English French German Spain Dutch Russian Japanese Chinese Simplified

Jimi Hendrix - Electric Ladyland [1968]


Artista: The Jimi Hendrix Experience
Nasceu: 27/11/1942, Seattle, WA, United States
Data da Morte: 18/09/1970, Kensington, Greater London, United Kingdom
Lançamento: 25/10/1968
Gravadora: Reprise (EUA), Track (Reino Unido)
Produção: Jimi Hendrix
Gêneros: Psychedelic Rock, Blues Rock, Acid Rock
Hard Rock


Lineup:
Jimi Hendrix - vocal, guitarra, piano, baixo em "Have You Ever Been (To Electric Ladyland)", "Long Hot Summer Night", "Gypsy Eyes", "1983" "House Burning Down" e "All Along the Watchtower"
Noel Redding - baixo em Crosstown Traffic", "Little Miss Strange", "Come On (Let the Good Times Roll)", "Burning of the Midnight Lamp" e "Voodoo Child (Slight Return)", guitarra acústico e vocal principal em "Little Miss Strange).
Mitch Mitchell - bateria (exceto em "Rainy Day Dream Away" e "Still Raining, Still Dreaming")




 Ouvir Todas  Ouvir Todas as Faixas
  (Licença: Spotify)




Título - Duração
Compositor [Performance]

Músicos Adicionais

A1        And the Gods Made Love  1:22
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]
A2        Have You Ever Been (To Electric Ladyland)  2:09
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]
A3        Crosstown Traffic  2:26
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]
A4        Voodoo Chile  14:58
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]
Jack Casady (baixo), Steve Winwood (órgão)
B1        Little Miss Strange  2:52
Noel Redding [The Jimi Hendrix Experience]
B2        Long Hot Summer Night  3:27
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]
Al Kooper (piano)
B3        Come On (Let The Good Times Roll)  4:10
Earl King [The Jimi Hendrix Experience]
B4        Gypsy Eyes  3:45
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]
B5        Burning of the Midnight Lamp  3:40
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]
C1        Rainy Day, Dream Away  3:40
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]
Buddy Miles (bateria), Larry Faucette (congas), Freddie Smith (saxofone tenor), Mike Finnigan (órgão)
C2        1983...(A Merman I Should Turn to Be)  13:09
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]
Chris Wood (flauta)
C3        Moon, Turn the Tides...Gently Gently Away  1:01
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]
D1        Still Raining, Still Dreaming  4:26
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]
Buddy Miles (bateria), Larry Faucette (congas), Freddie Smith (saxofone tenor), Mike Finnegan (órgão)
D2        House Burning Down          4:32
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]
D3        All Along the Watchtower  4:01
Bob Dylan [The Jimi Hendrix Experience]
D4        Voodoo Child (Slight Return)  5:11
Jimi Hendrix [The Jimi Hendrix Experience]


Olympia, Paris, 29 de Janeiro de 1968


Electric Ladyland é o terceiro e último álbum de estúdio de The Jimi Hendrix Experience, lançado como um álbum duplo em 25 de outubro de 1968. Ele liderou a Billboard 200 album chart por duas semanas em novembro de 1968 e alcançou o número 6 na UK Albums Chart no mesmo ano.

Este registro é visto como o auge da maestria de Jimi Hendrix e que sedimenta todas as suas facetas  como guitarrista. É frequentemente citado como um dos maiores álbuns de rock de todos os tempos. Não foi somente o último álbum do The Jimi Hendrix Experience, mas também o último álbum de estúdio a ser profissionalmente produzido sob sua supervisão.



Conteúdo

Electric Ladyland é um corte transversal de uma ampla gama do talento musical de Jimi Hendrix. Inclui exemplos de vários gêneros e estilos de música: o soul lisérgico de Have You Ever Been (To Electric Ladyland); experimentações com guitarras simulando a paranóia o tráfego intenso do trânsito  em "Crosstown Traffic"; o rock psicodélico em "Burning of the Midnight Lamp"; a extensão de blues jam session em "Voodoo Chile"; o New Orleans R&B de Earl King em "Come On"; a produção épica de estúdio de "1983... (A Merman I Should Turn to Be)", a crítica social de "House Burning Down"; o Britpop sessentista de Noel Redding em "Little Miss Strange"; Experiências como Gypsy Eyes, que empurram o funk rock para o futuro; O álbum também apresenta uma releitura elétrica para o clássico de Bob Dylan "All Along the Watchtower ", apresentada em versão considerada superior à original e que foi bem recebida pelos críticos, inclusive pelo próprio Dylan. Por fim, "Voodoo Child (Slight Return)", a peça que provavelmente define a proposta do disco e um dos grampos de Hendrix em performances ao vivo e que variam em tamanho de 7 a 18 minutos. Notáveis ​​performances ao vivo de Voodoo Child foram executadas por Jimi em Woodstock e durante seu show de 1969 no  Royal Albert Hall. Talvez seu ápice definitivo. 


Os músicos

O disco contou com participações de vários músicos, como Stevie Winwood (órgão), Chris Wood (flauta) e Dave Mason (violão e guitarra), todos do Traffic, Buddy Miles (que na época havia conhecido Hendrix durante o Winterland Pop Festival, e mais tarde veio a ser o baterista da Band Of Gypsys) e Jack Casady (baixista do Jefferson Airplane), Al Kooper (órgão), entre outros.


Perfeccionismo

Em maio de 1968, Chas Chandler, baixista do Animals, "descobridor" e produtor de Hendrix, desistiu de trabalhar na produção, após ouvir dele que não ainda estava satisfeito com a gravação de "Gypsy Eyes", mesmo após o 43º take! Além do mais, Hendrix estava sempre inseguro quanto à sua voz e chegou a gravá-la escondido atrás de biombos.
Nessa época, Hendrix levou ao extremo seu perfeccionismo no estúdio, inclusive tendo feito Dave Mason gravar mais de 20 takes de violão na introdução de "All Along The Watchtower" (escrita por Bob Dylan), cujo baixo foi gravado por Hendrix (Noel Redding afirmou sobre suas brigas com Hendrix, durante as gravações: "I told Jimi to fuck off"). 


A controversa capa

Capa escolhida por Jimi e rejeitada pela Reprise Records



Jimi havia solicitado à Reprise Records (que lançou o disco nos estados Unidos) que na capa de Electric Ladyland a banda fosse fotografada por Linda Eastman (falecida esposa de Paul McCartney e herdeira da Kodak/Eastmancolor), rodeada de crianças, ao lado da estátua de "Alice No País Das Maravilhas", no Central Park, mas seu pedido foi ignorado. Em vez disso, a gravadora usou uma foto de seu rosto, borrada em vermelho e amarelo (foto no topo desta matéria). A capa para os Estados Unidos foi feita por Karl Ferris e, desde então, se tornou a capa oficial do Electric Ladyland internacionalmente.


Capa utilizada na versão britânica
A arte de capa destinada para a versão britânica não chegou a tempo para a prensagem, então, a Track Records, que lançou o disco na Inglaterra e que tinha seu próprio departamento de artes, imprimiu a capa do disco com dezenove mulheres nuas descansando em frente de um fundo preto, uma delas segurando uma foto "psicodélica" do rosto do guitarrista, causando considerável controvérsia. A capa e o encarte interior é obra do artista David Montgomery.
Atualmente, a família de Jimi Hendrix, que desde 1995 detém os direitos autorais sobre sua obra, afirma que a capa da edição britânica, com as mulheres nuas, nunca mais será usada, uma vez que o próprio Hendrix não gostava dela. Em entrevistas, Hendrix expressava desagrado e constrangimento com a capa "mulheres nuas".



Encarte da versão britânica


O taxista

No encarte do CD da MCA (atualmente o CD não mais é prensado pela MCA, mas sim pelo selo "Experience Hendrix", criado após sua família ganhar na justiça, em 1995, os direitos autorais sobre sua obra), conta que um dia, o taxista que estava levando Hendrix para o estúdio perguntou: "Você é o Jimi Hendrix?", e ele: "Sim", foi quando o cara se entusiasmou e disse a ele que também era músico, etc... resultado: Larry Faucette (o taxista) tocou congas nas faixas 10 e 13, e levou os créditos oficialmente no encarte do disco. Quanta honra para quem nem imaginava o que aconteceria naquele dia!


Voodoo Child ou Voodoo Chile?

Em Electric Ladyland, a 4ª faixa se chama Voodoo Chile, e a 16ª se chama Voodoo Child (Slight Return), sendo que esta última é a que ficou comercial mente famosa (a que começa só com a guitarra com Wah-Wah). Portanto, ambos os nomes estão corretos. Voodoo Child (Slight Return) atingiu o primeiro lugar nas rádios da Inglaterra, em 1970.


Brian Jones, dos Rolling Stones

Brian Jones, Jimi e Kathy Etchingham (namorada) - Festa dos Grapefruit, Apple Records, 19/01/1968


A série de documentários "Classic Albums" teve como seu primeiro lançamento o "Making of" de Electric Ladyland, onde se pode ver Eddie Kramer (engenheiro de som) contando que Brian Jones tentou gravar piano numa das músicas, mas acabaram abandonando a ideia. No vídeo, Eddie Kramer não explica o motivo de terem abandonado a ideia, mas mostrando ele solta (na mesa de som), junto com a música, a pista onde Brian gravou o piano... claramente percebe-se que Brian não tinha condições de acompanhar a música, provavelmente devido ao seu forte envolvimento com drogas, considerando-se que os Rolling Stones admitem que usavam drogas, mas "não o tempo todo, ao contrário de Brian".



Versátil

Hendrix tocou: Baixo nas músicas "Have You Ever Been (To Electric Ladyland)", "Long Hot Summer Night", "Gypsy Eyes", "Rainy Day, Dream Away", "House Burning Down" e "All Along the Watchtower"; Electric Harpsichord (uma espécie de "cravo elétrico") na música "Burning of the Midnight Lamp" (dizem que ele queria ter a sua prórpia "Lucy In The Sky With Diamonds"); Kazoo (instrumento feito com um pente e um pedaço de papel ou celofane) em "Crosstown Traffic"; Um isqueiro como "bottleneck" (erroneamente conhecido como "slide") no solo de "All Along the Watchtower", etc.


Recepção

Em 2003 a revista Rolling Stone classificou Electric Ladyland na 54ª posição em sua lista dos 500 melhores álbuns  de todos os tempos  e, no mesmo ano, classificou as músicas "All Along The Watchtower" e "Voodoo Child (Slight Return)" nas posições 48ª e 101ª, respectivamente, em sua lista das maiores canções de todos os tempos  (500 Greatest Songs of All Time).

Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.


O legado pós Electric Ladyland

Após Electric Ladyland, Hendrix passou os dois últimos anos de sua vida tentando organizar uma nova banda e gravando uma grande quantidade de músicas para o seu planejado álbum duplo "First rays of the new rising sun", que seria o trabalho na sequência do Electric Ladyland.  Quando morreu precoce e tragicamente em uma acidental overdose de pílulas para dormir em 18 de setembro de 1970, o projeto do álbum duplo foi abortado e suas músicas foram lançadas, basicamente distribuídas em três discos póstumos: The Cry of Love, Rainbow Bridge e War Heroes.

Jimi nunca foi só o sujeito que parecia fazer sexo ou que tocava fogo na guitarra, depois de solar com os dentes. É uma pena que as imagem marcantes de Hendrix nos shows escondam as demais facetas deste herói, um irresponsável, exagerado festeiro, mulherengo, morreu afogado no próprio vômito - um efeito colateral daqueles tempos de excessos. Más acima de tudo isso, Hendrix era um artista anos-luz a frente dos demais artistas ou bandas contemporâneas e até mesmo dos dias atuais. Mesmo os Beatles, de certa maneira, eram musicalmente tímidos perto de Jimi que, tecnicamente, levou a guitarra elétrica a novos limites. É de impressionar que, no fundo, pouco se evoluiu em termos de uso do instrumento depois dele.


Vídeos

D3        All Along the Watchtower 

D4        Voodoo Child


0 comentários:

Postar um comentário