Formação: 1965, New York, NY, United States
Lançamento: 12/03/1967
Gravadora: Verve Records
Produção: The Velvet Underground
Gêneros: Art Rock, Experimental Rock
Proto-Punk, Noise Rock, Psychedelic Rock, Garage Rock
Lineup: Lou Reed (vocals, guitar and ostrich guitar), Sterling Morrison (guitar, bass guitar, backing vocals), Maureen Tucker (percussion), John Cale (electric viola, piano, celesta on "Sunday Morning", bass guitar, backing vocals), Nico (chanteuse, lead vocals on "Femme Fatale", "All Tomorrow's Parties" and "I'll Be Your Mirror"; backing vocals on "Sunday Morning").
Título - Duração
Compositor [Performance]
Track List
A1 Sunday Morning 2:56
John Cale / Lou Reed [The Velvet Underground]
John Cale / Lou Reed [The Velvet Underground]
A2 I'm Waiting for the Man 4:39
Lou Reed [The Velvet Underground]
Lou Reed [The Velvet Underground]
A3 Femme Fatale 2:39
Lou Reed [The Velvet Underground]
Lou Reed [The Velvet Underground]
A4 Venus in Furs 5:12
Lou Reed [The Velvet Underground]
Lou Reed [The Velvet Underground]
A5 Run Run Run 4:23
Lou Reed [The Velvet Underground]
Lou Reed [The Velvet Underground]
A6 All Tomorrow's Parties 5:58
Lou Reed [The Velvet Underground]
Lou Reed [The Velvet Underground]
B1 Heroin 7:12
Lou Reed [The Velvet Underground]
Lou Reed [The Velvet Underground]
B2 There She Goes Again 2:42
Lou Reed [The Velvet Underground]
Lou Reed [The Velvet Underground]
B3 I'll Be Your Mirror 2:14
Lou Reed [The Velvet Underground]
Lou Reed [The Velvet Underground]
B4 The Black Angel's Death Song 3:12
John Cale / Lou Reed [The Velvet Underground]
John Cale / Lou Reed [The Velvet Underground]
B5 European Son 7:48
John Cale / Sterling Morrison / Lou Reed / Maureen Tucker [The Velvet Underground]
John Cale / Sterling Morrison / Lou Reed / Maureen Tucker [The Velvet Underground]
The Velvet Underground & Nico é o álbum de estréia da banda de rock norte-americana The Velvet Underground, com participação de Nico, lançado originalmente no ano de 1967. Este é, seguramente, um dos álbuns mais importantes da história do rock. Conhecido como “o álbum da banana”, "The Velvet Underground And Nico", une os talentos únicos de Lou Reed e John Cale, a criatividade de Sterling Morrison, da baterista e percussionista Maureen Tucker, ao vocal ingênuo da atriz Nico e o talento do rei da Pop Art, o artista plástico Andy Warhol.
Este álbum ganhou notoriedade por suas sensibilidades experimentalistas e pelo foco de suas composições serem geralmente material controverso, abordando temas como drogas, prostituição, sadomasoquismo, entre outros assuntos, como nas canções "Heroin" e "Venus in furs". A primeira fala dos efeitos da heroína, e tem, basicamente, dois acordes, em sua base. Um minimalismo genial que mostra que a criatividade está acima do virtuosismo. “Eu não sei exatamente onde estou indo, mas vou tentar ir ao Paraíso, se eu puder, porque isto faz eu me sentir como um homem. Quando eu enfiar a agulha na minha veia direi a você que as coisas não são mais as mesmas. Quando estou apressado em minha corrida sinto como se fosse filho de Jesus. E acho que eu simplesmente não sei”, brada Lou. A segunda, trata de um tema pouco usual, até nos dias de hoje: o sadomasoquismo. "Sinta o chicote, agora implore por mim. Eu estou cansado, eu estou exausto. Eu poderia dormir por mil anos", diz a letra. O álbum contém ainda melodias de beleza única como "There she goes again", "All tomorrow’s parties" e "Sunday morning".
The Velvet Underground and Nico é geralmente chamado de "álbum da banana", já que possui na capa o desenho de uma banana feito por Andy Warhol. As cópias iniciais do álbum convidavam o dono a "descascar lentamente e ver" (no inglês, "peel slowly and see", que viria a ser o nome de uma das coletâneas da banda). Descascando o adesivo, revelar-se-ia uma banana de cor de carne.
Embora relativamente um fracasso comercial no lançamento, desde então tem sido considerado um dos álbuns de rock mais influentes e criticamente bem-sucedidos da história. Os temas controversos levaram-no a ser banido de muitas lojas. Várias rádios se recusavam a tocar as músicas e revistas se recusavam a exibir propagandas para o álbum. Sua falta de sucesso também pode ser atribuída ao estúdio, Verve, que falhou ao promover o álbum com pouca ou nenhuma atenção.
O mundo dos críticos também não notou muito o álbum. Uma das poucas resenhas impressas, na segunda edição da pequena revista de rock Vibrations em 1967, era bastante positiva, descrevendo o som como um "ataque massivo aos ouvidos e ao cérebro" e não deixando de lado os tópicos sombrios presentes na maioria das faixas. Técnicamente, a quantidade de camadas de instrumentos usados nas gravações, tudo isso há quase 50 anos, provam que a originalidade do grupo estava anos luz à frente do seu tempo.
Somente décadas depois o álbum viria a receber louvação unânime pelos críticos, muitos dos quais indicam a influência do disco nas canções de rock modernas.
Em uma entrevista dada por Lou Reed, nos anos 80, o repórter perguntou qual seria a sua definição sobre o primeiro álbum do Velvet. Lou respondeu rapidamente: "É, simplesmente, o mais importante disco da história do rock", afirmou. O entrevistador tentou argumentar se não seria o "Sgt. Pepper's", dos Beatles, mas Reed não perdeu a calma. "Eu disse o mais importante e não o que mais vendeu. Se não está convencido, pergunte para essa nova geração de onde eles tiram esse som", finalizou.
Artistas do naipe de Iggy Pop e David Bowie concordam plenamente. "Eu me lembro que fui à casa de uma amiga. Entre um beijo aqui e ali, ela colocou o disco do Velvet. Na hora eu parei, fiquei assustado, e depois não parava de ouvir. Eu queria saber mais sobre aquelas letras, aquela selvageria no som. Eu perguntei o que era e ela riu na minha cara, falando que eu era muito careta. Pois foi isso que me senti na hora, um careta. Como uma banda dessas existia e eu não conhecia?", declarou Iggy em uma entrevista.
Bowie também mudou seus conceitos ao conhecer o grupo. "Eu ouvi o disco em Londres, pouco tempo depois do lançamento. Não acreditava nos meus ouvidos. Era totalmente fora de moda, agressivo, sujo, excitante. Ninguém concordava comigo quando mostrava o disco e colocava para ouvir. As pessoas pediam para eu desligar o aparelho de som, ficavam chocadas. Londres, apesar de ser uma das principais cidades da época em qualidade de música, não estava preparada para aguentar aquilo. Sinceramente, nem eu sabia como gostava. Só sabia que pensava conhecer esse grupo", afirmou.
Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na 13ª posição em sua lista dos 500 melhores álbuns de sempre.
Em 2003, a Revista Rolling Stone classificou as músicas "I’m Waiting For The Man" e "Heroin" nas posições 159ª e 448ª, respectivamente, em sua lista das maiores canções de todos os tempos (500 Greatest Songs of All Time).
Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.
Este álbum ganhou notoriedade por suas sensibilidades experimentalistas e pelo foco de suas composições serem geralmente material controverso, abordando temas como drogas, prostituição, sadomasoquismo, entre outros assuntos, como nas canções "Heroin" e "Venus in furs". A primeira fala dos efeitos da heroína, e tem, basicamente, dois acordes, em sua base. Um minimalismo genial que mostra que a criatividade está acima do virtuosismo. “Eu não sei exatamente onde estou indo, mas vou tentar ir ao Paraíso, se eu puder, porque isto faz eu me sentir como um homem. Quando eu enfiar a agulha na minha veia direi a você que as coisas não são mais as mesmas. Quando estou apressado em minha corrida sinto como se fosse filho de Jesus. E acho que eu simplesmente não sei”, brada Lou. A segunda, trata de um tema pouco usual, até nos dias de hoje: o sadomasoquismo. "Sinta o chicote, agora implore por mim. Eu estou cansado, eu estou exausto. Eu poderia dormir por mil anos", diz a letra. O álbum contém ainda melodias de beleza única como "There she goes again", "All tomorrow’s parties" e "Sunday morning".
The Velvet Underground and Nico é geralmente chamado de "álbum da banana", já que possui na capa o desenho de uma banana feito por Andy Warhol. As cópias iniciais do álbum convidavam o dono a "descascar lentamente e ver" (no inglês, "peel slowly and see", que viria a ser o nome de uma das coletâneas da banda). Descascando o adesivo, revelar-se-ia uma banana de cor de carne.
Embora relativamente um fracasso comercial no lançamento, desde então tem sido considerado um dos álbuns de rock mais influentes e criticamente bem-sucedidos da história. Os temas controversos levaram-no a ser banido de muitas lojas. Várias rádios se recusavam a tocar as músicas e revistas se recusavam a exibir propagandas para o álbum. Sua falta de sucesso também pode ser atribuída ao estúdio, Verve, que falhou ao promover o álbum com pouca ou nenhuma atenção.
O mundo dos críticos também não notou muito o álbum. Uma das poucas resenhas impressas, na segunda edição da pequena revista de rock Vibrations em 1967, era bastante positiva, descrevendo o som como um "ataque massivo aos ouvidos e ao cérebro" e não deixando de lado os tópicos sombrios presentes na maioria das faixas. Técnicamente, a quantidade de camadas de instrumentos usados nas gravações, tudo isso há quase 50 anos, provam que a originalidade do grupo estava anos luz à frente do seu tempo.
Somente décadas depois o álbum viria a receber louvação unânime pelos críticos, muitos dos quais indicam a influência do disco nas canções de rock modernas.
Em uma entrevista dada por Lou Reed, nos anos 80, o repórter perguntou qual seria a sua definição sobre o primeiro álbum do Velvet. Lou respondeu rapidamente: "É, simplesmente, o mais importante disco da história do rock", afirmou. O entrevistador tentou argumentar se não seria o "Sgt. Pepper's", dos Beatles, mas Reed não perdeu a calma. "Eu disse o mais importante e não o que mais vendeu. Se não está convencido, pergunte para essa nova geração de onde eles tiram esse som", finalizou.
Artistas do naipe de Iggy Pop e David Bowie concordam plenamente. "Eu me lembro que fui à casa de uma amiga. Entre um beijo aqui e ali, ela colocou o disco do Velvet. Na hora eu parei, fiquei assustado, e depois não parava de ouvir. Eu queria saber mais sobre aquelas letras, aquela selvageria no som. Eu perguntei o que era e ela riu na minha cara, falando que eu era muito careta. Pois foi isso que me senti na hora, um careta. Como uma banda dessas existia e eu não conhecia?", declarou Iggy em uma entrevista.
Bowie também mudou seus conceitos ao conhecer o grupo. "Eu ouvi o disco em Londres, pouco tempo depois do lançamento. Não acreditava nos meus ouvidos. Era totalmente fora de moda, agressivo, sujo, excitante. Ninguém concordava comigo quando mostrava o disco e colocava para ouvir. As pessoas pediam para eu desligar o aparelho de som, ficavam chocadas. Londres, apesar de ser uma das principais cidades da época em qualidade de música, não estava preparada para aguentar aquilo. Sinceramente, nem eu sabia como gostava. Só sabia que pensava conhecer esse grupo", afirmou.
Em 2003 a revista Rolling Stone classificou este álbum na 13ª posição em sua lista dos 500 melhores álbuns de sempre.
Em 2003, a Revista Rolling Stone classificou as músicas "I’m Waiting For The Man" e "Heroin" nas posições 159ª e 448ª, respectivamente, em sua lista das maiores canções de todos os tempos (500 Greatest Songs of All Time).
Este álbum é mencionado no livro de referência musical "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", lançado em 2007.
Vídeos
A2 I'm Waiting for the Man
A4 Venus in Furs


Caesar CPO
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