Bruce Botnick, Arthur Lee
Gêneros: Psychedelic Rock, Psychedelic Pop, Psychedelic Folk
Baroque Pop
Lineup: Arthur Lee (vocal líder, guitarra), Johnny Echols (guitarra líder), Bryan MacLean (guitar rítmica, background vocais (vocal líder em "Old Man" e co-vocal líder em "Alone Again Or"), Ken Forssi (guitarra baixo), Michael Stuart (bateria, percussão)
Título - Duração
Compositor [Performance Vocal]
A1 Alone Again Or 3:15
Bryan MacLean [Arthur Lee / Bryan MacLean]
A2 A House Is Not a Motel 3:25
Arthur Lee [Arthur Lee]
A3 Andmoreagain 3:15
Arthur Lee / Bryan MacLean [Arthur Lee]
A4 The Daily Planet 3:25
Arthur Lee [Arthur Lee]
A5 Old Man 2:57
Bryan MacLean [Bryan MacLean]
A6 The Red Telephone 4:45
Arthur Lee [Arthur Lee]
B1 Maybe the People Would Be the Times or Between Clark and Hilldale 3:30
Arthur Lee [Arthur Lee]
B2 Live and Let Live 5:24
Arthur Lee [Arthur Lee]
B3 The Good Humor Man He Sees Everything Like This 3:00
Arthur Lee [Arthur Lee]
B4 Bummer in the Summer 2:20
Arthur Lee [Arthur Lee]
B5 You Set the Scene 6:49
Arthur Lee [Arthur Lee]
Forever Changes é o terceiro álbum da banda americana de rock psicodélico Love, lançado pela Elektra Records em novembro de 1967. É um daqueles discos imperdíveis de 1967 e de toda a história do rock. Dizem que essa foi a resposta de Arthur Lee ao álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" dos Beatles, o que em parte foi bem sucedido, já que este álbum se transformou no triunfo sônico dos Love e um dos melhores discos de todos os tempos comparável mesmo ao “Sgt. Peppers” dos Beatles em termos de excelência musical.
Musicalmente, o álbum é muito ambicioso, com inclusão de elaborados arranjos de cordas e sopros, complexas estruturas orquestrais que permeiam os arranjos de suas canções únicas, que vão desde a música Folk, passagens de Rhythm & Blues aliada a tons de balada e claras inspirações de música erudita.
Os dois primeiros discos "Love" e "Da Capo" venderam cerca de 100 mil cópias, número expressivo para a época. Entretanto por seu forte temperamento Lee se recusava a excursionar com a banda muito longe de Los Angeles, cidade onde então haviam se estabelecido, o que de certo modo tornava o Love um grupo cult fora da cena californiana. De nada adiantou a insistência da gravadora por uma excursão e um hit single como “Light My Fire” dos Doors. Nas palavras de Jac Holzman, presidente do selo: "Arthur era e provavelmente é uma das pessoas mais espertas que conheci do meio. Apesar do talento, ele preferia ficar isolado mais do que o necessário e isso prejudicou muito sua carreira. Ele foi um dos maiores gênios que conheci, mas apesar de tanta genialidade, se recusava a aparecer em público. O desconhecimento público de figura de Lee pode ser constatado durante as sessões das gravações de "Forever Changes". Lee disse:
"Eu entrei no estúdio e sentei em uma das cadeiras. Devo ter permanecido lá por pelo menos 45 minutos, quando um dos músicos clássicos disse:" Se esse Arthur Lee não aparecer logo, eu vou embora. "Eu disse:" Eu sou Arthur. "A maioria deles, se não todos eles não podiam acreditar no que viam. Esse cara hippie negro é Arthur Lee?"
Após o sucesso dos dois primeiros discos, acontece o que não é raro em várias bandas de rock no auge da carreira, com o grupo vivendo uma seria crise interna com os integrantes se afastando um dos outros, cada vez menos interessados em tocar em conjunto e uma vez mais interessados em obter lucros. A banda esporadicamente se reunia em estúdio para trabalhar as novas canções. Como bem lembra Lee: "Nós tínhamos o costume de trabalhar toda a noite. Depois que começamos a ganhar dinheiro paramos de produzir. Quanto mais dinheiro entrava, menos produzíamos e isso deteriorou o Love. Cada um queria seu carro, sua casa e não precisavam mais de mim, que escrevia 90% das canções.”
Neste ritmo e com pouco entusiasmo por parte dos seus integrantes dificilmente seria gravado um trabalho decente e parecia uma tarefa quase impossível um terceiro disco do grupo. Foi aí que apareceu o arranjador das cordas e metais David Angel - figura central para a concepção deste álbum. Com o insucesso das tentativas de gravação de junho de 67, que resultou na gravação de apenas duas músicas "Andmoreagain" e "The Daily Planet", a banda retornaria ao estúdio durante quase três meses por períodos descontinuados de um ou dois dias para terminar o que havia começado. A esta altura Arthur Lee já estava ciente de que sua banda não possuía membros tão técnicos como o Jimi Hendrix Experience e o The Doors. Sua ideia era então fazer um disco bem menos enérgico e mais calcado nas canções que então teriam um maior requinte instrumental e de fato as canções que compõe “Forever Changes” são de uma sofisticação poucas vezes (ou talvez nunca mais) alcançada na historia do Rock. Angel cooptou músicos da Filarmônica de Los Angeles e Lee então lhes explicava em quais partes desejava ter o som mais elaborado. Foi assim que, quase no fim de 1967 e após 4 exaustivos meses de trabalho, deu as caras ao mundo o excepcional "Forever Changes" .
O álbum inicia com “Alone Again Or”, com uma excepcional sessão flamenco e metais em dado trecho da canção. Embora Arthur Lee fosse compositor de 90% das músicas do Love, esta obra-prima é de autoria de Bryan MacLean e, curiosamente, talvez seja a canção mais conhecida do Love. Em seguida vem a psicodélica “A House Is Not A Motel”, que mostra a diversidade de arranjos do disco. “Andmoreagain” é uma balada romântica com belíssimo trabalho nas cordas. Em “The Daily Planet” temos um dos melhores rock do grupo, recortada por belas e abruptas interrupções solo do violão e com a guitarra fazendo contraponto, acompanhados pela extrema precisão da bateria de Stuart. “Old Man” é uma Folk bastante bucólica com importantes intervenções da filarmônica de Los Angeles e a emocionada interpretação de Lee nos vocais.
“The Red Telephone” é um capítulo a parte nesse disco: A composição é de rara beleza em seu contexto psicodélico e fala sobre a situação do homem comum perante a existência. indubitavelmente se trata de uma das maiores canções de todos o tempos com arranjos de sinfonia simplesmente geniais. Segundo o próprio Lee, a misteriosa letra da canção teria sido escrita por ele após uma viagem regada a muito ácido em que teria assistido pessoas sendo mortas às margens de um enorme rio. "Quando eu fiz esse álbum", comentou Arthur Lee, "Pensei que ia morrer naquele momento em particular, e que aquelas seriam as minhas últimas palavras." Esta afirmação é corroborada talvez pelas linhas mais famosas do álbum, na música "The Red Telephone":
"Sentar-se numa encosta
Observando todas as pessoas morrem
Eu vou me sentir muito melhor do outro lado."
Arthur Lee na época com 26 anos acreditava loucamente que iria morrer e “Forever Changes” seriam as suas últimas palavras em vida, assim, esse trabalho seria sua “mudança para sempre”.
“The Red Telephone” pode ser ouvida ao fundo na cena mais marcante do filme "Aconteceu em Woodstock" (Taking Woodstock), de 2009, quando o personagem principal Elliot Teichberg (Demetri Martin) tem sua primeira experiência com LSD juntamente com um casal no interior de uma Kombi, tendo o festival como pano de fundo. Essa cena pode ser vista NESTE LINK.
“Maybe The People Would Be Times Or Between Clark And Hilldale” é uma balada flamenco-orquestral mesclando claras influências latinas com as inspirações mais eruditas de Arthur Lee. Já em “Live And Let Live” a banda arrisca um Folk aos moldes britânicos de Donovan entremeado por solos de guitarra ao melhor estilo Jerry Garcia. “The Good Humor Man See Everything Like This” apresenta-se no melhor estilo das baladas clássicas do Love, entrecortada por abruptas interrupções (com direito a final falso no meio da canção) aqui são as cordas e os instrumentos de sopros que dão a tônica da canção. A esta altura do disco a inesperada “Bummer In The Summer”, uma mistura do que seria um semi rap com Bob Dylan interrompidos por solos de guitarra de um country rock, certamente pega o ouvinte de surpresa. “You Set The Scene”, que se inicia no melhor estilo Pop Rock e gradualmente atinge o contorno de balada épica. É a música mais longa e trabalhada do disco e impressiona pela diversidade nos arranjos, encerrando assim com chave de ouro essa obra prima do Rock.
O álbum foi lançado em novembro, com arte da capa por Bob Pepper e vendeu apenas moderadamente, subindo para # 154 no Billboard charts (sem o benefício de um único hit). No entanto chegou ao Top 30 na Grã-Bretanha.
Em geral, os críticos amaram o álbum. O maior elogio veio em 2003 da revista britânica, NME, que classificou Forever Changes na 6ª posição em sua lista dos melhores álbuns de todos os tempos. Em 1998, os leitores da Q magazine votaram em Forever Changes na posição 82º como melhor disco de todos os tempos.
A Rolling Stone Magazine classificou em 2003 Forever Changes na posição 40 na sua lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos. Em uma edição especial da Revista Mojo, ele foi classificada como o segundo maior álbum psicodélico de todos os tempos, enquanto em 1995 ele ficou na posição 11º na lista Mojo dos 100 melhores álbuns já feitos.
Forever Changes ficou na posição 83º em uma pesquisa de 2005 realizada pela televisão britânica Channel 4 para determinar os 100 maiores álbuns de todos os tempos.
O disco foi elogiado por um grupo de deputados do Parlamento britânico em 2002 como sendo um dos maiores álbuns de todos os tempos. Em 2003. O álbum foi introduzido no Hall da Fama do Grammy em 2008.
O Love gravou três discos com a formação original: o Love e o Da Capo, de 1966, e este Forever Changes, de 1967. Depois Lee desfez o grupo e continuou a carreira levando nome do Love com novos integrantes, sem no entanto conseguir realizar algo à altura do Love original, banda que influenciou grande parte dos artistas da cena californiana. Lee era frequentemente comparado à Syd Barrett e Roky Erickson. Barrett, durante sua breve carreira de pop star, conclamava aos quatro cantos que o Love era a principal influência de sua banda, o Pink Floyd.
Bem, apesar de seus temores, no fim das contas Arthur Lee viveu por muito tempo ainda (morreria apenas em 2006), continuando com o nome do grupo por alguns discos irregulares, mas felizmente deixou em “Forever Changes” uma herança para toda a humanidade para quem quiser matar saudades desse amor derretido por excesso de ácido e criatividade.
Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na 40ª posição em sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos e, no mesmo ano, listou a música "Alone Again Or" na 436ª posição em sua lista das maiores canções de todos os tempos (500 Greatest Songs of All Time).
Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer" (1001 Albums You Must Hear Before You Die), lançado pela primeira vez em 2007.
Pessoal adiconal:
David Angel: arranjador, orquestrações
Cordas: Robert Barene, Arnold Belnick, James Getzoff, Marshall Sosson, Darrel Terwilliger (violinos); Norman Botnick (viola); Jesse Ehrlich (violoncelo); Chuck Berghofer (string baixo)
Horns: Bud Brisbois, Roy Caton, Ollie Mitchell (trompetes); Richard Leith (trombone)
Carol Kaye: (possivelmente) guitarra baixo em "Andmoreagain" e "The Daily Planet"
Don Randi: piano em "Andmoreagain" e "The Daily Planet"
Billy Strange: guitarra em "Andmoreagain" e "The Daily Planet"
Hal Blaine: bateria em "Andmoreagain" e "The Daily Planet"
Neil Young: arranjador em "The Daily Planet"
Musicalmente, o álbum é muito ambicioso, com inclusão de elaborados arranjos de cordas e sopros, complexas estruturas orquestrais que permeiam os arranjos de suas canções únicas, que vão desde a música Folk, passagens de Rhythm & Blues aliada a tons de balada e claras inspirações de música erudita.
Os dois primeiros discos "Love" e "Da Capo" venderam cerca de 100 mil cópias, número expressivo para a época. Entretanto por seu forte temperamento Lee se recusava a excursionar com a banda muito longe de Los Angeles, cidade onde então haviam se estabelecido, o que de certo modo tornava o Love um grupo cult fora da cena californiana. De nada adiantou a insistência da gravadora por uma excursão e um hit single como “Light My Fire” dos Doors. Nas palavras de Jac Holzman, presidente do selo: "Arthur era e provavelmente é uma das pessoas mais espertas que conheci do meio. Apesar do talento, ele preferia ficar isolado mais do que o necessário e isso prejudicou muito sua carreira. Ele foi um dos maiores gênios que conheci, mas apesar de tanta genialidade, se recusava a aparecer em público. O desconhecimento público de figura de Lee pode ser constatado durante as sessões das gravações de "Forever Changes". Lee disse:
"Eu entrei no estúdio e sentei em uma das cadeiras. Devo ter permanecido lá por pelo menos 45 minutos, quando um dos músicos clássicos disse:" Se esse Arthur Lee não aparecer logo, eu vou embora. "Eu disse:" Eu sou Arthur. "A maioria deles, se não todos eles não podiam acreditar no que viam. Esse cara hippie negro é Arthur Lee?"
Após o sucesso dos dois primeiros discos, acontece o que não é raro em várias bandas de rock no auge da carreira, com o grupo vivendo uma seria crise interna com os integrantes se afastando um dos outros, cada vez menos interessados em tocar em conjunto e uma vez mais interessados em obter lucros. A banda esporadicamente se reunia em estúdio para trabalhar as novas canções. Como bem lembra Lee: "Nós tínhamos o costume de trabalhar toda a noite. Depois que começamos a ganhar dinheiro paramos de produzir. Quanto mais dinheiro entrava, menos produzíamos e isso deteriorou o Love. Cada um queria seu carro, sua casa e não precisavam mais de mim, que escrevia 90% das canções.”
Neste ritmo e com pouco entusiasmo por parte dos seus integrantes dificilmente seria gravado um trabalho decente e parecia uma tarefa quase impossível um terceiro disco do grupo. Foi aí que apareceu o arranjador das cordas e metais David Angel - figura central para a concepção deste álbum. Com o insucesso das tentativas de gravação de junho de 67, que resultou na gravação de apenas duas músicas "Andmoreagain" e "The Daily Planet", a banda retornaria ao estúdio durante quase três meses por períodos descontinuados de um ou dois dias para terminar o que havia começado. A esta altura Arthur Lee já estava ciente de que sua banda não possuía membros tão técnicos como o Jimi Hendrix Experience e o The Doors. Sua ideia era então fazer um disco bem menos enérgico e mais calcado nas canções que então teriam um maior requinte instrumental e de fato as canções que compõe “Forever Changes” são de uma sofisticação poucas vezes (ou talvez nunca mais) alcançada na historia do Rock. Angel cooptou músicos da Filarmônica de Los Angeles e Lee então lhes explicava em quais partes desejava ter o som mais elaborado. Foi assim que, quase no fim de 1967 e após 4 exaustivos meses de trabalho, deu as caras ao mundo o excepcional "Forever Changes" .
O álbum inicia com “Alone Again Or”, com uma excepcional sessão flamenco e metais em dado trecho da canção. Embora Arthur Lee fosse compositor de 90% das músicas do Love, esta obra-prima é de autoria de Bryan MacLean e, curiosamente, talvez seja a canção mais conhecida do Love. Em seguida vem a psicodélica “A House Is Not A Motel”, que mostra a diversidade de arranjos do disco. “Andmoreagain” é uma balada romântica com belíssimo trabalho nas cordas. Em “The Daily Planet” temos um dos melhores rock do grupo, recortada por belas e abruptas interrupções solo do violão e com a guitarra fazendo contraponto, acompanhados pela extrema precisão da bateria de Stuart. “Old Man” é uma Folk bastante bucólica com importantes intervenções da filarmônica de Los Angeles e a emocionada interpretação de Lee nos vocais.
“The Red Telephone” é um capítulo a parte nesse disco: A composição é de rara beleza em seu contexto psicodélico e fala sobre a situação do homem comum perante a existência. indubitavelmente se trata de uma das maiores canções de todos o tempos com arranjos de sinfonia simplesmente geniais. Segundo o próprio Lee, a misteriosa letra da canção teria sido escrita por ele após uma viagem regada a muito ácido em que teria assistido pessoas sendo mortas às margens de um enorme rio. "Quando eu fiz esse álbum", comentou Arthur Lee, "Pensei que ia morrer naquele momento em particular, e que aquelas seriam as minhas últimas palavras." Esta afirmação é corroborada talvez pelas linhas mais famosas do álbum, na música "The Red Telephone":
"Sentar-se numa encosta
Observando todas as pessoas morrem
Eu vou me sentir muito melhor do outro lado."
Arthur Lee na época com 26 anos acreditava loucamente que iria morrer e “Forever Changes” seriam as suas últimas palavras em vida, assim, esse trabalho seria sua “mudança para sempre”.
“The Red Telephone” pode ser ouvida ao fundo na cena mais marcante do filme "Aconteceu em Woodstock" (Taking Woodstock), de 2009, quando o personagem principal Elliot Teichberg (Demetri Martin) tem sua primeira experiência com LSD juntamente com um casal no interior de uma Kombi, tendo o festival como pano de fundo. Essa cena pode ser vista NESTE LINK.
“Maybe The People Would Be Times Or Between Clark And Hilldale” é uma balada flamenco-orquestral mesclando claras influências latinas com as inspirações mais eruditas de Arthur Lee. Já em “Live And Let Live” a banda arrisca um Folk aos moldes britânicos de Donovan entremeado por solos de guitarra ao melhor estilo Jerry Garcia. “The Good Humor Man See Everything Like This” apresenta-se no melhor estilo das baladas clássicas do Love, entrecortada por abruptas interrupções (com direito a final falso no meio da canção) aqui são as cordas e os instrumentos de sopros que dão a tônica da canção. A esta altura do disco a inesperada “Bummer In The Summer”, uma mistura do que seria um semi rap com Bob Dylan interrompidos por solos de guitarra de um country rock, certamente pega o ouvinte de surpresa. “You Set The Scene”, que se inicia no melhor estilo Pop Rock e gradualmente atinge o contorno de balada épica. É a música mais longa e trabalhada do disco e impressiona pela diversidade nos arranjos, encerrando assim com chave de ouro essa obra prima do Rock.
O álbum foi lançado em novembro, com arte da capa por Bob Pepper e vendeu apenas moderadamente, subindo para # 154 no Billboard charts (sem o benefício de um único hit). No entanto chegou ao Top 30 na Grã-Bretanha.
Em geral, os críticos amaram o álbum. O maior elogio veio em 2003 da revista britânica, NME, que classificou Forever Changes na 6ª posição em sua lista dos melhores álbuns de todos os tempos. Em 1998, os leitores da Q magazine votaram em Forever Changes na posição 82º como melhor disco de todos os tempos.
A Rolling Stone Magazine classificou em 2003 Forever Changes na posição 40 na sua lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos. Em uma edição especial da Revista Mojo, ele foi classificada como o segundo maior álbum psicodélico de todos os tempos, enquanto em 1995 ele ficou na posição 11º na lista Mojo dos 100 melhores álbuns já feitos.
Forever Changes ficou na posição 83º em uma pesquisa de 2005 realizada pela televisão britânica Channel 4 para determinar os 100 maiores álbuns de todos os tempos.
O disco foi elogiado por um grupo de deputados do Parlamento britânico em 2002 como sendo um dos maiores álbuns de todos os tempos. Em 2003. O álbum foi introduzido no Hall da Fama do Grammy em 2008.
O Love gravou três discos com a formação original: o Love e o Da Capo, de 1966, e este Forever Changes, de 1967. Depois Lee desfez o grupo e continuou a carreira levando nome do Love com novos integrantes, sem no entanto conseguir realizar algo à altura do Love original, banda que influenciou grande parte dos artistas da cena californiana. Lee era frequentemente comparado à Syd Barrett e Roky Erickson. Barrett, durante sua breve carreira de pop star, conclamava aos quatro cantos que o Love era a principal influência de sua banda, o Pink Floyd.
Bem, apesar de seus temores, no fim das contas Arthur Lee viveu por muito tempo ainda (morreria apenas em 2006), continuando com o nome do grupo por alguns discos irregulares, mas felizmente deixou em “Forever Changes” uma herança para toda a humanidade para quem quiser matar saudades desse amor derretido por excesso de ácido e criatividade.
Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na 40ª posição em sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos e, no mesmo ano, listou a música "Alone Again Or" na 436ª posição em sua lista das maiores canções de todos os tempos (500 Greatest Songs of All Time).
Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer" (1001 Albums You Must Hear Before You Die), lançado pela primeira vez em 2007.
Pessoal adiconal:
David Angel: arranjador, orquestrações
Cordas: Robert Barene, Arnold Belnick, James Getzoff, Marshall Sosson, Darrel Terwilliger (violinos); Norman Botnick (viola); Jesse Ehrlich (violoncelo); Chuck Berghofer (string baixo)
Horns: Bud Brisbois, Roy Caton, Ollie Mitchell (trompetes); Richard Leith (trombone)
Carol Kaye: (possivelmente) guitarra baixo em "Andmoreagain" e "The Daily Planet"
Don Randi: piano em "Andmoreagain" e "The Daily Planet"
Billy Strange: guitarra em "Andmoreagain" e "The Daily Planet"
Hal Blaine: bateria em "Andmoreagain" e "The Daily Planet"
Neil Young: arranjador em "The Daily Planet"
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