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King Crimson - Red [1974]


Artista: King Crimson
Formação: 13-01-1969,  London, Greater London, United Kingdom
Lançamento: 05-10-1974
Gravadora: Island (Reino Unido), Atlantic (América do Norte)
Produção: King Crimson
Gêneros: Progressive Rock, Art Rock
Hard Rock, Jazz-Rock

Line-Up: Robert Fripp (guitarra, mellotron), John Wetton (baixo, vocal),  Bill Bruford  (bateria, percussão)








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  (Licença: Spotify)


Título - Duração
Compositor [Performance]


A1 Red 6:16 
Robert Fripp [King Crimson]
A2 Fallen Angel 5:59
Robert Fripp / Richard Palmer-James / John Wetton [King Crimson]
A3 One More Red Nightmare 7:07
Robert Fripp / John Wetton [King Crimson]
B1 Providence 8:07
Bill Bruford / David Cross / Robert Fripp / John Wetton [King Crimson]
B2 Starless 12:16
Bill Bruford / David Cross / Robert Fripp / Richard Palmer-James / John Wetton [King Crimson]




John Wetton, David Cross, Robert Fripp e Bill Bruford




Red é o sétimo álbum de estúdio da banda inglesa de rock progressivo King Crimson, lançado em 1974. Musicalmente, o disco é meio que um mostruário da maior parte dos estilos musicais usados pela banda até esse ponto, incluindo a sonoridade Jazz-Rock de Lizard e o uso de Mellotron da primeira fase, mas sob a sonoridade pesada e experimental da fase atual - que havia se iniciado em Larks' Tongues in Aspic, prosseguido em Starless and Bible Black e se encerrava em Red.

Essa mistura se devia, em parte, a união de gerações entre os músicos convidados: Ian McDonald, saxofonista da primeira fase do King Crimson, e David Cross, violinista que estava deixando o grupo, chegando a gravar algumas sessões para este disco.

O registro passou apenas uma semana nas paradas britânicas, no n º 45, ao passo que todos os álbuns de estúdio anteriores da banda tinham alcançado o Top 30. Nos Estados Unidos, chegou ao No. 66 na Billboard 200. No entanto, manteve-se um álbum popular entre os fãs e críticos.


Quando das gravações do Red, Robert Fripp via-se acompanhado apenas por John Wetton (baixo, vocais) e Bill Bruford (bateria, percussão). Brigas internas fizeram com que o violinista David Cross abandona-se o grupo logo após o lançamento de Starless and Bible Black, um disco de menor valor na carreira do grupo, e como uma cruz a ser carregada, a dúvida na sequência do trabalho pairou no ar novamente.

Porém, apesar de todos os problemas, a fama do grupo não parava de crescer. O último show de Cross com a banda foi no Central Park de Nova Iorque, e nos Estados Unidos, o grupo assinou um contrato de distribuição de seus álbuns com a gravadora Atlantic, além de antecipar um dinheiro extra para a gravação de um novo álbum.

Esse compromisso praticamente obrigou o trio a entrar nos estúdios, e Fripp não exitou em pedir ajuda para vários amigos, que auxiliaram no complemento daquele que se tornou o último álbum de estúdio do King Crimson nos anos 70.

Fripp estava cada vez mais desiludido com o mundo da música, e agora, dedicava sua atenção para as escrituras místicas de George Gurdjieff, passando a viver quase como em um retiro espiritual, deixando para Bruford e Wetton a tarefa de comandar as sessões de gravação. Inesperadamente, quando as gravações acabaram e a mixagem estava pronta, dias antes do lançamento do mesmo álbum, Fripp veio a imprensa, em 24 de setembro de 1974, anunciar o encerramento das atividades do King Crimson.

Bruford passou a integrar (temporariamente) o Gong, indo posteriormente parar no Genesis, enquanto que John Wetton substituiu Gary Thain no Uriah Heep, enquanto Fripp abandonou a música, mas antes, em 8 de outubro de 1974, Red, o derradeiro álbum do Crimson chegou às lojas.

A influência de Bruford e Wetton nas composições torna-se evidente nas duas principais faixas do Lado A do LP, que levam o nome do álbum. Uma delas é a faixa de abertura, “Red”, considerada uma obra-prima feita por um power-trio inconformado com o visível final da banda, e jogando seu suor com uma garra e raiva incomuns nas canções do Crimson, tanto que por conta dela, muitos acabam confundindo com uma banda de Heavy Metal em uma audição sem conhecimento de causa.

A faixa-título é um petardo instrumental que surge com a guitarra fazendo um tema inicial, em um breve crescendo acompanhado pelo baixo, que imita as mesmas notas, mas carregado de distorção, enquanto Bruford detona seu kit em várias viradas. A partir de então, o baixo (sempre com distorção) e a bateria conduzem um andamento simples para Fripp criar o tema principal através de seus acordes, com muito peso sendo expelido por parte do trio. Destaca-se os bends de Wetton, a precisa marcação de Bruford e as belas mudanças de acordes de Fripp.

O tema central repete-se integralmente, e ao seu final, o andamento muda, com um crescendo dos acordes da guitarra levando ao viajante tema central, com Wetton usando um arco de violino para emitir as notas do baixo, imitando um violoncelo, enquanto a guitarra fica fazendo uma repetição de acordes que hipnotiza. O clima é de tensão e agonia, em uma espécie de filme de suspense, e o mesmo é quebrado pelo retorno do tema central, que repete-se por mais duas estrofes com Bruford novamente dando show nas suas viradas, encerrando essa Maravilhosa canção com a repetição do tema da introdução, após quase sete minutos de duração que mais parecem sete segundos tamanha sua influência dentro da mente do ouvinte.

Não à toa, “Red” tornou-se favorita dos fãs do grupo. Seu peso, sua simplicidade e principalmente, os acordes de guitarra misturados com os bends do baixo e as viradas da bateria. Tanto que depois que o grupo retornou as atividades, a canção esteve presente em quase todos os setlists dos shows da banda. Red foi composta por Robert Fripp juntamente com uma música com a qual entraria em contraste, Blue, que nunca foi gravada. Uma parte de Red foi excluída antes da faixa ser gravada. Essa parte mais tarde foi incorporada em VROOOM VROOOM, do álbum THRAK de 1995.

“Fallen Angel” segue o álbum sendo uma canção mais amena, trazendo na sua introdução uma gravação de improvisos por Jamie Muir e David Cross, além de Robin Miller no oboé e Mark Charig na corneta. Essa foi a última canção do Crimson a ter Fripp na guitarra acústica. “One More Red Nightmare” é a outra violenta faixa do Lado A, com a participação de Ian McDonald no saxofone, e responsável por encerrar os trabalhos, e que de certo modo antecipa um pouco da sonoridade do King Crimson em alguns lançamentos futuros.

No lado B estão os improvisos de “Providence”, gravada ao vivo na cidade de mesmo nome, no dia 30 de junho de 1974 e ainda com Cross no violino. O álbum encerra com “Starless”, que resume um pouco o histórico sonoro da banda, variando de um tema cantado, em uma interpretação vocal fabulosa de Wetton, acompanhado de mellotron a momentos mais exaltados e totalmente instrumentais, com solos de sax e guitarra, e passando também por momentos de improvisação.

Revisões retrospectivas foram extremamente positivas. Numa delas, o site Allmusic declarou Red como mais fraco do que seus dois antecessores, mas ainda assim uma obra superlativa: "...poucos grupos intactos poderiam ter obtido um álbum tão bom quanto o Red. O fato dele ter sido criado por uma banda em seus estertores torna Red uma conquista ainda mais impressionante".  Robert Christgau também aplaudiu o álbum, chamando-o de "grande, poderoso, dissonante, e surpreendentemente lírico" e comentando que "isso faz para clássico-rock fusion o que Devotion do John McLaughlin fez para a fusão jazz-rock".

Em 2001 a revista Q nomeou Red como um dos "50 Álbuns mais pesados de todos os tempos".  Em uma entrevista em 1993 para uma revista francesa, Kurt Cobain citou Red como o melhor disco de todos os tempos. Ele também mencionou que o processo de composição do disco In Utero, do Nirvana, teve grande influência de Red, particularmente nos sons distorcidos. Os musicólogos Eric Tamm e Edward Macan ambos consideram Red, e, particularmente, a faixa "Starless", como destaque da carreira do King Crimson.

A faixa-título foi classificada número 87 na lista “100 Greatest Guitar Songs list” da Revista Rolling Stone. O site Pitchfork Media classificou Red como número 72 no “Top 100 Albums of the 1970s" Os usuários do Rateyourmusic.com classificam Red como álbum número 1 de 1974 e n º 47 como melhor álbum de todos os tempos. Red também foi votado o 8º melhor álbum de rock progressivo de todos os tempos pelo site progarchives.com.

O álbum teve lançamentos de CD em 1989 e 2001, cada um remasterizado por Fripp. Uma nova versão foi lançada em 21 de setembro de 2009, contendo um 5.1 Surround Sound mix em DVD-Audio (criado por Steven Wilson do Porcupine Tree , em colaboração com Fripp).

Em 1975 foi lançado o ao vivo USA, com a turnê de Starless and Bible Black sendo registrada em um belo álbum simples. Um longo hiato de cinco anos ocorre, e em 1980, Fripp retorna com o King Crimson, tendo na formação novamente Bill Bruford na bateria, e agora Tony Levin (baixo) e Adrian Belew (guitarra, vocais), criando uma nova etapa na carreira da banda, odiada por muitos, adorada por vários, e que lançou a trilogia Discipline (1981), Beat  (1982) e Three of a Perfect Pair (1984).

Mais idas e vindas ocorreram na carreira do grupo a partir de então, mas nada de Maravilhoso pode ser encontrado na Discografia do grupo, que até o momento, está considerado como extinto por conta de Fripp, que anunciou aposentadoria em 03 de agosto de 2012.


Músicos adicionais:
    David Cross - violino
    Mel Collins - saxofone
    Ian McDonald - saxofone
    Robin Miller - oboé
    Mark Charig - corneta


Vídeos

A1 Red 

B2 Starless


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Red_%28%C3%A1lbum_de_King_Crimson%29
http://en.wikipedia.org/wiki/Red_%28King_Crimson_album%29
http://consultoriadorock.com/2013/08/29/8907/
http://consultoriadorock.blogspot.com.br/2011/07/discografias-comentadas-king-crimson.html

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