Artista: Joy Division
Formação: 1977, Salford, Greater Manchester, United Kingdom
Dissolvida: 18-05-1980
Gravadora: Factory
Produção: Martin Hannett
Lançamento: 18-07-1980
Gêneros: Post-Punk
Gothic Rock
Lineup: Ian Curtis (vocals, guitar on "Heart and Soul", melodica on "Decades"), Bernard Sumner (guitar, synthesizers, bass guitar on "Atrocity Exhibition"), Peter Hook (bass guitar, guitar on "Atrocity Exhibition", backing vocals), Stephen Morris (drums, electronic drums, percussion)
Título - Duração
Compositor [Performance]
Outside
A1 Atrocity Exhibition 6:04
Ian Curtis / Peter Hook / Stephen Morris / Bernard Sumner [Ian Curtis]
A2 Isolation 2:53
Ian Curtis / Peter Hook / Stephen Morris / Bernard Sumner [Bernard Sumner]
A3 Passover 4:46
Ian Curtis / Peter Hook / Stephen Morris / Bernard Sumner [Ian Curtis]
A4 Colony 3:55
Ian Curtis / Peter Hook / Stephen Morris / Bernard Sumner [Ian Curtis]
A5 A Means to an End 4:05
Ian Curtis / Peter Hook / Stephen Morris / Bernard Sumner [Ian Curtis]
Inside
B1 Heart and Soul 5:50
Ian Curtis / Peter Hook / Stephen Morris / Bernard Sumner [Ian Curtis]
B2 Twenty Four Hours 4:26
Ian Curtis / Peter Hook / Stephen Morris / Bernard Sumner [Ian Curtis]
B3 The Eternal 6:06
Ian Curtis / Peter Hook / Stephen Morris / Bernard Sumner [Ian Curtis]
B4 Decades 6:09
Ian Curtis / Peter Hook / Stephen Morris / Bernard Sumner [Ian Curtis]
Closer é o segundo e último álbum de estúdio da banda britânica de pós-punk Joy Division, lançado em 1980, sendo considerado um dos mais importantes álbuns do movimento pós-punk. As músicas foram gravadas sob uma abóbada de estuque especialmente construída, a fim de captar a ressonância de uma capela. Não há indicação dos lados, seja no selo, seja no encarte. Assim, como o álbum anterior, Unknown Pleasures, a relação das músicas encontra-se apenas no encarte. Na reedição em CD, considerou-se o lado A sendo o que começa com Atrocity Exhibition, e o lado B começa com Heart And Soul. Na versão brasileira, o single "Love Will Tear Us Apart", a música mais conhecida da banda, foi incluída como bônus e se tornou a quinta faixa do pseudo lado B.
Gravado no mês de março de 1980, nas mesmas sessões que originaram o compacto "Love Will Tear Us Apart" / "These Days", o disco seria lançado em maio, mas alguns problemas de prensagem atrasaram o lançamento para julho. Nesse meio tempo, Ian, vocalista do Joy Division, cometeu suicídio em 18 de maio de 1980, tornando Closer um álbum póstumo, o que também impulsionou as vendas, ao ponto do registro chegar alcançar a sexta posição nas paradas britânicas e ao número 3 na Nova Zelândia, em setembro de 1981.
A capa, que mostra a foto de uma lápide de cemitério, foi concebida antes da morte de Ian Curtis, mas acabou sendo uma infeliz coincidência (A foto foi tirada no Cemitério Staglieno, em Gênova, Itália). Em um documentário de 2007 sobre a banda, o desenhista Martyn Atkins comentou que, ao saber do suicídio do vocalista Ian Curtis, expressou preocupação imediata sobre o projeto do álbum, uma vez que mostrava um tema funeral observando "a capa do álbum... é um túmulo!".
O álbum tem toda uma áurea gótica e se mostra, brilhantemente, como um dos registros mais depressivos e tristes da história do rock e a maior prova de capacidade do Joy Division para evocar morbidade através de pura poesia. As canções são carregadas com imagens de dor emocional, morte, violência, alienação e degeneração urbana. Tais temas recorrentes levaram os fãs e a esposa de Ian, Deborah, a acreditar que Ian escrevia sobre sua própria vida. Ian certa vez comentou a respeito numa entrevista: "Escrevo sobre as diferentes formas que diferentes pessoas lidam com certos problemas, e como essas pessoas podem se adaptar e conviver com eles". Ian cantava com um estranho timbre baixo-barítono, o que fazia com que sua voz parecesse pertencer a alguém muito mais velho que ele realmente era.
O primeiro lado do álbum (as cinco primeiras músicas) são algumas das maiores canções pós-punk já escritas. O disco inicia com "Atrocity Exhibition", com bateria marcial, guitarras sujas e ruídos encobrindo a poesia lúgubre. A música é uma mistura de narrativa sinistra misturada com o ruído industrial, acompanhada por uma batida tribal. Isso mostra o quão experimental o Joy Division começou a tornar-se, abandonando as sensibilidades rock'n'roll de Unknown Pleasures para um som mais orgânico, despojado. A faixa é uma das mais excêntricas e sombrias que a banda já fez e foi baseada em um livro de JG Ballard sobre a destruição da mente pelos meios de comunicação de massa. Destaque para o refrão grudento (This is the way, step inside!)
Em seguida, um dos maiores sucessos do Joy Division, "Isolation". Os vocais são maravilhosos, o baixo é pulsante, e o teclado é oportuno quando conduz a melodia contagiante em que o autor fala de distanciamento como tentativa de auto-afirmação e busca pela aceitação. A partir do meio da música, a bateria fica mais pesada e acelerada, levando a um final orgásmico.
A terceira faixa, "Passover", é uma canção bem introspectiva. A faixa é conduzida pela bateria econômica de Morris e o baixo pulsante de Peter Hook em conjunto com a guitarra de Sumner e servem de alicerce para os versos de uma tragédia anunciada. Ian clama: “Esta é a crise que eu sabia que viria, destruindo o equilíbrio que eu mantinha.(…) Sem a guarda e proteção da infância, Tudo se despedaça ao primeiro toque. (…) Posso seguir adiante com essa série de eventos?”
Já "Colony" é outra das 'obscuras' - a letra é quase bíblica (Dear God in his wisdom took you by the hand / God in his wisdom make you understand).
"A Means to An End" fecha o primeiro lado reflete bem o som que o Joy seguiu em alguns compactos como "Transmission" - é um Rock alternativo/underground, mas acessível.
As últimas quatro canções, que é a parte mais depressiva do disco e que corresponderia ao lado B do vinil, é uma das sucessões mais assombrosas de canções já alinhados em um único álbum.
"Heart and Soul" abre como outro grande momento do registro graças a ótimas performances e a um riff inesquecível. A faixa apresenta a cozinha típica do Joy e linha tênue da baixo/guitarra. O vocal parece vindo de uma caverna.
"Twenty Four Hours", que em meio a suas acelerações e desacelerações de ritmo, é uma das mais auto-biográficas de Ian, cheira a morbidade e suicídio. Nada poderia ser mais intransigente deprimente do que ouvir. "Uma nuvem paira sobre mim, marca cada movimento / profunda na memória do que foi o amor.", ou no último verso, onde Curtis deixa seu recado: “Gotta find my destiny, before it gets too late.”- Tenho de encontrar meu destino, antes que seja tarde demais…
The Eternal é melancólica ao extremo e será para sempre a música mais assustadora e angustiante que Joy Division já fez. É a faixa mais introspectiva de Closer. Sua intensidade depressiva é inigualável nos versos finais: "Nenhum palavra poderia explicar, nem ações determinam / Só assistindo as árvores e as folhas enquanto caem". A condução pelo piano de Sumner, combinada aos efeitos eletrônicos feitos pelo produtor Martin Hannett, comprovam o quanto aquela parceria era frutífera,
E fechando da melhor maneira possível o disco, "Decades", uma fantástica composição do quarteto de Manchester, introduzida por parca percussão, quase ritualística, de Morris e o sublime desempenho de Sumner nos teclados hipnóticos unidos ao vozeirão e as letras de Curtis.
Gravado no mês de março de 1980, nas mesmas sessões que originaram o compacto "Love Will Tear Us Apart" / "These Days", o disco seria lançado em maio, mas alguns problemas de prensagem atrasaram o lançamento para julho. Nesse meio tempo, Ian, vocalista do Joy Division, cometeu suicídio em 18 de maio de 1980, tornando Closer um álbum póstumo, o que também impulsionou as vendas, ao ponto do registro chegar alcançar a sexta posição nas paradas britânicas e ao número 3 na Nova Zelândia, em setembro de 1981.
A capa, que mostra a foto de uma lápide de cemitério, foi concebida antes da morte de Ian Curtis, mas acabou sendo uma infeliz coincidência (A foto foi tirada no Cemitério Staglieno, em Gênova, Itália). Em um documentário de 2007 sobre a banda, o desenhista Martyn Atkins comentou que, ao saber do suicídio do vocalista Ian Curtis, expressou preocupação imediata sobre o projeto do álbum, uma vez que mostrava um tema funeral observando "a capa do álbum... é um túmulo!".
O álbum tem toda uma áurea gótica e se mostra, brilhantemente, como um dos registros mais depressivos e tristes da história do rock e a maior prova de capacidade do Joy Division para evocar morbidade através de pura poesia. As canções são carregadas com imagens de dor emocional, morte, violência, alienação e degeneração urbana. Tais temas recorrentes levaram os fãs e a esposa de Ian, Deborah, a acreditar que Ian escrevia sobre sua própria vida. Ian certa vez comentou a respeito numa entrevista: "Escrevo sobre as diferentes formas que diferentes pessoas lidam com certos problemas, e como essas pessoas podem se adaptar e conviver com eles". Ian cantava com um estranho timbre baixo-barítono, o que fazia com que sua voz parecesse pertencer a alguém muito mais velho que ele realmente era.
O primeiro lado do álbum (as cinco primeiras músicas) são algumas das maiores canções pós-punk já escritas. O disco inicia com "Atrocity Exhibition", com bateria marcial, guitarras sujas e ruídos encobrindo a poesia lúgubre. A música é uma mistura de narrativa sinistra misturada com o ruído industrial, acompanhada por uma batida tribal. Isso mostra o quão experimental o Joy Division começou a tornar-se, abandonando as sensibilidades rock'n'roll de Unknown Pleasures para um som mais orgânico, despojado. A faixa é uma das mais excêntricas e sombrias que a banda já fez e foi baseada em um livro de JG Ballard sobre a destruição da mente pelos meios de comunicação de massa. Destaque para o refrão grudento (This is the way, step inside!)
Em seguida, um dos maiores sucessos do Joy Division, "Isolation". Os vocais são maravilhosos, o baixo é pulsante, e o teclado é oportuno quando conduz a melodia contagiante em que o autor fala de distanciamento como tentativa de auto-afirmação e busca pela aceitação. A partir do meio da música, a bateria fica mais pesada e acelerada, levando a um final orgásmico.
A terceira faixa, "Passover", é uma canção bem introspectiva. A faixa é conduzida pela bateria econômica de Morris e o baixo pulsante de Peter Hook em conjunto com a guitarra de Sumner e servem de alicerce para os versos de uma tragédia anunciada. Ian clama: “Esta é a crise que eu sabia que viria, destruindo o equilíbrio que eu mantinha.(…) Sem a guarda e proteção da infância, Tudo se despedaça ao primeiro toque. (…) Posso seguir adiante com essa série de eventos?”
Já "Colony" é outra das 'obscuras' - a letra é quase bíblica (Dear God in his wisdom took you by the hand / God in his wisdom make you understand).
"A Means to An End" fecha o primeiro lado reflete bem o som que o Joy seguiu em alguns compactos como "Transmission" - é um Rock alternativo/underground, mas acessível.
As últimas quatro canções, que é a parte mais depressiva do disco e que corresponderia ao lado B do vinil, é uma das sucessões mais assombrosas de canções já alinhados em um único álbum.
"Heart and Soul" abre como outro grande momento do registro graças a ótimas performances e a um riff inesquecível. A faixa apresenta a cozinha típica do Joy e linha tênue da baixo/guitarra. O vocal parece vindo de uma caverna.
"Twenty Four Hours", que em meio a suas acelerações e desacelerações de ritmo, é uma das mais auto-biográficas de Ian, cheira a morbidade e suicídio. Nada poderia ser mais intransigente deprimente do que ouvir. "Uma nuvem paira sobre mim, marca cada movimento / profunda na memória do que foi o amor.", ou no último verso, onde Curtis deixa seu recado: “Gotta find my destiny, before it gets too late.”- Tenho de encontrar meu destino, antes que seja tarde demais…
The Eternal é melancólica ao extremo e será para sempre a música mais assustadora e angustiante que Joy Division já fez. É a faixa mais introspectiva de Closer. Sua intensidade depressiva é inigualável nos versos finais: "Nenhum palavra poderia explicar, nem ações determinam / Só assistindo as árvores e as folhas enquanto caem". A condução pelo piano de Sumner, combinada aos efeitos eletrônicos feitos pelo produtor Martin Hannett, comprovam o quanto aquela parceria era frutífera,
E fechando da melhor maneira possível o disco, "Decades", uma fantástica composição do quarteto de Manchester, introduzida por parca percussão, quase ritualística, de Morris e o sublime desempenho de Sumner nos teclados hipnóticos unidos ao vozeirão e as letras de Curtis.
Em um resenha da reedição do álbum de 2007, publicada pelo site Pitchfork é dito que, "Closer é ainda mais austero, mais claustrofóbico, mais inventivo, mais bonito e mais assustador do que seu antecessor ".
O álbum foi largamente aclamado, e é muitas vezes citado como sendo melhor trabalho do Joy Division. Pitchfork listou "Closer" como o 10º melhor álbum da década de 1980. O semanário britânico NME colocou o álbum na posição 72º em sua lista dos cem melhores álbuns britânicos de todos os tempos. Em 2006, a Q magazine colocou o álbum no número 8 em sua lista dos quarenta melhores álbuns da década de 1980. Em 2012, a Revista Slant Magazine listou o álbum no número sete na sua lista dos melhores álbuns da década de 1980. O Sonic Seducer listou "Closer" em segundo lugar na sua lista dos "10 álbuns fundamentais para a cena gótica". Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na posição 157 em sua lista dos 500 melhores álbuns de sempre. "Closer" é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.
O álbum foi largamente aclamado, e é muitas vezes citado como sendo melhor trabalho do Joy Division. Pitchfork listou "Closer" como o 10º melhor álbum da década de 1980. O semanário britânico NME colocou o álbum na posição 72º em sua lista dos cem melhores álbuns britânicos de todos os tempos. Em 2006, a Q magazine colocou o álbum no número 8 em sua lista dos quarenta melhores álbuns da década de 1980. Em 2012, a Revista Slant Magazine listou o álbum no número sete na sua lista dos melhores álbuns da década de 1980. O Sonic Seducer listou "Closer" em segundo lugar na sua lista dos "10 álbuns fundamentais para a cena gótica". Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na posição 157 em sua lista dos 500 melhores álbuns de sempre. "Closer" é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.
O LEGADO DE IAN CURTIS
Os Joy Division, e em particular Ian Curtis, tiveram seu estilo de gravação desenvolvido pelo produtor Martin Hannett. Alguns de seus trabalhos mais inovadores foram criados no Cargo Recording Studios em 1979, um estúdio que fora desenvolvido por John Peel e seus investimentos financeiros. John Peel era um grande fã do Joy Division e de Ian Curtis.
Na véspera da turnê americana, Curtis assiste ao filme Stroszek de Werner Herzog, procura a esposa Deborah (eles estavam para se separar), e pede nova chance, diz que tudo será diferente. Ela vai para a casa dos pais dela. Ele fica na casa dos pais dele. Na vitrola The Idiot de Iggy Pop e o artista se enforca na cozinha com uma corda de varal no dia 18 de maio de 1980, aos 23 anos de idade.
Ate hoje não se sabe ao certo o que teria levado Ian Curtis ao suicídio no auge criativo, justo no momento em que a banda se projetava para o estrelato internacional. Teria sido pelo perfil psicológico? A incapacidade de auto aceitação? A culpa pelo adultério e o final eminente do casamento aliado a sua inadequação com o mundo? Havia ainda a epilepsia de Ian (Em algumas oportunidades, ele desmaiou e teve de ter atendimento médico ainda no palco, já que sua saúde sofria com a intensa rotina de apresentações dos Joy Division), e talvez, o medo do sucesso que se aproximava. Muitas são as hipóteses. O certo é que o poeta resolveu sair de cena e mesmo passados trinta anos sua música continua avassaladora.
Closer se mostra um álbum magnífico, e será lembrado eternamente, afinal é uma união perfeita do gótico, do pós-punk, do Rock alternativo, do lírico e até da música eletrônica. O legado de Ian será eterno, e o dos outros três continua até hoje. Os membros remanescentes do Joy Division formaram a banda New Order após a morte de Ian Curtis - A banda havia feito um acordo de que os Joy Division não continuariam se um dos membros deixasse a banda ou morresse. O primeiro álbum dos New Order, Movement, possui uma canção intitulada I.C.B., que significa "Ian Curtis Buried" ("Ian Curtis Enterrado").
Vídeos
A4 Colony
B4 Decades


César CPO
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