Artista: Wilco
Formada: 1994, Chicago, IL, United States
Lançamento: 23-04-2002
Gravadora: Nonesuch
Produção: Wilco
Gêneros: Alternative Rock
Indie Rock, Americana, Art Rock
Line-up: Jeff Tweedy (vocals, acoustic guitar, electric guitar, horn arrangements, string arrangements, harmonica), Jay Bennett (programming, acoustic guitar, electric guitar, piano, keyboards, synthesizers, organ, bass, drums, percussion, lap steel, glockenspiel, vibraphone, bells, vocals), John Stirratt (bass, vocals, horn arrangements, string arrangements), Leroy Bach (piano, acoustic guitar, electric guitar, organ, glockenspiel, vibraphone, bass, percussion), Glenn Kotche (drums, percussion, cimbalom, siren, chimes)
Título - Duração
Compositor [Performance]
1 I Am Trying to Break Your Heart 6:57
Jeff Tweedy [Wilco]
2 Kamera 3:29
Jay Bennett / Jeff Tweedy [Wilco]
3 Radio Cure 5:08
Jay Bennett / Jeff Tweedy [Wilco]
4 War on War 3:47
Jay Bennett / Jeff Tweedy [Wilco]
5 Jesus, Etc. 3:50
Jay Bennett / Jeff Tweedy [Wilco]
6 Ashes of American Flags 4:43
Jay Bennett / Jeff Tweedy [Wilco]
7 Heavy Metal Drummer 3:08
Jeff Tweedy [Wilco]
8 I'm the Man Who Loves You 3:55
Jay Bennett / Jeff Tweedy [Wilco]
9 Pot Kettle Black 4:00
Jay Bennett / Jeff Tweedy [Wilco]
10 Poor Places 5:15
Jay Bennett / Jeff Tweedy [Wilco]
11 Reservations 7:22
Jeff Tweedy [Wilco]
Enhanced Content
Heavy Metal Drummer (Live Video)
I Am Trying to Break Your Heart (Film Trailer)
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| Wilco - Wired Rave Awards em 2003 |
Yankee Hotel Foxtrot é o quarto álbum da banda de rock Wilco, que tem como base a cidade de Chicago. Wilco ganhou especialmente atenção da mídia com esse registro e a polêmica em torno dele. O álbum foi concluído em 2001 e seria lançado no fatídico 11 de setembro, mas, horrorizada com o que ouviu, a Reprise Records, pertencente a Warner Music Group, recusou-se a liberá-lo e travou o lançamento (a gravadora alegou que o material era anti-comercial). O contrato da banda foi rescindido e o disco acabou vazando na internet. Como parte de um contrato buyout, a gravadora Reprise cedeu os direitos do álbum de graça para Wilco e a banda transmitiu todo o conteúdo gratuitamente em seu site. Logo se espalharam notícias sobre a qualidade do material, que entrou em várias listas de melhores do ano sem sequer ter sido lançado. A Warner tentou recontratar a banda, mas não teve sucesso. Jeff Tweedy e companhia se mandaram para a pequena Nonesuch. Ambas as gravadoras são subsidiárias da Warner Music Group, o que fez levar a uma crítica que dizia que o álbum mostrou "como os negócios musicais estavam desorganizados no início do século XXI". Finalmente o disco foi lançado oficialmente em 23 de abril de 2002 e, novamente, marcou presença nas listas de fim de ano. Dois anos seguidos e com o mesmo disco.
Yankee Hotel Foxtrot foi um sucesso comercial e de crítica. É o lançamento mais bem sucedido de Wilco, vendendo mais de 500 mil cópias nos EUA e ficou no topo da Pazz and Jop 2002 (pesquisa anual com votação dos críticos sobre lançamentos, organizada pelo jornal americano The Village Voice). O álbum alcançou o número 13 na Billboard top 200 chart. O sucesso de crítica se manteve ao longo dos anos e o álbum foi amplamente listado entre os melhores álbuns da década de 2000 em muitas publicações populares, incluindo o 3º lugar na Rolling Stone's 100 Best Albums of the 2000s. Foi o primeiro álbum do Wilco com o baterista Glenn Kotche, e o último com o multi-instrumentista e compositor Jay Bennett .
A capa do álbum é uma foto de Marina City, um complexo de edifícios residencial/ comercial de Chicago, cidade adotiva da banda.
I Am Trying to Break Your Heart
Sam Jones, fotógrafo de Los Angeles, contactou Wilco em 2000, para a produção de um documentário sobre a criação de Yankee Hotel Foxtrot. Jones gravou mais de 80 horas de imagens para I Am Trying to Break Your Heart (que também é o título da canção de abertura do álbum) começa no dia em que o baterista Ken Coomer foi demitido da banda. A filmagem foi editada em 92 minutos. O filme foi lançado nos cinemas em 2002 e recebeu críticas geralmente positivas.
Recepção
O álbum recebeu muitos elogios após o seu lançamento, incluindo críticas positivas dos meios de comunicação, como a revista Rolling Stone e a BBC. Yankee Hotel Foxtrot foi votado por críticos como o melhor álbum do ano na enquete Pazz & Jop, do jornal semanal The Village Voice, de Nova York. Brent Sirota, da Pitchfork Media, classificou o álbum como perfeito, dando-lhe a nota 10, lembrando que o álbum é "Complexo e perigosamente atraente, liricamente sofisticado e provocante, barulhento e de alguma forma sereno.... simplesmente uma obra-prima, é igualmente magnífico em fones de ouvido, carros e festas". David Fricke da Rolling Stone elogiou a sua semelhança com a psicodelia enquanto o escritor Zac Johnson do Allmusic elogiou sua complexidade musical.
Outras avaliações favoráveis: E! Online deu ao álbum um A e disse que " quanto mais você degusta, o seu sabor exótico fica mais rico e intenso". A Stylus Magazine também lhe deu um A e chamou-lhe de "um grande álbum, e um destaque em potencial para recrutar novos fãs para o Wilco". Neumu.net deu nove estrelas de dez e chamou-lhe de "um registro feroz". O Almost Cool deu-lhe uma pontuação de 8,75 entre dez e disse: "Honestamente, o álbum nunca atinge uma faixa que poderia ser chamada de fraca. Eu não tenho certeza se é a uma obra de O'Rourke ou a progressão do grupo (ou um pouco de ambos), mas este disco é tão multi-camadas que é fácil ouvir, muitas e muitas vezes após a primeira audição". A Billboard deu-lhe uma crítica favorável e chamou-lhe "uma versão mais aventureira e gratificante". Uncut deu ao álbum quatro estrelas de cinco e disse: "A descrição mais comum deste álbum muito discutido nos últimos meses é que YHF é o Kid A Americano. Na verdade, é bem mais sucedida do que esse".
Apesar de Yankee Hotel Foxtrot ter sido gravado antes dos do 11 de setembro, os críticos perceberam referências no álbum com os ataques terroristas de 2001. Por exemplo, Jeff Gordinier do Entertainment Weekly, comparou as duas torres do Marina City as torres do World Trade Center. Além disso, aborda temas semelhantes nas canções "War on War" e "Ashes of American Flags", que contém a linha "Eu gostaria de saudar / As cinzas das bandeiras americanas". A canção "Jesus, Etc." também contém estas letras: "Prédios altos tremem / Vozes escapam cantando músicas tristes ... Vozes gemem / Arranha céus raspando juntos / Sua voz está fumando / Seus últimos cigarros é tudo o que vc tem ..."
Em 2006, o álbum foi votado como o número 100 pela Revista Q em sua enquete "Greatest Album Ever". Em 2008, o crítico Tom Moon, da Rolling Stone, listou Yankee Hotel Foxtrot entre as 1.000 gravações para ouvir antes de morrer .
Yankee Hotel Foxtrot encontrou um lugar em muitas listas dos melhores álbuns da década de 2000. O Pitchfork mídia colocou o álbum no número quatro entre os 200 melhores álbuns da década de 2000. O site também listou "Poor Places" e "Jesus, Etc." nas posições 147º e 61º, respectivamente, entre as melhores músicas da década de 2000s. A revista Paste nomeou o álbum como o segundo melhor álbum da década.
O álbum recebeu muitos elogios após o seu lançamento, incluindo críticas positivas dos meios de comunicação, como a revista Rolling Stone e a BBC. Yankee Hotel Foxtrot foi votado por críticos como o melhor álbum do ano na enquete Pazz & Jop, do jornal semanal The Village Voice, de Nova York. Brent Sirota, da Pitchfork Media, classificou o álbum como perfeito, dando-lhe a nota 10, lembrando que o álbum é "Complexo e perigosamente atraente, liricamente sofisticado e provocante, barulhento e de alguma forma sereno.... simplesmente uma obra-prima, é igualmente magnífico em fones de ouvido, carros e festas". David Fricke da Rolling Stone elogiou a sua semelhança com a psicodelia enquanto o escritor Zac Johnson do Allmusic elogiou sua complexidade musical.
Outras avaliações favoráveis: E! Online deu ao álbum um A e disse que " quanto mais você degusta, o seu sabor exótico fica mais rico e intenso". A Stylus Magazine também lhe deu um A e chamou-lhe de "um grande álbum, e um destaque em potencial para recrutar novos fãs para o Wilco". Neumu.net deu nove estrelas de dez e chamou-lhe de "um registro feroz". O Almost Cool deu-lhe uma pontuação de 8,75 entre dez e disse: "Honestamente, o álbum nunca atinge uma faixa que poderia ser chamada de fraca. Eu não tenho certeza se é a uma obra de O'Rourke ou a progressão do grupo (ou um pouco de ambos), mas este disco é tão multi-camadas que é fácil ouvir, muitas e muitas vezes após a primeira audição". A Billboard deu-lhe uma crítica favorável e chamou-lhe "uma versão mais aventureira e gratificante". Uncut deu ao álbum quatro estrelas de cinco e disse: "A descrição mais comum deste álbum muito discutido nos últimos meses é que YHF é o Kid A Americano. Na verdade, é bem mais sucedida do que esse".
Apesar de Yankee Hotel Foxtrot ter sido gravado antes dos do 11 de setembro, os críticos perceberam referências no álbum com os ataques terroristas de 2001. Por exemplo, Jeff Gordinier do Entertainment Weekly, comparou as duas torres do Marina City as torres do World Trade Center. Além disso, aborda temas semelhantes nas canções "War on War" e "Ashes of American Flags", que contém a linha "Eu gostaria de saudar / As cinzas das bandeiras americanas". A canção "Jesus, Etc." também contém estas letras: "Prédios altos tremem / Vozes escapam cantando músicas tristes ... Vozes gemem / Arranha céus raspando juntos / Sua voz está fumando / Seus últimos cigarros é tudo o que vc tem ..."
Em 2006, o álbum foi votado como o número 100 pela Revista Q em sua enquete "Greatest Album Ever". Em 2008, o crítico Tom Moon, da Rolling Stone, listou Yankee Hotel Foxtrot entre as 1.000 gravações para ouvir antes de morrer .
Yankee Hotel Foxtrot encontrou um lugar em muitas listas dos melhores álbuns da década de 2000. O Pitchfork mídia colocou o álbum no número quatro entre os 200 melhores álbuns da década de 2000. O site também listou "Poor Places" e "Jesus, Etc." nas posições 147º e 61º, respectivamente, entre as melhores músicas da década de 2000s. A revista Paste nomeou o álbum como o segundo melhor álbum da década.
Sonoridade
Em Yankee Hotel Foxtrot, Wilco segue a tendência mostrada no excelente Summerteeth, deixado pra trás o rótulo alt-country de A.M. e Being There, incluindo barulhos, ruídos e passagens eletrônicas, cortesia do multi-instrumentista Jim O’Rourke, que também trabalhou com o Sonic Youth.
As músicas falam sobre mentiras, sobre estar errado, guerra, perda, assassinato, delírios, Jesus, sobre se sentir na sarjeta, sobre explicar o amor, com Jeff Tweedy mostrando habilidade até em descrever cenas como alguém indo ao caixa eletrônico sacar dinheiro e comprar cigarros e uma Coca-Cola ou dizendo ao Messias "Jesus, não chore / Pode contar comigo, amor".
O álbum inicia com "I am Trying to Break Your Heart" (que deu nome a um documentário sobre as gravações), onde Tweedy, cantando de maneira irreverente, se monstra um apaixonado, lunático e assassino ao mesmo tempo. A letra antagônica reflete na melodia, que contém desde passagens serenas sobre violão, xilofone, bateria discreta, riffs de piano, à loucura em distorções e efeitos eletrônicos que compõem a música.
Em Kamera, sob um insistente tom, alegre e bem pop, Tweedy é auxiliado discretamente pelo xilofone, violão e bateria enquanto implora "Ligue para minha família, diga a eles que estou perdido / Na calçada / E, não, não está tudo bem".
Radio Cure, em contraste com a faixa anterior, é demasiadamente arrastada, bem down e melancólica onde Tweedy se mostra confuso e inseguro pela distância "Alegre-se, querida, espero que você seja capaz / Há algo de errado comigo", principalmente no refrão final "Oh, a distância não é a maneira de fazer o amor compreensível / Oh, a distância é o jeito de fazer o amor compreensível".
Com War On War volta a empolgação e a alegria, apesar do Wilco debater a guerra, o patriotismo e a perda, o refrão inicial - "É uma guerra contra a guerra / É uma guerra contra a guerra / É uma guerra contra a guerra" -, é precedido de violões, simples (3 acordes) e um teclado psicodélico que acompanha até o piano entrar complementando a melodia e a letra grudenta do refrão principal: “You have to lose/you have to lose/you have to learn how to die/if you wanna wanna be alive/you have to die”.
Jesus, etc, é levada ao piano e violino de forma adoravelmente triste. Tem outro refrão inesquecível. Jeff canta de forma melancólica “Prédios altos tremem / Vozes escapam cantando músicas tristes / Melódicas aos acordes, Cubra o seu rosto /Melodias amargas mudam a sua órbita”. Uma guitarra steel ainda entra levando o clímax para o country. O violino sola ao final de forma emocionante.
Ashes Of American Flags mostra uma situação imaginária, abordada de forma genial. “O terminal bancário é azul e verde / Para um maço de notas de vinte e uma pequena taxa de serviço / Posso gastar três dólares e 63 centavos / Em Coca-Cola Diet e em cigarros sem filtro / Me pergunto por quais motivos ouvimos os poetas quando ninguém dá a mínima / Quão calorosamente e infeliz, o terminal deseja sorte”. A psicodelia retorna em riffs ocasionais e ao final, com efeitos eletrônicos e distorções. Aparecem alguns acordes de piano e a música acaba de repente.
Heavy Metal Drummer é puro alto astral. Os rapazes se superam no backing vocal que acompanha o refrão: “Sinto falta da inocência que conheci / Tocando covers do KISS, belo e apedrejado”. Ao vivo, Tweedy por vezes trocar o Kiss da letra por outros astros do rock pesado, como Iron Maiden e Black Sabbath.
I’m The Man Who Loves You contém riffs sujos e elétricos. A letra é uma declaração de amor com um refrão decidido "eu sou o homem que ama você". Novamente temos o backing vocal, desta vez acompanhado de interessantes passagens com metais.
Pot Kettle Black, animada e com tom baixo de voz, é um dos grandes momentos do álbum. A base é levada por violões que ganha o acompanhamento de um irresistível riff de slide-guitar. Jeff retorna com sua melancolia no refrão: “Cada canção é uma volta para trás / Cada momento chega um pouco tarde demais”.
O registro segue com Poor Places, uma bonita canção que inicia com a voz de Tweedy acompanhada por um piano fazendo a melodia antes do violão entrar. Enquanto Jeff repete “I'm not going outside”, junto com ruídos distorcidos e percussão, uma voz robótica feminina repete de forma insistente o nome do disco ao fundo.
Reservations fecha o álbum de forma mais do que emocionante. Nessa balada de mais de 7 minutos, Tweedy faz confissões de um amor perturbado, mas que não deixa transparecer dúvidas no refrão “Oh, eu tenho reservas/ Sobre tantas coisas / Mas não sobre você”. Uma das mais belas canções de amor já feitas. Ao final, o piano se arrasta por mais 3 minutos e os segundos finais da faixa e do álbum terminam em absoluto silêncio.
Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.
Em 2012 a revista Rolling Stone atualizou a sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos, incluindo este álbum na posição 493º.
Em Yankee Hotel Foxtrot, Wilco segue a tendência mostrada no excelente Summerteeth, deixado pra trás o rótulo alt-country de A.M. e Being There, incluindo barulhos, ruídos e passagens eletrônicas, cortesia do multi-instrumentista Jim O’Rourke, que também trabalhou com o Sonic Youth.
As músicas falam sobre mentiras, sobre estar errado, guerra, perda, assassinato, delírios, Jesus, sobre se sentir na sarjeta, sobre explicar o amor, com Jeff Tweedy mostrando habilidade até em descrever cenas como alguém indo ao caixa eletrônico sacar dinheiro e comprar cigarros e uma Coca-Cola ou dizendo ao Messias "Jesus, não chore / Pode contar comigo, amor".
O álbum inicia com "I am Trying to Break Your Heart" (que deu nome a um documentário sobre as gravações), onde Tweedy, cantando de maneira irreverente, se monstra um apaixonado, lunático e assassino ao mesmo tempo. A letra antagônica reflete na melodia, que contém desde passagens serenas sobre violão, xilofone, bateria discreta, riffs de piano, à loucura em distorções e efeitos eletrônicos que compõem a música.
Em Kamera, sob um insistente tom, alegre e bem pop, Tweedy é auxiliado discretamente pelo xilofone, violão e bateria enquanto implora "Ligue para minha família, diga a eles que estou perdido / Na calçada / E, não, não está tudo bem".
Radio Cure, em contraste com a faixa anterior, é demasiadamente arrastada, bem down e melancólica onde Tweedy se mostra confuso e inseguro pela distância "Alegre-se, querida, espero que você seja capaz / Há algo de errado comigo", principalmente no refrão final "Oh, a distância não é a maneira de fazer o amor compreensível / Oh, a distância é o jeito de fazer o amor compreensível".
Com War On War volta a empolgação e a alegria, apesar do Wilco debater a guerra, o patriotismo e a perda, o refrão inicial - "É uma guerra contra a guerra / É uma guerra contra a guerra / É uma guerra contra a guerra" -, é precedido de violões, simples (3 acordes) e um teclado psicodélico que acompanha até o piano entrar complementando a melodia e a letra grudenta do refrão principal: “You have to lose/you have to lose/you have to learn how to die/if you wanna wanna be alive/you have to die”.
Jesus, etc, é levada ao piano e violino de forma adoravelmente triste. Tem outro refrão inesquecível. Jeff canta de forma melancólica “Prédios altos tremem / Vozes escapam cantando músicas tristes / Melódicas aos acordes, Cubra o seu rosto /Melodias amargas mudam a sua órbita”. Uma guitarra steel ainda entra levando o clímax para o country. O violino sola ao final de forma emocionante.
Ashes Of American Flags mostra uma situação imaginária, abordada de forma genial. “O terminal bancário é azul e verde / Para um maço de notas de vinte e uma pequena taxa de serviço / Posso gastar três dólares e 63 centavos / Em Coca-Cola Diet e em cigarros sem filtro / Me pergunto por quais motivos ouvimos os poetas quando ninguém dá a mínima / Quão calorosamente e infeliz, o terminal deseja sorte”. A psicodelia retorna em riffs ocasionais e ao final, com efeitos eletrônicos e distorções. Aparecem alguns acordes de piano e a música acaba de repente.
Heavy Metal Drummer é puro alto astral. Os rapazes se superam no backing vocal que acompanha o refrão: “Sinto falta da inocência que conheci / Tocando covers do KISS, belo e apedrejado”. Ao vivo, Tweedy por vezes trocar o Kiss da letra por outros astros do rock pesado, como Iron Maiden e Black Sabbath.
I’m The Man Who Loves You contém riffs sujos e elétricos. A letra é uma declaração de amor com um refrão decidido "eu sou o homem que ama você". Novamente temos o backing vocal, desta vez acompanhado de interessantes passagens com metais.
Pot Kettle Black, animada e com tom baixo de voz, é um dos grandes momentos do álbum. A base é levada por violões que ganha o acompanhamento de um irresistível riff de slide-guitar. Jeff retorna com sua melancolia no refrão: “Cada canção é uma volta para trás / Cada momento chega um pouco tarde demais”.
O registro segue com Poor Places, uma bonita canção que inicia com a voz de Tweedy acompanhada por um piano fazendo a melodia antes do violão entrar. Enquanto Jeff repete “I'm not going outside”, junto com ruídos distorcidos e percussão, uma voz robótica feminina repete de forma insistente o nome do disco ao fundo.
Reservations fecha o álbum de forma mais do que emocionante. Nessa balada de mais de 7 minutos, Tweedy faz confissões de um amor perturbado, mas que não deixa transparecer dúvidas no refrão “Oh, eu tenho reservas/ Sobre tantas coisas / Mas não sobre você”. Uma das mais belas canções de amor já feitas. Ao final, o piano se arrasta por mais 3 minutos e os segundos finais da faixa e do álbum terminam em absoluto silêncio.
Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.
Em 2012 a revista Rolling Stone atualizou a sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos, incluindo este álbum na posição 493º.
Vídeos
5 Jesus, Etc.
7 Heavy Metal Drummer
5 Jesus, Etc.
7 Heavy Metal Drummer


César CPO
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