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Metallica - Master of Puppets [1986]

Artista: Metallica
Formada: 28-10-1981, Los Angeles, CA, United States
Atualmente: San Rafael, CA, United States
Lançamento: 03-03-1986
Gravadoras: Elektra, Music For Nations, Vertigo
Produção: Metallica e Flemming Rasmussen
Gêneros: Thrash Metal

Lineup: James Hetfield (Vocals, Guitars [rhythm], Guitars [lead on "Orion,  1º guitar solo "Master of Puppets", 2º guitar solo "Orion"]), Cliff Burton [R.I.P. 1986] (Bass), Lars Ulrich (Drums), Kirk Hammett (Guitars [lead]), Thierry Amar (baixo).







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  (Licença: Spotify)


Título - Duração
Compositor [Performance]


A1    Battery  5:10
James Hetfield / Lars Ulrich [Metallica]
A2    Master of Puppets  8:38
Cliff Burton / Kirk Hammett / James Hetfield / Lars Ulrich [Metallica]
A3    The Thing That Should Not Be  6:32
Kirk Hammett / James Hetfield / Lars Ulrich [Metallica]
A4    Welcome Home (Sanitarium)  6:28
Kirk Hammett / James Hetfield / Lars Ulrich [Metallica]
B1    Disposable Heroes  8:14
Kirk Hammett / James Hetfield / Lars Ulrich [Metallica]
B2    Leper Messiah  5:38
James Hetfield / Lars Ulrich [Metallica]
B3    Orion  8:12
Cliff Burton / James Hetfield / Lars Ulrich [Metallica]
B4    Damage, Inc.  5:08
Cliff Burton / Kirk Hammett / James Hetfield / Lars Ulrich [Metallica]






Master of Puppets é o terceiro álbum de estúdio lançado pela banda de thrash/heavy metal norte-americana Metallica, em 03 de março de 1986, pela Elektra Records. Até o momento, vendeu mais de seis milhões de cópias somente nos Estados Unidos, recebendo o Disco de Platina Sêxtuplo. O álbum está na Lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Amplamente reconhecido como um dos maiores álbuns da história do metal (por alguns, o maior), rivalizando com "Paranoid", do Black Sabbath. A revista inglesa Metal Hammer e o site MusicRadar.com se uniram para promover uma votação para eleger o melhor álbum de Heavy Metal de todos os tempos; o escolhido fora o álbum Master Of Puppets. O álbum reúne a agressividade e a velocidade de Kill 'Em All, com a técnica de Ride the Lightning, em composições extremamente elaboradas, com riffs e solos complexos.


FAIXAS

A1    Battery
"Battery" é a faixa de abertura e também o segundo single do álbum. É iniciada com violões de música espanhola, para subitamente explodir em um riff poderosíssimo. Assim como a faixa de abertura de Ride the Lightning (intitulada "Fight Fire With Fire"), "Battery" começa com um trecho de guitarra limpo e lento. Nesse caso, quatro guitarras acústicas são sobrepostas harmonicamente antes da bateria e do baixo aparecerem com guitarras distorcidas tocando uma versão mais melódica da parte acústica. Esses trechos se estendem até 1:06, quando as guitarras abrem um riff rápido e característico do thrash metal, que é base para o resto da canção. A faixa também tem a pesada presença do baixo de Cliff Burton, e uma batida selvagem e consideravelmente difícil de bateria, executada por Lars Ulrich. Seguindo com o tema geral de "Master of Puppets", a letra de "Battery" discute o controle que a raiva pode ter sobre o comportamento do indivíduo. O título se refere a "battery" no sentido de "agressão", como demonstrado pelo trecho: "Smashing through the boundaries / Lunacy has found me / Cannot stop the battery", traduzido dessa maneira: "Esmagando através das fronteiras / A loucura me encontrou / Impossível parar a agressão". "Battery" costumava ser constante no set list da banda, sendo usada frequentemente tanto como a canção de abertura quanto a canção de encerramento. Em alguns casos, também é usada como canção antes do intervalo. Desde 2008 a canção vem sido menos utilizada nos setlists. Quando tocada, a faixa é interrompida antes do interlúdio, e James Hetfield pergunta à plateia: "Are you alive?... How does it feel to be alive?" ("Vocês estão vivos?... Como é estar vivo?"). Esta fala de Hetfield pode ser ouvida no álbum S&M e seguida pelo solo de Kirk Hammett. A parte inicial não é tocada pela banda, e em vez disso a gravação é utilizada (recentemente 1/2 tom abaixo do habitual, já que a banda tem-se afinado 1/2 tom abaixo nos shows). Na versão ao vivo apresentada no álbum Live Shit: Binge & Purge, as introduções das canções "No Remorse", "Ride the Lightning, e "So What?" também são tocadas. Na apresentação com a Orquestra Sinfônica de São Francisco em 1999, a introdução para o riff thrash foi substituída por artistas da orquestra, utilizando violoncelos no início (parte acústica) e então com violinos no restante da canção. Como visto no documentário Some Kind of Monster, as audições para o futuro baixista Robert Trujillo começaram, a seu pedido, com "Battery". Steve Huey, do guia musical Allmusic, denominou as canções "Battery" e "Damage Inc." como "dois exemplos de caos thrash".


A2    Master of Puppets

a faixa-título "Master of Puppets" é a segunda faixa do álbum. A música, como vocalista James Hetfield explicou, "trata muito bem com as drogas. Como as coisas são trocados ao redor, ao invés de você controlar o que você está tomando e fazendo, são as drogas que controlam você". Esta canção é destaque no Guitar Hero: Metallica. Era ainda a música favorita Cliff Burton no álbum, como citado, quando o álbum foi lançado. Segundo a lenda viva do metal, Ozzy Osbourne, Master of Puppets é o que se fez de melhor na história do Heavy Metal. A faixa-título é citada no livro Rock and Roll: uma história social de Paul Friedlander como longe de ser simplista, contendo mudanças na métrica, no andamento e na entonação e de padrões de arpejo.


A3    The Thing That Should Not Be

Assim como "The Call of Ktulu", do álbum anterior "Ride the Lightning", "The Thing That Should Not Be" é uma homenagem ao conto The Call of Cthulhu, do escritor norte-americano de ficção científica/terror H. P. Lovecraft. O baixista da banda, Cliff Burton, era um grande fã de Lovecraft.  A música é bem cadenciada e pesada, no estilo que a banda trilhou nos últimos álbuns, e possui quantidades de riffs semelhantes, porém, empolgantes. Ela começa com um pouco de guitarra profunda e em seguida aparece um riff robusto seguido pela voz feroz de James Hetfield cantando os versos "Messenger of Fear in sight / Dark deception kills the light". A música tem pouca variação, alterna entre riff pesados, antes de acalmar um pouco com mais vocal e voltando novamente os riffs. Isso ocorre até o final, más na metade da faixa há um solo de Kirk Hammett fazendo uma ruptura. Finalmente, alguns riffs distorcidos estranhamente encerram a faixa.


A4    Welcome Home (Sanitarium)

"Welcome Home (Sanitarium)" é o quarto single do álbum. Contém letras sombrias que retratam  a história de um paciente que sofre de psicose, preso em uma insanidade, ou, talvez, preso em um asilo para doentes mentais. É uma semi-balada com destaque para a ótima técnica apresentada por Kirk Hammett. A música começa lentamente com harmônicos, o que eventualmente leva ao riff principal seguido por um solo de guitarra, baixo e bateria. A progressão do vocal vai se tornando mais rígida conforme o peso das letras, (em comparação com os vocais mais limpos da canção) fortemente acompanhadas de guitarras com distorção. A canção termina com múltiplos solos de guitarra, dois pesados e rápidos solos de bateria de Lars Ulrich, e algumas letras que indicam a revolta num sanatório.


B1    Disposable Heroes

"Disposable Heroes" é uma canção longa e que prioriza as mudanças de andamentos. Uma das músicas mais pesadas e, para muitos, a melhor do álbum.  Influências das Guerras Mundiais nessa música são óbvias, numa das maiores canções de thrash super rápido do Metallica. Liricamente a música é brilhante, James capta perfeitamente o sentimento das mortes inúteis de uma guerra mundial. "Soldier boy/Made of clay/Now an empty shell/Twenty-one, only son/But he served us well", traduzindo "Soldadinho, feito de argila / Agora, uma carapaça vazia / Idade: 21, filho único / Mas ele nos serviu bem" é uma linha memorável. Desde a introdução a música é rápida e enérgica e no meio da canção Kirk vem com um dos melhores solos que ele já fez.


B2    Leper Messiah

A música começa com uma introdução em ritmo médio da guitarra e continua enquanto a bateria é adicionada. As letras tem o selo Hetfield e, embora seja uma boa faixa, parece que as músicas que a rodeiam são muito superiores. Os solos e riffs finais são uma boa surpresa que resgatam qualidade para a música. 


B3    Orion

"Orion" é a canção instrumental do disco. É um registro mais progressivo do que os trabalhos anteriores da banda e tem basicamente três partes principais, inicia de forma bem pesada, um interlúdio meio excêntrico e o final pesado que lembra muito o começo. A canção apresenta vários solos: um solo de baixo de Cliff Burton (1:42 - 2:12); um solo de guitarra de Kirk Hammett (2:57 - 3:44); um interlúdio de baixo de Cliff Burton (3:58 - 4:17);   um solo de guitarra harmonizado executado por James Hetfield e Kirk Hammett. (4:17 - 6:17). um segundo solo de guitarra de Kirk Hammett (6:17 - 6:35); segundo solo de baixo de Cliff Burton (6:35 - 6:54); e o terceiro e ultimo solo de guitarra de Kirk Hammett (7:02 - 7:32). Para comemorar o 20º aniversário do lançamento de Master of Puppets e também para homenagear os 20 anos da morte do baixista Cliff Burton, um dos principais autores da música, o Metallica tocou o álbum na íntegra em sua Escape from the Studio '06 tour pela primeira vez no Rock Am Ring festival em 3 de junho de 2006. Estes concertos incluíram pela primeira vez a execução completa da instrumental "Orion" (anteriormente, apenas partes da longa canção haviam sido executadas ao vivo). 


B4    Damage, Inc.

"Damage Inc" é a faixa final,  um exemplo clássico do thrash metal dos anos 80. Técnica, rapidez e bastante variação são os componentes de uma das faixas mais rápidas do álbum. Depois de uma introdução estranha e bem psicodélica com 1:20m de duração, de repente, os integrantes da banda constroem um riff incrivelmente thrash e com vocais de Hetfield ecoando ferozmente no refrão "Blood will follow blood / Dying time is here /Damage Incorporated". Então, no meio da música, Kirk entra em um solo enlouquecido e depois retorna para os riffs thrash da canção. Hetfield repete e refrão e a música acaba de repente.

 
Cliff Burton

Master of Puppets foi eleito pela revista Kerrang! Klassic o sétimo maior álbum da história do Heavy Metal.

Um fato importante sobre Master of Puppets é que ele é um álbum conceitual onde a banda desenvolve o tema "Dominação" no decorrer das canções, o que fica muito claro na letras das faixas "Master of Puppets", "Disposable Heroes" e "Leper Messiah". Foi o segundo álbum conceitual na carreira do Metallica. O primeiro foi Ride the Lightning, onde a banda falou sobre a morte.

Em 2003, a banda de metal progressivo Dream Theater fez um álbum cover de Master of Puppets, regravando todas as músicas do mesmo.

Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.

Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na 167º posição em sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.



Vídeos

A1    Battery

A2    Master of Puppets


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